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Ana Luiza Freire Nascimento

Ana Luiza Freire Nascimento

To Marketing e Produto and other hives 28/09/2015

As constantes transformações no cenário mundial estão trazendo novas oportunidades para o mercado e consumidores. São movimentos relacionados ao deslocamento do centro do poder econômico, urbanização, alterações climáticas e demográficas, além dos avanços na tecnologia. A todo momento surgem novidades relacionadas aos impactos que esses movimentos causam na sociedade e criam questionamento nas áreas estratégicas das companhias de como lidar com essas forças. Conseguir manter o controle da situação e criar situações favoráveis a si é um dos maiores desafios das marcas, segundo o relatório de Megatendências da PwC. Se posicionar como passivo a tudo que acontece no mundo pode ser prejudicial à empresa, contudo, as que se posicionarem de maneira adaptável ao que ocorre tendem a se sobressair e ganhar a confiança do consumidor. O momento atual do mundo traz inovações a todo instante. Em nenhuma outra fase da história as transformações sociais ocorreram em períodos tão curtos. Apenas no século XX foram criadas, pelo menos, sete tecnologias que ainda se refletem em outras mudanças – internet, biotecnologia, automóvel e produção de massa são alguns exemplos. Enquanto isso, no século anterior, as ferrovias e a eletricidade eram as grandes sensações. Para a atualidade, a nanotecnologia já não é novidade e nos traz possibilidades variadas em diversos segmentos. Do mesmo modo, tradicionais pensamentos e conceitos estão sendo deixados para traz, como os países tidos como potenciais mundiais, definição de privacidade, questões de mobilidade e preocupações ambientais. Líderes de empresas dos mais diversos portes já sentem algumas dessas megatendências se desenhando em suas rotinas e estão se preparando para não perder mercado. Essas ações são importantes para enfrentar os percalços que podem surgir junto com essas novidades e impedir que as empresas fiquem paradas no tempo e sejam engolidas pela concorrência melhor preparada. A seguir mostramos as cinco transformações que o mundo está vivendo e analisamos como é possível se adaptar a ela e prosperar. 1 - Mudanças demográficas Algumas sociedades estão envelhecendo rapidamente, enquanto outras são jovens e estão crescendo, o que criará mais mão de obra e ampliará o mercado consumidor. Essas divergências trazem impactos na economia, seja no suprimento de recursos ou em aspirações pessoais. Embora haja uma tendência de expansão da população mundial, há um novo comportamento nas famílias quanto ao número de integrantes, que altera a taxa de natalidade e a longo prazo pode afetar a economia com baixa mão-de-obra, além de impactar o sistema previdenciário. Esse caminho já é esperado no Brasil, onde o bônus demográfico que impulsiona o crescimento do país deve estacionar em 2030. A Índia, por outro lado, deve alimentar o mercado com um milhão de trabalhadores a cada mês nos próximos 20 anos. Na Europa, a idade média da população deve ser de 43 anos em 2020 e na China de 38 anos. Em paralelo, o mundo está ficando mais rico, principalmente na Ásia, o que mudará as formas de consumo das pessoas – principalmente nas áreas de cultura, serviços e saúde. Haverá também uma pressão em relação à produção de alimentos, já que haverá diminuição da pobreza. Com isso, será preciso encontrar soluções e tecnologia para reduzir desperdícios e aumentar a produtividade no campo. No Brasil, a tendência é de que haverá uma pressão social maior em relação ao setor de empregos, especialmente para os mais velhos. Uma das grandes dificuldades dos empregadores será encontrar e reter talentos. Para isso, essas companhias precisarão fornecer treinamentos e ferramentas digitais de comunicação a fim de permitir que os colaboradores trabalhem de forma independente e gerenciem seu próprio tempo. Com tudo isso, uma nova base de clientes virá mais alerta e atenta às próprias necessidades. 2 - Urbanização acelerada O rápido processo de urbanização tende a acelerar ainda mais nas próximas décadas e forçará toda a infraestrutura das grandes cidades. Nos países emergentes novas metrópoles surgirão, indo muito além de capitais ou regiões tradicionalmente conhecidas. Para que tudo ocorra de maneira ordenada, no entanto, será preciso investimentos e soluções inteligentes. Segundo o Departamento das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, a previsão é de que em quatro décadas a população urbana mundial aumente 72%. Um dos maiores problemas está em como oferecer condições básicas de qualidade em transporte público, saúde e abastecimento de água, além de educação, segurança e habitação. Será preciso intervenção para organizar o fluxo de pessoas nesses centros, uma vez que o número de pessoas que vivem em favelas urbanas aumentou cerca de 30% no mundo desde a década de 1990. O desafio do Brasil será buscar novas fontes de financiamento, diante das limitações orçamentárias do governo. Nesse sentido, o uso da tecnologia será crucial nos projetos de planejamento urbano, incluindo questões de mobilidade. Isso reduzirá tanto o trânsito, quanto a poluição. Com necessidades cada vez mais urgentes, os consumidores buscam conveniência e estão dispostos a pagar mais caro por isso. As empresas devem inovar para ganhar destaque e confiança da população. Para que no futuro o crescimento urbano não prejudique a população será preciso transformar a concepção do que é entendido por “cidade” atualmente. Isso inclui questões como consumo colaborativo, que alterará a percepção do que “é meu e seu”. Desde já as empresas podem pensar como se reinventarão para estarem inseridas nessa nova metrópole. 3 - Deslocamento do poder econômico Nos últimos anos, o equilíbrio global do poder econômico vem mudando, saindo das mãos dos países desenvolvidos para aqueles que estão em processo de crescimento. Essa nova frente trará oportunidades para mercados internos e até mesmo externos que estão consolidados em suas regiões e almejam crescimento. Brasil, Índia, Rússia, México, Indonésia, Turquia e China estão entre as futuras potências, apesar das quedas e riscos que o ano de 2015 vem trazendo a essas regiões. Antes tidos como centros de produção e trabalho, agora são reconhecidos como economias orientadas para o consumo. As previsões não tiram os Estados Unidos do centro mundial, mas desmembra toda a força em outras regiões que mantêm suas particularidades – a China, por exemplo, deve manter-se totalitária e voltada ao seu público interno. Essa reordenação mundial desencadeará um realinhamento nas atividades de negócios e no poder de consumo global, afetando não apenas o PIB, como consumo de água, energia, alimento e o comércio. As economias dessas nações avançarão acima da média global graças à ascensão social de suas populações, sustentada pelo aumento de consumo e investimentos em setores básicos. As nações que souberem aproveitar melhor suas vantagens internas terão maior poder de negociação e poderão estabelecer acordos comerciais com diversos parceiros ao invés de se concentrarem em blocos específicos, o que trará mais oportunidades de ampliação de mercados. Além disso, as pressões exercidas pelo aumento do consumo podem fazer suscitar conflitos ou flexibilidades de determinadas áreas, como o agronegócio, por exemplo. No momento em que os líderes de todo mundo buscam alternativas para suas populações, alguns países podem se destacar e demonstrar potencial para suprir outras demandas. Tratar os demais mercados de maneira diferenciada e respeitando as diferenças - que entre as futuras potências é grande – pode fazer com que as empresas criem laços promissores. Por outro lado, será importante ficar longe de conflitos, principalmente os cibernéticos que tendem a surgir entre as atuais potências globais. 4 - Mudanças climáticas e escassez de recursos As emissões globais de carbono pela queima de combustíveis fósseis devem crescer 16% até 2030, segundo levantamento da PwC. No mesmo período, a temperatura média do planeta subirá entre 0,5 e 1,5 graus Celsius. O aumento da população mundial, principalmente nas capitais, afetará nosso meio ambiente mais ainda e provocará disputas por recursos naturais. A demanda aumentará de forma intensiva nos próximos 15 anos, segundo o Conselho Nacional de Inteligência dos Estados Unidos. Essa megatendência já gera uma preocupação nas companhias, porque resultará em uma maior competição por esses bens. Desde já os empresários devem se antecipar a possíveis crises, identificando e gerenciando riscos e oportunidades. A colaboração da indústria com fornecedores será de extrema importância com investimentos em soluções que tragam benefícios na cadeia de abastecimento. As comunidades por si só pressionarão as empresas a utilizarem conscientemente os recursos, o que poderá resultar em novos produtos e serviços para as pessoas. O que hoje causa algum tipo de impacto já não será mais tolerado, isso porque independente de qual recurso seja, ele afetará outro. A agricultura precisa de água para gerar alimentos, assim como precisa de energia, que para ser gerada precisa de bacias hídricas cheias. A sustentabilidade deixará de ser algo à parte ou complementar para se tornar essencial para a sobrevivência da empresa. Criar novas tecnologias que ajudem a repensar esse tipo de consumo é algo que os empresários e CEOs já podem fazer. No Brasil, a falta de água já é uma realidade, principalmente na região sudeste, onde concentram-se grandes cidades. Apesar de um grande clima de tensão pairar sobre o mundo dos negócios por conta da pior estiagem em 84 anos, companhias sustentáveis e criativas estão se destacando. O momento é de alerta muitos, mas também de crescimento e lucros altos outros. 5 - Avanços tecnológicos Um fluxo permanente de inovações está criando tecnologias cada vez mais poderosas – da nanotecnologia à robótica -, cuja utilização é limitada apenas pela imaginação humana. Um caminho de oportunidades está aberto a todas as companhias que buscarem uma ruptura de seus modos de trabalho. Cerca de 93% dos líderes de grandes grupos afirmaram em pesquisa da PwC que inovar tornou-se o principal motor de crescimento e geração de valor para elas. O impacto de soluções digitais tem aparecido cada vez mais frequentes nas estratégias – podem ser social (mídias), ora no mobile (aplicativos), analytics (uso de dados) e cloud (flexibilidade). Essas soluções ligadas à segurança cibernética serão de máxima importância nos próximos cinco anos e precisará ser constante para sobrevivência de uma companhia. A revolução digital deu origem a uma nova geração de usuários-consumidores, preparados para divulgar muito de si mesmos e reclamar quando insatisfeitos. O número de dispositivos móveis e pessoas conectadas também aumentará oferecendo mais um leque de opções para as marcas trabalharem. No Brasil, 64% das marcas não investem no canal mobile. O tempo gasto pelos brasileiros com smartphones já é superior ao passado diante da televisão, mas a maioria das empresas ainda negligencia plataforma para dispositivos. De acordo com a Cisco Internet Business, em 2020 haverá sete vezes mais aparelhos conectados do que habitantes no planeta. Com isso, saem na frente as companhias que já conseguem aliar a inovação em suas estratégias de Marketing, reescrevendo novas regras para o mercado. Para quem ainda se sente acuado ao pensar em disrupção, as oportunidades são muitas: avanços na automação, pesquisa e desenvolvimento em biotecnologia, tecnologia verde e robótica. Todas elas podem ser aplicadas em diversas áreas como saúde ou mesmo nas indústrias. Fonte: Mundo do MKT

Ana Luiza Freire Nascimento
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