Ana Arlinda Alcantara Caldeira 🐝 en beBee em Português, Marketing e Comunicação, Comunicação Online Administradora de Marketing • Ebaashop 2/3/2018 · 1 min de lectura · +700

O Paradoxo das Redes Sociais

O Paradoxo das Redes Sociais


As interações nas redes sociais e as suas consequências a médio e longo prazos estão recebendo uma atenção maior por parte de cientistas e especialistas em saúde e comportamento humano. A época de notoriedade das redes sociais – na qual se contabilizava o incrível e crescente acesso mundial, o tempo médio estimado de uso da internet nos dispositivos móveis em diferentes países, os acessos diários, e o promissor mercado em que novos aplicativos eram lançados a todo momento para entreter e aproximar cada vez mais as pessoas – está se modificando com as pesquisas que estão sendo lançadas sobre os efeitos das redes sociais na saúde da população em geral.

O uso moderado não faz mal algum, pois contribui para que o indivíduo se sinta parte de uma comunidade que compartilha interesses, opiniões e gostos. Porém, o que está sendo constantemente analisado e colocado em pauta é o uso ininterrupto e o tempo exagerado que as pessoas passam em frente aos dispositivos móveis, colocando em risco, por exemplo, a saúde dos olhos, a qualidade do sono, o isolamento social que isso pode causar, e comparações feitas com a vida “perfeita” que amigos e colegas postam na internet.

Há estudos que colocam limite de duas horas diárias para acessar as mídias sociais, e aplicativos que premiam estudantes que diminuem o tempo gasto navegando na internet, para que melhorem seu rendimento escolar. É um paradoxo gigantesco, já que uma ferramenta espalhada pelo mundo todo, principalmente em smartphones e tablets, está fazendo mal aos seus usuários. Algo que começou apenas como mais um aplicativo de celular e que tomou proporções imensas, mas que causou um vício em muitas pessoas, que agora precisam ficar menos conectadas.

Cada indivíduo deve saber o momento exato de descansar os olhos das telinhas, de procurar novas atividades e hobbies, de ter um contato mais pessoal com amigos e colegas. Há pais que deixam seus filhos por horas entretidos em joguinhos e aplicativos, e não compram brinquedos em que possam desenvolver suas habilidades táteis e intelectuais. Deve haver os momentos oportunos para entrar em contato com as mídias sociais, pois essas crianças e adolescentes que não desgrudam de seus smartphones podem, sim, futuramente, apresentar sintomas de depressão ou problemas de atenção quando precisarem focar em outras atividades.

O problema não é a rede social em si, mas o uso que damos a ela. Há ondas de vídeos viralizados na internet, desafiando crianças e adolescentes a situações arriscadas e, muitas vezes, nem os pais sabem o que está acontecendo ou quem está por trás disso. Incentivar os filhos a conversar sobre vídeos e imagens que chegam até eles tornou-se algo importante, pois precisa-se ajudá-los a filtrar o que faz bem e o que não faz.

As redes sociais são o maior aliado para muitos negócios atualmente, mas tornou-se, por outro lado, algo em que especialistas estão intervindo para prevenir futuros problemas de saúde das próximas gerações.