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Andre Vasconcelos

Andre Vasconcelos

To Recife18/12/2015

Viver no Brasil não está fácil. Realmente.

A economia em frangalhos, empreendedores desanimados, alto nível de desemprego, inflação, corrupção, insegurança etc. Todos esses fatores são verdadeiros obstáculos para o brasileiro, em sua busca pela felicidade, prosperidade e pela segurança de sua família.

Ouve-se uma quantidade enorme de debates sobre Economia, desde os mais ínfimos pormenores, mas pouco se discute a respeito dos pontos fundamentais que formam a espinha central da orientação econômica de um país. E, não quero parecer pessimista, mas parece que esses assuntos vão continuar sendo colocados para debaixo do tapete e nenhuma ação concreta será tomada para alterar significativamente os nossos meios para atingir os objetivos de crescimento e desenvolvimento econômico e social.

Não dá para ser mais objetivo do que isso: Países crescem e se desenvolvem quando a economia funciona livremente, quando há estímulo à competição e inovação, e para que isso aconteça é necessário que o papel do governo seja limitado a certas áreas bem especificas. Inúmeros exemplos práticos podem ser estudados (os EUA e a Grã-Bretanha no século 19, Israel, Chile, Estônia em tempos mais modernos etc.). Com liberdade econômica, esses países conseguiram obter um desempenho muito mais significativo em termos econômicos e sociais que seus vizinhos.

Nós estamos presos em uma armadilha histórica. No Brasil, essas idéias não são defendidas por nenhuma classe política efetivamente (nem governo, nem oposição - notem isso...). Isso se dá por razões óbvias. Quanto menor o estado, quanto menor a intervenção e importância do estado na economia ($$$), menos poder e menos $$$ circula pelos corredores dos escritórios oficiais do governo. Já se perguntaram o que tem a ver um parlamentar receber propina por causa de um contrato de navios-sonda de uma empresa petrolífera? Isso aconteceria em um país de economia realmente livre?

Ao mesmo tempo, esses próprios governantes (e políticos em geral) usam o discurso emocional para reforçar o uso de um remédio (+governo) para corrigir as ineficiências causadas pelas próprias ações do governo. Isso é continuar a tentar atingir bons resultados com os meios errados. Daí surge uma infinidade de regulamentações, proteções setoriais, programas de bem estar social que - ao invés de resolver os problemas - apenas os reforça.

Mas há uma outra questão - essa sim, muito mais moderna e de caráter urgente - que traz a tona a necessidade de mudar definitivamente a política do intervencionismo que prevalece em nosso país. No cenário atual, os meios de produção estão interconectados globalmente. Um produto de razoável complexidade dificilmente é produzido em uma única região. O comércio internacional é então uma fortíssima chave para o desenvolvimento, através da integração das cadeias de suprimento globais. Em uma economia realmente livre, não há barreiras nem regulamentações que impede a livre circulação e comercialização de bens e serviços, e isso significa, em última instância, mais competição e o maior incentivo à inovação que um país pode ter.

As barreiras hoje existentes ao comércio, o excesso de regulamentações, impostos sobre negócios, a burocracia, a proteção setorial etc. são os verdadeiros inimigos da população brasileira. E é impressionante que nós tenhamos chegado onde chegamos, como sétima ou oitava economia mundial, mesmo com tantos empecilhos e dificuldades. Isso mostra que o brasileiro tem um potencial enorme de criatividade, trabalho e vontade de vencer.

A única coisa que falta é implementar um conjunto de boas idéias a respeito de como fazer o governo não atrapalhar a vida das pessoas.

André Vasconcelos (br.linkedin.com/in/andvasc)

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