Cleverson Felix en Curiosidades, História, Historia 23/1/2019 · 1 min de lectura · +100

Como seria...

Como seria se os portugueses tivessem sido postos para correr-ou para nadar, no caso, naquele 22 de abril, e nunca mais se animassem a chegar perto destas praias, nem eles, nem quaisquer outros brancos?

Como seria...Fonte da imagem: interneeduca.


Como seria o Brasil, hoje, habitado exclusivamente por índios? Imagine uma reunião dos presidentes do Mercosul, todo mundo posando para a fotografia de terno e gravata e o brasileiro nu. Haveria vantagens e desvantagens em viver  numa eterna Pindorama. Para começar pelo mais grave pelo menos pra mim: Eu não existiria. Aposto que você também não. Devo ter sangue índio, se a cara da minha avó paterna não estava mentindo, mas o resto é um coquetel do que veio depois: português, negro, alemão, italiano. Em compensação, também não existiria o Eurico Miranda.
Como seria se os holandeses tivessem derrotado os portugueses e colonizado todo o Brasil? Para começar, nossos padrões de beleza seriam completamente outros. Em vez de morenas, nossas mulheres seriam loiras de cabelos escorridos, e a brasileira mais conhecida do mundo seria alguma longilínea do tipo nórdico, chamada Gisele ou coisa parecida. Nem dá para imaginar.
Como seria se os franceses tivessem conseguido consolidar sua civilização subequatorial por aqui?Sei não,talvez a comida não melhorasse tanto assim-também se come mal na França, e vá encontrar uma boa feijoada com couve e torresmo, mas quem nos assegura que hoje não teríamos uma Carla Bruni como primeira dama, congressistas que ficassem sentados em seus lugares em vez de se aglomerarem na frente da mesa,um serviço público muito melhor e pelo menos mais quatro feriados nacionais (Dia da Batstilha, Dia do Armístico  de 18, Dia do Armístico de 45, Dia do queijo Fedorentos etc.) por ano? Talvez fôssemos corruptos do mesmo jeito, já que deve ser alguma coisa na água. Mas as conversas grampeadas seriam em francês! Quer dizer,uma coisa de outro nível.
Referência
Texto retirado do livro O mundo é Bárbaro e o que nós temos a ver com isso de Fernando Veríssimo.