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Nutricionista Claudia Silvestre

Nutricionista Claudia Silvestre

To Médicos e profissionais da área da saúde23/05/2015

O custo global da obesidade é de 2 trilhões de dólares por ano, ou 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e é quase o equivalente ao impacto mundial do tabagismo ou da violência armada, guerras e terrorismo combinados que empatam com 2,1 trilhões de dólares. As informações são de um relatório elaborado pela empresa de consultoria McKinsey Global Institute.

O aumento da obesidade nas últimas três décadas ocorreu em todas as regiões do mundo, representando um problema de saúde pública em países ricos e pobres. Hoje, cerca de 30% da população mundial está obesa ou acima do peso, quase duas vezes e meia o número de pessoas subnutridas. A obesidade é a causa de 5% das mortes no mundo. E se a tendência atual for mantida, quase metade da população adulta do mundo pode estar acima do peso ou obesa em 2030.

Mais da metade dos obesos do mundo vivem em apenas dez países: Estados Unidos (acima de 13%), China e Índia (15%), seguidos por Rússia, Brasil, México, Egito, Alemanha, Paquistão e Indonésia.

Em todo o planeta, a obesidade e sobrepeso aumentaram de 29% para 37% entre os homens e, entre as mulheres, de 30% para 38%. Os homens lideram o ranking nos países ricos e as mulheres, nos pobres. No caso feminino, quanto menor a instrução e a renda, maior é o peso. Para os homens, esses fatores não são tão importantes.

Entre os países ricos, o aumento de peso foi maior nos Estados Unidos (onde quase um terço da população adulta é obesa), Austrália (28% dos homens e 30% das mulheres) e Grã-Bretanha (um quarto dos adultos).

Nos países pobres, onde vivem quase dois terços dos obesos do mundo, o número não para de crescer por causa da falta de acesso a informações sobre alimentação saudável, poucas e frágeis políticas publicas de alimentação e nutrição, e também porque o custo dos alimentos extra calóricos e de calorias vazias serem razoáveis.

Nos últimos 33 anos, essas condições cresceram 47% nessa faixa, enquanto nos adultos o crescimento foi de 28%. Nos países pobres, quase 13% dos meninos e 13% das meninas são obesos ou têm sobrepeso. Entre os ricos, o número é de 24% para os garotos e 22% para as garotas.

A pesquisa ressalta a necessidade de uma resposta coordenada de governos, varejistas e indústria de alimentos e bebidas, argumentando que uma ação direcionada poderia fazer 20% dos obesos voltarem ao peso normal em uma década.

O trabalho identificou 74 recomendações que, segundo os autores do estudo, ajudarão a reduzir a gordura abdominal em todo o mundo, como limitar o tamanho das porções em embalagens de fast-food, educação dos pais e a introdução de refeições saudáveis em escolas e locais de trabalho. O estudo concluiu que uma ação drástica é necessária, "já que a obesidade alcança agora uma proporção de crise".

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticias/obesidade-tem-custo-global-equivalente-ao-tabagismo-817499.shtml

Claudia Silvestre Torres
claudias_torres@hotmail.com

Nutricionista Claudia Silvestre
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