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Carlos Avila

Carlos Avila

To Diretores e Executivos13/08/2015

Geração Alfa - Parte 01 Amigos, estudar futuro é sempre muito instigante, porém, para analisar o futuro é preciso estudar o passado, estar antenado no presente para perceber tendência para o futuro. Dentro deste contexto quero falar um pouco sobre a Geração Alfa, ou seja, a geração que nasceu a partir de 2010. Hoje a Geração Alfa está com 5 anos de idade, mais daqui a 35 anos, mais precisamente em 2050 quando a Geração Alfa estará em plena maturidade familiar, social e profissional o mundo estará irreconhecível, pelo menos comparado com os dias atuais. Para muito de nós o mundo já está irreconhecível. Os padrões de comportamento estão mudando rapidamente, antes o que era futuro, hoje já é passado. Nos últimos 10 anos as mudanças foram drásticas, mudamos o jeito de se comunicar, consumir e relacionar. Estamos tendo dificuldades em lidar com estes avanços. O aplicativo UBER é um exemplo claro de que estamos em um processo de mudança, hoje, podemos escolher o que queremos , e ter esta liberdade de escolha, vai contra a uma cultura do monopólio que ainda é padrão no Brasil. UBER é um sistema moderno, que já incorpora um novo padrão de comportamento de consumo, são consumidores que não aceitam mais qualquer tipo de serviço. Contra o aplicativo, estão os taxistas, um modelo de monopólio que não atende e não entende uma nova geração de consumidores que está entrando no mercado de trabalho. Não é uma questão de legislação é sim uma questão de comportamento. Portanto os taxista se reinventam ou sua função dentro da sociedade será desnecessária. Outro exemplo é o Whatsapp, um aplicativo que mudou o jeito de comunicarmos, chegando a causar um impacto nas contas de operadoras de telefonia em todo o mundo. No Brasil o Presidente da Vivo declarou que o Whatsapp é pirataria e que deveria ser combatido pela ANATEL, porém, ele está remando sozinho contra a maré, seus concorrentes já entenderam que hoje o whatsapp não é mais uma tendência é uma realidade que a 3 anos atrás não fazia parte de nosso cotidiano e hoje não tem como imaginar a vida sem ele. Poderia citar dezenas de exemplos de tecnologias, produtos, serviços que mudaram nosso jeito de viver. Se nós últimos 10 anos muita coisa mudou, imagine então o mundo daqui a 35 anos. Sabemos das dificuldades que temos para lidar com o que está por vir. Mais desenvolver a habilidade de adaptação será fundamental para vivermos num mundo que estará sempre em transição, em transformação. Então como será o trabalho de nossos filhos e netos? Para começar, esqueça essa história de emprego. Em 30 anos, emprego será uma palavra caminhando para o desuso. O mundo estará mais veloz, interligado e com organizações diferentes das nossas. Novas tecnologias vão ampliar ainda mais a possibilidade de trabalhar ao redor do globo, em qualquer horário. Hierarquias flexíveis irão surgir para acompanhar o poder descentralizado das redes de produção. O trabalho será colaborativo, também será o tempo de mais conforto, cuidado com a natureza e criatividade. A globalização e os avanços tecnológicos (alguns deles já estão disponíveis hoje) vão tornar tudo isso possível. A Geração Alfa que vai chegar ao comando das empresas, estará colocando em xeque antigos dogmas que hoje para nós é apenas uma tendência. Para que as empresas vão pedir nossa presença física durante oito horas por dia se podem nos contatar por videoconferência ou outra tecnologia a qualquer instante? Para que trabalhar com clientes ou fornecedores apenas do seu país se você pode negociar sem dificuldades com o mundo inteiro? Imagine as possibilidades e verá que o mercado de trabalho vai ser bem diferente em 2050. O emprego vai acabar. Vamos ter que nos adaptar. Mas o que vai surgir no lugar dele é mais racional, moderno e, se tudo der certo, mais prazeroso. Trabalhar por prazer, com liberdade parece uma utopia ou, no mínimo, algo incapaz de pagar as contas do fim do mês. Mas o profissional da Geração Alfa vai ser exatamente assim, não trabalhará por dinheiro, mas por amor. Na busca por essa essência, entra em jogo o conceito de vocação laboral, ou seja, uma espécie de chamado íntimo que direciona a profissão de acordo com as preferências pessoais. Antes que alguém fale que esse formato de trabalho é incapaz de gerar lucros, basta lembrar que o tempo de aposentadoria está diminuindo gradativamente e as jornadas de trabalho misturando-se cada vez mais com à vida pessoal. Ou seja, quem estiver em uma profissão que não proporcione alegria e prazer vai ter um problema longo e difícil pela frente. E, quanto menos motivação, menos dinheiro no banco. Hoje, os profissionais buscam qualidade de vida em momentos de ruptura, quando largam tudo pelo que gostam. E isso será um processo contínuo, até as escolhas de trabalho serem pautadas apenas pela felicidade que oferecem. Assim, os conceitos como pró-atividade, inovação, empreendedorismo, network bem estabelecido e flexibilização do tempo, serão atitudes naturais nesse novo ambiente de bem-estar. Em um próximo artigo “Geração Alfa – Parte 02” vou falar um pouco sobre as profissões que serão comuns em 2050. Um forte abraço Carlos Ávila

Carlos Avila
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