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Claudio Cesar Gonçalves

Claudio Cesar Gonçalves

Os seniors e os furacões.

A verdade é que profissionais experientes podem e devem emprestar seus conceitos de equilíbrio e estabilidade a qualquer tipo de empresa/empreendimento. Jovens brilhantes podem e devem empregar sua energia e visão de futuro em todas as áreas produtivas.

Essas duas personalidades em harmonia criam um ambiente praticamente à prova de falhas, já que o tempo necessário para tomadas de decisão é cada vez menor.

Cassia Marchetti traduz isso em dois parágrafos esclarecedores:

"Fim do antigo paradigma: 40 anos ou mais não significa fim de carreira, o mercado de trabalho está valorizando e se reestruturando para a absorção deste profissional.

O aumento da inclusão social, da autoestima e o exercício do intelecto são benefícios do trabalho para esta faixa etária. Práticas inovadoras, para a absorção destes profissionais, entendidos como diferenciais para as empresas passam a ser alvo da gestão de pessoas. Pois mesmo diante da crise, isso não significa que as empresas estejam paradas na pesquisa de candidatos." (www.segs.com.br)

Vivemos um momento revolucionário de conquistas tecnológicas e de tempos medidos em nanosegundos, mas conquistas são construídas com procedimentos e temperança, ensaios mentais de curto, médio e longo prazo. A inovação é a extremidade visível (não necessariamente o final) de um processo de acúmulos de tentativas. Alguns processos são rápidos outros parcimoniosos.

O que digo é que existem velocidades diferentes para tudo e a comunhão entre as experiências e seus "timings" e a ânsia de aprender e conquistar, certamente é o que trará soluções para problemas que, incompreensivelmente, o próprio homem criou para si e para o mundo (Ainda temos apenas um, afinal).

Registros históricos de multimídia não conseguem demonstrar vieses delicados dos acontecimentos mais gerais. Vivência oferece o "sentir na pele", e a explosão controlada (dos mais jovens, costumeiramente) oferece múltiplas soluções a serem testadas, praticamente garantindo resultados.

Este é um universo quântico e assim sendo promete bizarrices que nossa percepção ainda nem imagina, quanto mais entender. Precisamos dessa velocidade e profundidade aliadas.

Será necessário um panorama de intensidade e verticalidade para que nossa raça humana consiga prosseguir e reinventar o capital e seus desígnios (e dar sustentação a este mundo que não é de nossa propriedade). E conseguirá.

Como disse Neil DeGrasse Tyson:

"Estamos todos ligados;
Uns aos outros, biologicamente;
À Terra, quimicamente;
Ao resto do Universo, atomicamente"

Eu diria que podemos pensar nisso para todos os aspectos de nossa vida cotidiana.

Furacões e Brisas (metafórica e poeticamente falando) criam o contraste da vida e sua dinâmica. Não há porque desprezar o fato de que os contrastes são os enlevos da percepção.

Nossa fundação brasileira "geléia geral" como disseram os tropicalistas, permite que tenhamos a extraordinária capacidade de desenvolver uma visão caleidoscópica de mundo, e desse processo tirar o melhor e reinventar rigorosamente tudo.

O mundo sempre foi “Globalizado”, Tyson já disse isso em suas palavras de cientista filósofo poeta. Essa união é exatamente a coexistência de todos os microuniversos que cada um de nós é. Em seus tempos diferentes. Em suas visões diferentes.

A sedução das conexões instantâneas deve temperar as equações complexas e de longo termo que a vida determina.

Suspeito que estejamos muito próximos de um arrebatamento... nada religioso..., mas de percepções de uma nova forma nas relações interpessoais, o que gerará uma sociedade produtiva e que extrairá das diferenças as ferramentas para um futuro.

Apenas um futuro.

E isso já é muito.

Claudio C. Gonçalves

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