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Ana Luiza Freire Nascimento

Ana Luiza Freire Nascimento

COMO O 'NÃO CURTIR' PODE TORNAR O FACEBOOK MAIS 'VICIANTE' E 'LUCRATIVO' "Devo ou não curtir este post?" Quem usa o Facebook provavelmente já se perguntou o que fazer diante de uma publicação sobre um tema triste ou delicado. O botão de um dedão apontado para cima é um dos recursos mais populares na rede social. Não parece, no entanto, ser muito apropriado "curtir" uma mensagem sobre o falecimento de uma pessoa, mesmo que se tenha apreciado o texto em sua homenagem. Ou a notícia de uma tragédia, ainda que a solidariedade em torno do acontecimento seja louvável. O Facebook está tentando resolver esse dilema. Mark Zuckerberg, seu criador e presidente, disse na última terça-feira que estuda uma alternativa ao "curtir". "As pessoas pedem isso há muito tempo. O que elas querem é uma forma de demonstrar empatia. Nem todo momento é um momento feliz", disse Zuckerberg, citando a crise de refugiados sírios como exemplo. Por enquanto, o Facebook revelou poucos detalhes deste novo recurso. Zuckerberg apenas explicou que será testado com uma parcela do público. Não se sabe ainda como será chamado - o nome que está sendo usado por enquanto nas discussões sobre este novo mecanismo é o de "não curtir" -, se será um botão, qual será seu símbolo. Se valerá para todos os posts ou só para aqueles de temas mais delicados. Com o "não curtir", Zuckerberg também poderá tornar a rede social mais popular e lucrativa, avaliam especialistas ouvidos pela BBC Brasil. Mas eles alertam para o risco da novidade acirrar ainda mais os ânimos dos debates e discussões na internet. FÓRMULA SECRETA O "não curtir" significa uma mudança na alma do Facebook: seu algoritmo. O site tem parâmetros e regras para avaliar o conteúdo publicado e definir o que será exibido para cada usuário. Cliques, publicações, curtidas, comentários e compartilhamentos. Tudo que fazemos vira um dado que alimenta esta fórmula secreta. O site conhece assim as preferências de cada membro e filtra as publicações para exibir o que tem mais chances de agradar ou gerar interesse. O "curtir" tem um peso importante nesta equação desde que foi lançado, em 2009. Um post com muitas curtidas tem mais chances de aparecer também para mais usuários e movimentar ainda mais o Facebook. Mas, enquanto mensurar a reação positiva a uma publicação é relativamente simples, refletir um sentimento como a empatia é um pouco mais complexo. FONTE: BBC BRASIL - - - - - - - - - - - - - - - - - - E você? O que acha desta novidade? Este recurso pode vir a auxiliar as empresas a diagnosticar de maneira mais assertiva o que pensam seus consumidores, mas e por outro lado? E se o recurso passar a criar um clima negativo para as empresas? Qual é a sua opinião?

Ana Luiza Freire Nascimento
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