Amo muito tudo isso: Big Mac é usado para entender a economia

Amo muito tudo isso: Big Mac é usado para entender a economia

“Batata frita e Coca-Cola média?” Quem nunca ouviu esta pergunta que atire o primeiro picles. Pode-se dizer que o Big Mac é o sanduíche mais conhecido nos quatro cantos do mundo. A combinação de dois hambúrgueres, alface, queijo, molho especial, cebola, picles e pão com gergelim definitivamente ganhou os corações de muitos gulosos por aí.

Entre os menus comemorativos e edições limitadas, o Big Mac permanece firme e forte no cardápio do McDonald's. Não é à toa que este item de fast food foi usado como parâmetro de comparação econômica entre os países. Já ouviu falar no Índice Big Mac? Ele foi criado em 1986 pela revista britânica The Economist para verificar, de forma bem humorada, as cotações de moedas ao redor do globo.

O ranking é atualizado a cada seis meses e usa o valor do sanduíche como parâmetro para checar as moedas de mais de 50 países em relação ao dólar americano. A iniciativa é, no mínimo, engraçada. Só que o índice não está livre de críticas. Obviamente, os critérios de comparação não são exatos, mas deve-se reconhecer o esforço de mostrar de modo mais simples e criativo como anda o cenário financeiro em todo o planeta.

Para facilitar o entendimento sobre a economia de forma global, a publicação elabora a lista sob a perspectiva de paridade de poder de compra. Contudo, o cálculo só avalia o preço do Big Mac, desconsiderando outros produtos de consumo.

Bem, e como nós brasileiros aparecemos nesta listagem? A recente baixa do dólar em relação à moeda brasileira fez com que o Brasil voltasse a figurar no início do ranking. Segundo dados divulgados em julho, o sanduíche de fast food custa cerca de R$ 15,50, correspondendo a US$ 4,78. Deste modo, nós figuramos agora em quinto lugar entre os Big Macs mais caros do mundo.

Convenhamos que nossa economia não anda bem das pernas. Tanto é que, no início do ano, o país estava na 17ª posição, com o sanduíche custando US$ 3,35. Sorte nossa que existem outras nações em que é preciso colocar ainda mais a mão no bolso para fazer um lanche nada saudável.

A Suíça atualmente possui a primeira posição, com um sanduíche custando US$ 6,59. Em seguida vêm a Noruega e a Suécia, com preços de US$ 5,51 e US$ 5,23 respectivamente. Nas últimas posições estão Rússia (US$ 2,05), Malásia (US$ 1,99) e a Ucrânia que, com o sanduíche custando US$ 1,57, ficou na lanterna.

Ao observar o ranking como um todo, é possível compreender que a maioria das moedas está desvalorizada frente ao dólar. O franco suíço, por sua vez, é uma exceção à regra, já que apresenta uma supervalorização. Nosso Real esteve mais abaixo na lista justamente devido ao seu ciclo de enfraquecimento. Com a o dólar em alta mundialmente, a maior partes dos países analisados acabam tendo suas moedas subvalorizadas em relação ao dinheiro ianque.

Sem pretensão científica, o Índice Big Mac é, segundo o próprio criador, apenas uma ferramenta para deixar a teoria de taxas de câmbio mais fácil de entender. Com essa onda de deixar as coisas menos complicadas, especialmente os termos da economia, cada vez mais pessoas estão se interessando pelo Mercado Financeiro. 

Outros fatores que colaboram para esse crescimento é a economia brasileira em marcha lenta, o que aumentou número de desempregados e endividados. Com isso, muitas pessoas buscaram informações sobre como sair do vermelho e como economizar dinheiro, por exemplo.

Isso reflete de diferentes maneiras: na queda do rendimento poupança, no aumento do interesse pela cotação do dólar, no crescimento surpreendente de vendas de títulos públicos e no desempenho impressionante da Bolsa de Valores em 2016.