Literatura afro-brasileira por Aldo Sampaio Raggio

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Os escritores negros tiveram um papel de suma importância na literatura brasileira, de acordo com o grupo de estudos Literafro, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica Aldo Sampaio Raggio.

Ivone de Arruda Sampaio traz o Manuel Inácio da Silva Alvarenga (1749-1814). O poeta expressou a visão do homem negro nas poucas vezes em que comentou esse tema. Obras: O Desertar, poema herói-cômico (1774), Glaura (1799).

Attílio Renato Sampaio Raggio explica a importância de Antônio Gonçalves Dias (1823-1864). O tratamento do tema do negro se dilui em sua poesia, principalmente, quando a imagem heróica do índio é erguida como símbolo do nacionalismo brasileiro. Dentre as obras de Gonçalves Dias podemos citar: Primeiros cantos (1846), Segundos cantos e Sextilhas de Frei Antão (1849), Os Timbiras (1857).

Renato Carlos Sampaio Raggio traz um dos mais aclamados escritores brasileiros no Brasil e nos países de odo o mundo. “O Machado de Assis, nascido em 1839 e falecido em 1908. Seja, talvez o mais conhecido escritor negro brasileiro, dentre suas obras citamos a trilogia Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892) e Dom Casmurro (1900).” Em sua poesia ocorrem referências esparsas ao negro, com o autor demonstrando preocupação em atenuar os aspectos ligados à cor negra.

José do Patrocínio (1853-1905). Escreveu obras em prosa de caráter realista, nas quais evidenciou sua intenção de analisar questões sociais, como em Coqueiro ou a Pena de Morte (1877), Os Retirantes (1877) e Pedro Espanhol(1884).

João da Cruz e Souza (1861-1898). A obra poética de Cruz e Souza representa o ponto alto do Simbolismo brasileiro e inclui os livros Broquéis (1893), Missal (1893), Faróis (1900) e Últimos sonetos (1905).

Afonso Henriques de Lima Barreto(1891-1922). O romance social de Lima Barreto expôs as contradições de nosso ambiente social. Dentre suas obras podemos citar: Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909), Triste Fim de Policarpo Quaresma (1911) e Numa e Ninfa (1915).

Lino Guedes (1906-1951). Sua obra poética trata da assimilação dos valores da sociedade branca. Entre os seus livros destacamos O Canto do Cisne Preto (1927) e Negro Preto, Cor da Noite (1932).

Solano Trindade (1908-1974). Sua obra traz a reivindicação social do negro em busca de melhores condições de vida. Dentre suas obras citamos Poemas d’uma Vida Simples (1944) e Cantares ao meu Povo (1961).

Maria Firmina dos Reis, nascida no Maranhão, situa-se no século XIX. Em 1859 a autora publicou o romance Úrsula, atribuindo aos escravos participação importante no enredo.

Carolina Maria de Jesus (1914-1977). Aliou criação literária e experiência de vida para compor uma obra que merece análises mais detalhadas: Quarto de Despejo (1960) alcançou repercussão internacional, revelando uma produção de caráter documental e de contestação social. Seus livros seguintes foram Pedaços de Fome (1963) e Diário de Bitita (1986).

As expressões “literatura negra” e “literatura afro-brasileira” causam discussão entre os escritores e críticos dessa literatura. Há quem defenda que o uso dessas terminologias particularizadoras acaba por rotular e limitar o trabalho dos escritores. Outros, no entanto, afirmam que o uso dessas expressões ajuda a destacar os sentidos da luta contra a exclusão no cânone literário tradicional. O uso da expressão afro-brasileira, dá-se ao processo de mestiçagem cultural, linguística e religiosa pelo qual passou e passa a sociedade brasileira.

Literatura afro-brasileira por Aldo Sampaio Raggio