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Luiz Otavio da Silva Nascimento

Luiz Otavio da Silva Nascimento

ESTADO BRASILEIRO: UM “SER COM OBESIDADE MÓRBIDA”

À medida que o tempo passa, os brasileiros vão se informando e constatando que a “Crise Mundial” utilizada pela presidente como justificativa para encobrir as graves consequências dos seus vários erros, só existe em sua cabeça de mulher sapiens. Em verdade, as principais nações estão vivendo um bom momento econômico e, na média, o mundo continua crescendo e também crescerá em 2016.

Aqui, vivemos o primeiro ano de um biênio de recessão devido à crise política e ao modelo de gestão adotado. A crise política é oriunda do aparelhamento do Estado, das mentiras propagadas na campanha eleitoral e do financiamento do partido no poder através de comissões ilegais obtidas nas empresas estatais, e sabe-se lá onde mais.

O modelo de gestão, no entanto, não é exclusividade de nenhum partido. É de todos os políticos, indistintamente. O melhor título para ele, talvez seja “Obesidade Mórbida” dado pelo jornalista Túlio Milman em sua coluna Informe Especial, publicada na Zero Hora de 22 de setembro de 2015.

Os 3 Poderes, tal qual, um “Ser com Obesidade Mórbida” passou as últimas décadas querendo cada vez mais guloseimas, neste caso, verbas. Para aumentá-las teria vários caminhos, desde a elevação da carga tributária até a expansão da base de contribuintes, quer pela inclusão de novos, quer pela contínua eliminação da sonegação, passando também pela não incidência de reajustes na tabela do Imposto de Renda, e assim por diante. E tudo foi feito por todos!

Presenciamos, então, sucessivos recordes de arrecadação, mas ao mesmo tempo vimos extraordinários saltos quânticos nas despesas públicas em todos os níveis, em todos os Poderes. O “Ser com Obesidade Mórbida” extrapolou de peso, e continuou a consumir e a requerer cada vez mais, sendo alimentado pelo lado produtivo da Sociedade Brasileira, a verdadeira “Galinha dos Ovos de Ouro”, que paulatinamente foi ficando esquálida, cansada e – literalmente (não resta outra palavra para isto!) – com o ânus arregaçado de tanto produzir sem ter infraestrutura, pagando juros estratosféricos e sem perspectivas de melhoria de suas condições. Ao contrário, burocratas encastelados em Brasília, na busca da redução absoluta da sonegação, elaboraram mais mecanismos que geraram maiores despesas e burocracia para todas as empresas como o SPED, e-social e, mais recentemente o Bloco-K, isto sem falar que em paralelo criaram complicações como licenças ambientais, NBR’s, PPCI’s, etc. Tudo contra, nada a favor daqueles que queriam empreender.

Finalmente, eis que o modelo de gestão implantado, tal qual uma bicicleta, estancou, e todos caíram. As tão necessárias verbas para manter o “Ser com Obesidade Mórbida” diminuíram e o Ser ficou estressado, aumentando ainda mais a crise política.

Neste momento, os 3 Poderes se entreolham e falam em reformas que no seu âmago trazem aumento de impostos, ou seja, a pobre “Galinha dos Ovos de Ouro” vai ter de colocar mais e maiores ovos, e das hemorroidas do seu pobre ânus vai sair mais sangue, até que um dia virá sua morte.

A solução apresentada por tais políticos, totalmente comprometidos com o modelo que eles próprios criaram, é como diz Túlio Milman, um “incentivo à incompetência histórica. O Estado precisa de uma cirurgia de redução de estômago, e não de mais comida”.

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