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RODRIGO GAIOTTO

RODRIGO GAIOTTO

72% das pessoas estão insatisfeitas com o trabalho.

Em tempos de crise econômica, manter o emprego pode ser uma arte. Como as empresas têm de driblar a concorrência e acabam buscando maneiras de reduzir os custos, além de elevar as receitas, muitas vezes acabam exigindo cada vez mais de seus colaboradores. Ao mesmo tempo, está em curso a mudança na lei da terceirização dos serviços, que afeta diretamente as leis trabalhistas e tem sido também outro debate acalourado, que deverá colocar patrões e empregados no mesmo turbilhão de expectativas.

Apesar de amedrontador, o cenário de desemprego não parece afetar boa parte da população que afirma estar descontente em seus cargos. Ou seja, o mundo está mudando e as pessoas se sentem acuadas a perder a renda e os diretos garantidos até então por lei, historicamente. Mas nem mesmo o temor de ficar sem trabalho é capaz de mudar o humor de muitos brasileiros. Afinal, uma pesquisa recente realizada pela Isma Brasil (International Stress Management Association) revelou que 72% das pessoas estão realmente insatisfeitas com o trabalho.

Segundo a pesquisa, a insatisfação em 89% dos casos tem a ver com reconhecimento, em 78% com excesso de tarefas e em 63% com problemas de relacionamento. Tudo isso remete a momentos de falta de concentração e de foco, que costumam render uma redução no ritmo de produção e são características comuns entre os profissionais que estão insatisfeitos. Se não houver uma interferência do líder, esse problema pode ser potencializado aumentando o número de erros do funcionário. E, pior, contaminando outros colaboradores da mesma maneira. É preciso ficar atento e colocar os gestores e líderes para agir e voltar a motivar todos ao redor, para mudar o quanto antes a sensação de desapego entre os funcionários. Vestir a camisa ainda está na moda. Ou não?

Fonte: Diário do Comércio, Indústria e Serviços, 27.04.2015

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  1. Allan Melo Nascimento
    14/05/2015 #3Allan Melo Nascimento
    Na verdade o cenário mudou muito rapidamente. Nós jovens estávamos "por cima", escolhendo a dedo o emprego, sendo exigentes e não aceitando qualquer colocação. Agora com a crise a adaptação deve ser imediata! Se essa postura continuar, a massa desempregada vai subir e muito.
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  2. RODRIGO GAIOTTO
    30/04/2015 #2RODRIGO GAIOTTO
    Luiz Alberto, infelizmente estamos lidando com uma geração de trabalhadores desprovida de comprometimento e perseverança, muito disso culpo nossa legislação trabalhista (extremamente protecionista aos maus trabalhadores) somada a edução que nossos jovens vêem recebendo em casa e em nossos centros educacionais.
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  3. Luiz Alberto Ferreira
    30/04/2015 #1Luiz Alberto Ferreira
    Rodrigo, vejo que o brasileiro é bastante ousado nesse sentido. Se está insatisfeito, prefere ficar desemprego que continuar no cargo. Não sei se com essa crise o comportamento geral vai mudar e as pessoas vão começar a ficar mais cautelosas com esse "troca-troca".
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