Investir no Tesouro Direto: valorize seu dinheiro em 2017

Investir no Tesouro Direto: valorize seu dinheiro em 2017

Muitos já devem ter ouvido falar do Tesouro Direto. O programa é fruto da parceria entre o Tesouro Nacional e a principal Bolsa de Valores do Brasil, a BM&F Bovespa. Fundado em 2002, ele foi pensado para oferecer títulos públicos federais através da internet.

Com pontos positivos que agradam cada vez mais brasileiros, o Tesouro Direto ganhou destaque em 2016. O Tesouro Direto possui baixo custo, risco reduzido e ótima rentabilidade. Também é prático, simples e acessível. Aqueles que resolveram fugir da poupança viram no programa uma forma de investir e valorizar seu capital.

Entre as vantagens que mais atraem investidores, está a possibilidade de liquidez diária e de utilizar os títulos como margem de garantia para investir na Bolsa de Valores e realizar lucros. Isso significa que é possível utilizar a mesma quantia para investir no Tesouro Direto e em ações. Com isso, o dinheiro passa a render em dois lugares ao mesmo tempo.

O sucesso contínuo dessa modalidade tem impulsionado melhorias por parte do governo. A mudança de nomenclatura e de horário de compra e venda, são alguns exemplos que facilitaram ainda mais os investimentos no Tesouro Direto. Além disso, foi lançado recentemente o aplicativo do programa, que permite ao investidor checar seu extrato, realizar transações, solicitar resgates, entre outras funcionalidades.

Se você ficou interessado em entender a trajetória do programa em 2016 e ainda checar as perspectivas de que ele pode estar entre os melhores investimentos de 2017, continue lendo! Conheça o Tesouro Direto e entenda seu potencial que está atraindo cada vez mais adeptos.

Tesouro Direto em 2016

O ano de 2016 foi muito proveitoso para o programa do Tesouro Nacional. Por oferecer acessibilidade facilitada e simplicidade, cada vez mais investidores decidiram investir nesta modalidade. O declínio da poupança também foi outro fator que contribuiu para o aumento dessa popularidade.

Em março, o Tesouro Direto registrou recorde de inscritos no mês. Foram mais de 33 mil novos investidores, fechando o comparativo anual entre março de 2015 e março de 2016 com cerca de 43% de crescimento.

Alguns meses depois, em outubro, o programa registrou novo recorde, desta vez chegando à marca total de 1 milhão de investidores cadastrados. O percentual de crescimento no mês, em comparação ao mesmo período de 2015, chegou a quase 75%.

Agora em novembro, o Tesouro Direto registrou mais de 181 mil operações de investimento, apresentando o maior número já registrado na história do programa. Parte desse aumento expressivo pode ser explicada devido ao pagamento da primeira parcela do 13º salário. Com isso, o total de aplicações somou R$ 1,8 bilhão e os resgates fecharam em R$ 715,2 milhões.

De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a grande maioria das operações realizadas, 71,9%, é de aplicações de até R$ 5.000. Deste modo, fica bastante evidente o investimento no Tesouro Direto por pequenos investidores e iniciantes.

Tesouro Direto em 2017

Entre as possibilidades para esta modalidade no próximo ano, destacam-se os títulos prefixados. Em 2016, os prefixados do Tesouro Direto tiveram forte notoriedade entre os investidores interessados em renda fixa. Seu grande potencial de retorno, atraiu muitas pessoas. Para se ter uma ideia da rentabilidade dos prefixados, eles ficaram em segundo lugar entre os investimentos mais rentáveis do primeiro semestre 2016, com 9,38% de retorno nominal.

Para 2017, a expectativa é de que a recuperação econômica permita que os indicadores se estabeleçam na normalidade. Assim sendo, a queda dos juros poderá diminuir a atratividade de títulos pós-fixados e oferecer ainda mais prestígio aos prefixados.

Isso pode acontecer porque os pós-fixados frequentemente estão vinculados à Selic, a taxa básica de juros do Brasil. Deste modo, a rentabilidade do título acompanha a variação da taxa. Se ela for reduzida, como é esperado, o retorno dos pós-fixados ao investidor poderá ser menor.




lucas tordino 25/4/2017 · #4

Excelente artigo!

Nosso país deveria fornecer esse tipo de conteúdo nas escolas! Uma pena não temos tal educação financeira! Parabéns pela iniciativa do artigo!

Fiz um artigo sobre Mercado Forex, se puder dar uma olhada:

http://ideiasdemercado.com.br/

Obrigado e Forte Abraço!

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Tifany Rodio 29/12/2016 · #3

O tipo de investimento mais seguro... há muitos anos aplico no tesouro direto e, apesar do rendimento ser baixo, é melhor que deixar o dinheiro parado na conta :)

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Henrí Galvão 21/12/2016 · #2

No momento penso que a grande dificuldade pra um investidor num país como o nosso é a de poder desenvolver uma visão de médio prazo ao menos, sem ter que se prender às previsões dos especialistas (até porque também eles costumam errar consideravelmente).

obs.: caramba, não sabia que os prefixados ficaram em 2º lugar no primeiro semestre!

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Carlos Moura 21/12/2016 · #1

Boas dicas! Compartilho!

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