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Catarina Pepe

Catarina Pepe

To Mercado de Trabalho27/05/2015

UM RECADO PRO SEU MEDO
Por Catarina Pepe

Todos nós sentimos medo, e ele não é de todo mal. Afinal, sem ele, nem estaríamos vivos. Ele nos ajuda a evitar certas situações que colocariam em risco a nossa vida, principalmente na infância e adolescência.
Sentir medo pode ser normal ou patológico. Tudo depende da intensidade, duração e frequência. Por exemplo: podemos sentir certo receio ao ir para uma entrevista de emprego, pois sabemos que seremos avaliados. O mesmo pode acontecer se formos obrigados a falar em público, ou numa reunião a trabalho. São medos que fazem parte do nosso dia a dia. Ou não. Tem gente (como eu) que adora falar em público. No entanto, é necessário auxílio profissional, quando esse sentimento está interferindo e impactando em vários setores.
Sentir medo não é ser fraco, incompetente, o pior dos piores!! Faz parte sentirmos medo em algumas situações de nossa vida, principalmente quando saímos da Zona de Conforto e somos levados a pessoas e situações desconhecidas, ou quando fazemos alguma coisa pela primeira vez.
Atitude recomendável em relação ao medo: admiti-lo, percebê-lo, enfrentá-lo. Parece simples, mas não é. Uma coisa é ficar doente justamente no dia que você tinha que apresentar seu Projeto, e outra, é admitir que o sentimento que estava por trás disso era, talvez, o medo.
Perls dizia que “a verdade só pode ser tolerada se for descoberta por conta própria”. Isto significa que é interessante que olhemos para dentro. Quando estamos inseguros, evitando alguma situação ou pessoa, precisamos pensar sobre isso. Pensar com honestidade: o que aconteceu comigo àquela hora? O que eu estava sentindo? Tentar nomear aquele sentimento.
E qual a causa desse sentimento? Aí já é um pouco mais complicado. Admitir (só pra você) que não queria ser ridicularizado ou coisa assim, não é um processo fácil porque a maioria de nossos medos tem suas raízes na infância e precisam ser investigados.
Eu costumo dizer que tem duas palavrinhas que atrapalham a vida da gente: culpa e medo. No entanto, se elas chegarem a ser admitidas por você, já é um bom caminho.
De qualquer forma, se você tiver que fazer alguma coisa – qualquer uma – e ficar com medo durante dias, sinto dizer que, muito provavelmente, você não vai acordar e o medo foi embora. Ele estará lá em maior ou menor intensidade, porém, o importante é que você não se diminua por conta disso e não deixe de seguir em frente. Acredite: todos temos nossos medos.
Então, quando esse dia que te põe medo chegar, diga pra ele:
Ok medo, se você quiser vir comigo, tudo bem. Mas fica quieto no seu canto porque eu vou assim mesmo!!

Catarina Pepe
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