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Nutricionista Claudia Silvestre

Nutricionista Claudia Silvestre

To Médicos e profissionais da área da saúde and other hives 14/07/2015

A obesidade é um fato complexo, que envolve diversos fatores sociais, familiares, biológicos e emocionais que interagem entre si. Sendo uma questão multifatorial necessita de uma abordagem interdisciplinar para sua compreensão, diagnóstico e tratamento, mais do herança genética, a obesidade está diretamente relacionada a fatores ambientais, sociais e comportamentais. Segundo Meier e Ferreira (2004) “o nosso peso não é apenas uma carga que temos que carregar, é uma conseqüência do nosso estilo de vida, do que somos, de como pensamos e agimos”. Entre os padrões repassados pelas famílias, estão os relacionados à alimentação. Dados de pesquisas como a de Venturini (2000) revelam que negar alimento significa negar afeto ou cuidados básicos. É preciso dissociar o alimento do afeto. O descontrole alimentar, muitas vezes funciona como uma válvula de escape, para pessoas controladoras, com excessiva rigidez com ela mesma e com os outros, alto grau de perfeccionismo e dificuldade em adiar a satisfação do prazer. Assim é necessário administrar as emoções que levam ao descontrole alimentar, pois a emoção pode ter o poder de aniquilar a razão. E esse descontrole, raramente será por alimentos saudáveis, pouco calóricos, mas sim por aqueles já associados à compensação emocional, normalmente, ricos em açúcar e gordura porque estimulam a produção de hormônios ligados ao prazer. E esse descontrole também pode refletir hábitos adquiridos na infância: algumas mães adoçam chupeta do bebe quando ele chora sem motivo aparente, as crianças com bom comportamento ou quando sentem-se triste por qualquer motivo são premiadas com todo tipo de guloseimas... E, foi constatado na pesquisa realizada pelos autores, que muitas vezes a preocupação dos pais centra-se na quantidade da alimentação, e não em desenvolver hábitos e atitudes direcionados a padrões de alimentação mais adequados. Muitas vezes “comemos os nossos sentimentos em vez de senti-los”. Muita fome, não é fome física, é fome psicológica, é uma tentativa de preencher o “vazio” que sente com a comida, o que é ineficaz, pois esse vazio é impossível de ser preenchido com a comida. Então fica a pergunta: Você tem fome de quê?” Aprenda a diferenciar fome e vontade de comer. Para aprender diferenciar as sensações, preste atenção nos sinais do seu corpo antes de se alimentar, durante a alimentação, e após a alimentação. E sempre que vier o desejo incontrolável de comer tente vencê-lo conscientemente percebendo que se não é fome, portanto você precisa atendê-lo. Ter horários e quantidades determinadas para suas refeições ajuda a controlar ataques de “fome”. Tenha em mente que seu objetivo é maior do que um prazer momentâneo. E quando vier uma vontade incontrolável de comer procure ocupar-se com outras atividades e se distanciar do alimento em questão. Foque nos seus objetivos e nos motivos que o levaram a querer emagrecer. Pense no quanto você já progrediu... e pergunte-se se vale a pena ceder ao desejo de comer. Seu objetivo é maior do que um pequeno momento de prazer, e a sua decepção consigo mesmo ocupará mais tempo do que o alimento permaneceu em sua boca. Fontes: Oliveira, APSV; Silva, MM. Fatores que dificultam a perda de peso em mulheres obesas de graus I e II. Revista Psicologia e Saúde, v. 6, n. 1, jan. /jun. 2014, p. 74-82 - Universidade Católica de Brasília, Brasilia, 2014.

Nutricionista Claudia Silvestre
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  1. Nutricionista Claudia Silvestre
    21/07/2015 #4Nutricionista Claudia Silvestre
    #3 Bárbara você já deu o primeiro passo: conseguiu identificar seu tipo de fome. O que você precisa agora é descobrir meus próprios para controla-la. Eu aconselharia ter um bom planejamento alimentar para evitar a fome física e usar as dicas do post para tentar minimizar a fome psicológica. E lembre-se: se não é fome física, você não precisa alimenta-la. Sucesso e um grande abraço.
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  2. Bárbara Fernandez Lima
    21/07/2015 #3Bárbara Fernandez Lima
    Acabo de descobrir que minha fome é psicológica!! E agora, josé? Como tratar? hehe Muito obrigada Claudia como sempre por seus posts.
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  3. Nutricionista Claudia Silvestre
    21/07/2015 #2Nutricionista Claudia Silvestre
    #1 Obrigada Rebeca! Fico feliz que tenha gostado e compartilhado. Meu objetivo é informar e dessa forma auxiliar pessoas a adotarem um estilo de vida mais saudável. Um grande abraço e fique com Deus.
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  4. Rebeca Santos Araújo
    21/07/2015 #1Rebeca Santos Araújo
    Fantásticas publicações, ótimos conteúdos! Até compartilhei no grupo de dieta! Muito obrigada pela contribuição.
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