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Nutricionista Claudia Silvestre

Nutricionista Claudia Silvestre

To Geriatras01/06/2015

Pesquisa realizada pela Proteste com 19 marcas de azeite extra virgem constatou que quatro delas tinham indícios de fraude contra o consumidor. Nem azeite eram, muito menos, extra virgens. Porque eram uma mistura de óleos refinados, com adição de outros óleos e gorduras. Para que o azeite mantenha as suas características ele não pode ser misturado com outras substâncias.

Dos quatro testes já realizados pela Proteste com o produto, este foi o que apresentou o pior resultado e registrou o maior número de fraudes até então.

Segundo a pesquisa, marcas que apresentaram indícios de fraude foram: Figueira da Foz, Tradição, Quinta d’Aldeia e Vila Real. Foram também consideradas, pela analise sensorial como azeites lampantes. Este tipo de azeite não pode ser consumido diretamente, é aproveitado para fazer o azeite refinado.

Os azeites extra virgens, como indicado em seus rótulos, das marcas Borges, Carbonell, Beirão, Gallo, La Espanhola, Pramesa e Serrata, na verdade são azeites virgens. Um azeite para ser classificado como extra virgem deve ter um teor de acidez não superior a 0,8%.

Anote as marcas que passaram no teste: Olivas do Sul, Carrefour, Cardeal, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor e Qualitá.

Os azeites de olivas são classificados como:



Extra virgem: é um produto de alta qualidade, usado para finalização de pratos ou para temperar saladas.

Virgem: seu principal uso é culinário, como ingrediente de alguma receita ou para frituras.

Azeite de Oliva: é uma mistura de azeite de oliva refinado com um dos dois tipos acima. Seu uso também é culinário.

Lampante: apenas para uso industrial, na mistura com outros azeites de oliva. Não é vendido em supermercados. Não são adequados para o consumo humano e são submetidos a processos físico-químicos, chamados de refino, para redução da acidez. O azeite refinado não é comercializado puro, porque quando se reduz a acidez com produtos químicos ocorre também a perda de sabor e aroma.

Quanto menor a acidez melhor?
Um azeite extravirgem com 0,1% de acidez não é melhor do que um com 0,8%. Essa variação somente significa que o óleo foi produzido a partir de uma matéria-prima melhor conservada, o que é perceptível sensorialmente, e do ponto de vista nutricional é irrelevante.
A maioria dos “azeites de oliva” tem acidez em torno de 0,5% e a sua qualidade é muito inferior que os demais.

Fonte: Proteste

Nutricionista Claudia Silvestre
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  1. Bárbara Fernandez Lima
    05/06/2015 #3Bárbara Fernandez Lima
    Gente, mas e a anvisa ou o procon não atuam? Que falta de honestidade com o consumidor!
    Reply
  2. Nutricionista Claudia Silvestre
    02/06/2015 #2Nutricionista Claudia Silvestre
    #1 Exatamente isso... também fiquei revoltada quando li essa pesquisa.
    Reply
  3. Rebeca Santos Araújo
    02/06/2015 #1Rebeca Santos Araújo
    Que absurdo! O consumidor sempre sendo enganado. Pior que pagamos mais caro, acreditando que estamos comprando um produto de qualidade, e na verdade não!
    Reply