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Francisco Ferrari

Francisco Ferrari

To Perfis operacionais09/07/2015

Afinal, é melhor “ser você mesmo” em uma entrevista de emprego? Todo mundo que já fez uma entrevista de emprego na vida já deve ter ouvido o recrutador dizer: “seja você mesmo“. Mas, afinal, até onde isso é verdade? Devemos ser nós mesmos, na busca por uma vaga no competitivo mercado? Durante as entrevistas, há algumas respostas e posturas que são esperadas pelos entrevistadores. Não é tão difícil fingir ser aquilo que não é, criando um perfil adequado para a contratação. E então? Assunto encerrado? Talvez seja realmente um grande clichê dizer para você ser você mesmo em uma entrevista de emprego, e um clichê, digamos, com uma dose de mentira. Como dito anteriormente, há certas atitudes e comportamentos que são esperados pelo recrutador e que, de fato, devem ser seguidas. Quando é feita uma pergunta do tipo: “Qual seu defeito?“, dificilmente alguém dirá que é ser super preguiçoso, não respeitar prazos, ter ataques de raiva (!!!) – mas, por favor, não diga “perfeccionista”. Nem eu, que não trabalho na área de Recursos Humanos, aguento mais ouvir isso! Porém, cuidado para não cruzar a linha tênue que separa este comportamento esperado de um comportamento totalmente manipulado e falso. Não falso apenas com o entrevistador, mas também – e, principalmente – consigo. É preciso pensar no que vem depois da entrevista e da contratação. Não é necessário quebrar tanto a cabeça para ver que, se você precisa fingir tanto ter um perfil que não tem, talvez não seja mesmo adequado para a vaga. Fonte: Visual Photos Fonte: Visual Photos Enquanto você se esforça para ser alguém que não é durante uma entrevista, não percebe que tenta alcançar algo que, no fundo, você não quer. Não percebe que, talvez, de fato você não se encaixe na vaga e também não percebe que trabalhar em um lugar onde você se sinta um peixe fora d’água pode ser mais estressante do que procurar por um outro emprego. Então, no final das contas, talvez seja melhor “ser você mesmo” em uma entrevista, porém, não pensando no recrutador; pensando, sim, em você mesmo. Quando você é quem você é, para você mesmo, sendo sincero com seus desejos e expectativas profissionais, a tendência a conseguir um emprego com o qual você realmente se identifique e, consequentemente, tenha maiores chances de se dar bem, são muito maiores. Não desperdice seu tempo e talento em algo que te levará para longe de onde você brilha de verdade.

Francisco Ferrari
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