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Nutricionista Claudia Silvestre

Nutricionista Claudia Silvestre

To Estética, Moda e Beleza12/06/2015

Para a felicidade dos chocólotras, hoje sabemos que o chocolate possui propriedades funcionais capaz de prevenir doenças cardíacas, câncer, equilibra o colesterol bom e ruim, alivia o estresse, melhora o humor, previne o envelhecimento precoce e fortalecer o sistema imune por conter polifenóis e flavonóides. A recomendação é de 25g/dia (+/- 2 quadrados). Mais que isso engorda!

No entanto, fique esperto, estes compostos funcionais variam conforme o tipo de chocolate. Então, o que torna um chocolate “mais saudável” que o outro? É sua composição. Quanto maior a quantidade de massa de cacau que é rica em polifenóis e flavonóides, melhor. Já a manteiga de cacau, outro componente do chocolate, é rica em gordura saturada que não faz bem a saúde. Péssimas notícias para mim e todos aqueles que adoram chocolate branco porque ele tem uma elevada quantidade de manteiga de cacau e açúcar e muito pouca ou nenhuma massa de cacau.

Esclarecida a diferença básica entre um chocolate de boa qualidade e outro não tão bom, quais seriam então, nossas opções na hora de escolher um chocolate?

Essa não seria uma tarefa tão complexa se houvesse uma lei obrigando os fabricantes a informarem a quantidade de massa de cacau do produto. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), com as marcas de chocolates mais vendidas no Brasil, concluiu que a maioria não traz essa informação no rótulo e alguns chocolates são fabricados apenas com a quantidade mínima de cacau estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 25% de cacau.

Outra pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) mostrou que a maioria dos ovos de páscoa comercializados nas grandes redes do país apresenta, por porção, teores de gordura e de açúcar superiores a 20% do limite diário considerado saudável. Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda, para os adultos, até 50 gramas de açúcar por dia, e para crianças de até três anos, 14 gramas diárias no máximo. Então o ideal é prestar atenção nos rótulos dos produtos.

Vejamos então, quais as opções de chocolates que temos no mercado:

Extra amargo: com 76 – 90% de massa de cacau é o melhor chocolate. Possui manteiga de cacau, mas em pouquíssima quantidade e tem alguns sem ou com muito pouco açúcar. Ele é perfeito! Porém, não é um chocolate que se encontre com facilidade e o preço é ½ amargo.

Amargo: com aproximadamente 51 – 75% de massa de cacau. Embora tenha uma maior quantidade de açúcar em relação ao extra amargo, permanece sendo uma excelente opção entre os chocolates.

Meio amargo: com 35 – 50% de massa de cacau. É uma opção para aqueles que não toleram os chocolates extra amargo e amargo.

Chocolate protéico (com Whei Protein): é um chocolate com 4 vezes mais proteínas que um chocolate ao leite. O que achei disponível no mercado não traz a informação da quantidade de massa de cacau. Atenção: este chocolate possui 6,7g de gordura saturada. A OMS recomenda ingerir no máximo 10% de gordura saturada do total de calorias diárias. Então, uma pessoa que ingere 2 mil calorias pode consumir até 200 calorias ou 22,2 gramas de gordura saturada ao dia. Sem um bom controle, quem consome este chocolate pode ultrapassar sua cota diária de gordura saturada com facilidade.

Alfarroba: A alfarrobeira é a vagem comestível de uma árvore selvagem, nativa da costa do Mediterrâneo. De cor marrom escuro e sabor adocicado, é utilizada para substituir o cacau. Diferencia-se do cacau pela quantidade de açúcar e de gordura. O cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e em torno de 38 a 45% de açúcares naturais (sacarose, glicose e frutose). Além de ser é um alimento saudável e de elevado valor nutritivo. Contém vitamina B1, vitamina A, vitamina B2, cálcio, magnésio, ferro, potássio e sódio, e alta quantidade de fibras naturais. Não possui qualquer agente alergênico ou estimulante como a cafeína e teobromina presentes no cacau.

Diet: o açúcar é substituído por adoçantes, mas muitas vezes tem um alto conteúdo de gordura porque o adoçante modifica a textura do alimento, e para conseguir a textura habitual, os fabricantes acabam adicionando mais gordura, tornando o valor calórico do chocolate diet igual ou maior ao de um chocolate convencional. Quem consome chocolate diet pensando em reduzir calorias, essa é uma péssima escolha.

Light: Sua composição pode variar muito de uma marca para outra. Leia o rótulo para saber qual nutriente ele tem menos e se possui algum em altas quantidades comparado ao chocolate normal.

Sem lactose: formulado para pessoas intolerantes ou alérgicas a lactose. Normalmente o leite é substituído por extrato de soja.

De soja: fabricados com extrato de soja possuem isoflavonas e fitoestrógenos. Alérgicos à soja devem evitar, bem como homens e crianças. Estudos científicos indicam que a soja poderia desequilibrar a função hormonal.

Chocolate ao leite com cerca de 10 a 30% de massa de cacau na sua composição. É um dos chocolates mais doces aumentando as chances de engordar quando consumido diariamente além de não trazer tantos benefícios a saúde quanto o chocolate meio amargo. Mesmo assim, ainda é melhor que o branco.

Chocolate branco: é formulado apenas da manteiga de cacau, e muitas vezes, a manteiga de cacau é quase totalmente substituída por gordura vegetal hidrogenada (de péssima qualidade biológica). É o menos indicado, por não apresentar propriedades benéficas em sua composição.

Chocolate orgânico: com cacau usado é orgânico, ou seja, é produzido sem o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos. Outro ingrediente que difere do chocolate tradicional é a ausência do leite, sendo substituído pela soja orgânica. É indicado para pessoas com intolerância ou alergia à lactose.

Apesar de todas as propriedades benéficas do cacau, atenção aos rótulos e consuma com moderação.

Fonte:
Anvisa
Proteste

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