Declev Reynier Dib Ferreira en Turista Profissional, Hotelaria, Gastronomia e Turismo, Hostelería y Turismo Editor - Fotógrafo • Blog Turista Profissional 24/9/2016 · 4 min de lectura · +700

Roteiro para descobrir Curitiba

Quem está de férias em Curitiba, seja turista ou morador, muitas vezes se depara com aquela dúvida: qual programa diferente fazer? A capital paranaense tem diversos atrativos turísticos como Ópera de Arame, Jardim Botânico e Museu do Olho, mas às vezes esses roteiros mais “conhecidos” podem já ser um pouco “batidos” e aí é hora de reinventar e ir em busca de novas opções. Para quem gosta de história, gastronomia, cultura e lazer o Centro Histórico é uma ótima opção.

“O Centro Histórico de Curitiba é uma das regiões mais charmosas da cidade e conta com uma diversidade de programas enorme. Além de muitos estabelecimentos que oferecem gastronomia, lazer, serviços e produtos, também temos museus, casarões históricos, igrejas, praças e muita história para contar”, conta Anna Vargas, presidente da Rede Empresarial da região, associação que busca fomentar a região.
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Um pouco de história....

Denominado também de setor histórico e popularmente conhecido com Largo da Ordem, o centro histórico representa o início da povoação do segundo planalto paranaense, onde foi oficialmente fundada a Vila de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais em 1693. Esta região da cidade compreende o atual Bairro de São Francisco e parte do Centro de Curitiba.

Roteiro histórico de Curitiba

Como o próprio nome já diz, a região é carregada de história. Ao percorrer as ruas do Centro Histórico é possível ver prédios de outros séculos, alguns funcionando como museus, outros comerciais. Veja abaixo a sugestão de um roteiro para um agradável passeio pela região.

Nosso roteiro começa no Museu Paranaense, o primeiro museu do Paraná e o terceiro do Brasil. Foi inaugurado no dia 25 de setembro de 1876, no Largo da Fonte, hoje Praça Zacarias. Depois, ocupou seis sedes e atualmente está no Palácio São Francisco. Além de ser parte da história de Curitiba, o local tem um Pavilhão da História do Paraná que faz a “linha do tempo” desde a pré-história, 8000 anos antes da época atual, até o início do século XX, com a integração dos imigrantes ao nosso Estado. Seu acervo hoje tem mais de 400 mil itens.

Roteiro para descobrir Curitiba

Saindo do Museu Paranaense, na Rua Kellers, se tiver tempo, vale a pena dar uma desviada do roteiro e seguir pela rua para conhecer a Mesquita Imam Ali ibn Abi Talib. Por fora já é uma bela vista e se for entrar esteja ciente de que terá que tirar os calçados e as mulheres terão que usar véu. A mesquita disponibiliza o acessório caso o visitante não tenha.

Roteiro para descobrir Curitiba

Voltando (literalmente), retorne ao Museu Paranaense, ou caso não tenha ido à Mesquita, apenas saia do Museu e, em frente, você avista a Praça João Cândido. Situada em um dos pontos mais altos da cidade, ela guarda vestígios dos primórdios de Curitiba, com os muros de uma igreja inacabada dedicada a São Francisco de Paula e iniciada no começo do Século XIX. O local é conhecido por Ruínas de São Francisco. Nela encontram-se o Belvedere, antiga construção em estilo art-nouveau, onde se reúnem as intelectuais curitibanas e que logo deve passar por restauração.

Indo contra o sentido dos carros pela Rua Kellers, ande por alguns metros e veja à sua esquerda o Palácio Garibaldi. A construção, iniciada em 1887, tem uma fachada com estilo neoclássico. O local já foi sede do Tribunal Regional Eleitoral e Palácio da Justiça. Em 1988 foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná e até hoje recebe muitos eventos.

Roteiro para descobrir Curitiba

Depois de conhecer alguns lugares, pode ser hora de fazer uma boquinha. Pela região existem restaurantes para todos os gostos. Destaque para o Oriente Árabe, que fica aberto desde as 11h e serve refeição direto até às 23h (de terça a sábado). Outra ótima opção também é o Tuba’s, que fica aberto tanto para almoço, quanto para o happy hour, caso esteja passando pela região no fim do dia. Caso a fome ainda não tenha batido, outra opção é descer pela Praça Garibaldi, e dar uma espiadinha no Relógio das Flores, um presente que a cidade ganhou de joalheiros em 1972. Possui oito metros de diâmetro e as flores que compõem os números são trocadas a cada estação do ano.

Ainda na Praça, vale a pena visitar o Palacete Wolf, construído pelo imigrante austríaco Fredolin Wolf, em 1880. Depois de já ter sido sede da Câmara Municipal, de quartel general e alguns comércios como uma loja maçônica, o imóvel passou para a coordenação da Fundação Cultural de Curitiba que promove diversas ações, entre oficinas de análise e criação literária e laboratórios de leitura. O Palacete abriga, ainda, a Livraria Dario Vellozo, espaço alternativo para comercialização de obras literárias não comumente encontradas no circuito comercial.

A terceira atração da Praça é a segunda igreja da cidade, a Igreja do Rosário. Construída por escravos em 1737, era a igreja dos pretos de São Benedito. Em 1931 foi demolida em razão d o seu péssimo estado de conservação e em 1946, a nova Igreja do Rosário foi inaugurada. Em estilo barroco tardio, tem a fachada em azulejos, originais da antiga capela. Enfeitam suas paredes os passos da Paixão em azulejaria recente, em estilo português. Em sua entrada está o túmulo do Monsenhor Celso, pároco da cidade e cura da Catedral por 21 anos, falecido em 1931.

Roteiro para descobrir Curitiba

Agora com certeza a fome apertou. Se for hora de almoçar desça a rua Claudino dos Santos (toda de pedra e apenas de circulação de pedestres) e pare no Farnel Gastronomia Paranaense, que serve pratos típicos do Estado como barreado e paçoca de carne. O restaurante também é uma viagem pelo tempo, localizado em um casarão antigo e com muitos objetos de outros tempos fruto de coleção dos proprietários.

Caso a fome não esteja para tanto, ou seja a hora daquele café, a parada é um pouco antes. Na mesma rua fica o Solar do Rosário, um espaço particular de arte e cultura. O local abriga Café e livraria, galeria de arte, restaurante, casa de chá e jardim de esculturas. Conta com extensa grade de cursos, oficinas e ateliês, além de ser palco de palestras, lançamentos de livros e eventos culturais. A casa onde está o Solar do Rosário foi construída no final do século XIX e é um imóvel catalogado como bem de preservação histórica da cidade.

Se a fome for de cerveja, existem diversas opções ali no entorno também. Além do Tuba’s, que já falamos acima, também tem o Bar do Alemão, um dos mais tradicionais da cidade e sempre regado com chope gelado e comidas típicas alemãs. Também fica aberto o dia todo, pode ser parte do roteiro tanto no almoço como no final do dia. Quase em frente, fica o Quintal do Monge, com sua extensa carta de cervejas artesanais e petiscos deliciosos. Aos que preferem conhecer onde a boemia da cidade se reúne, o Bar Brasileirinho é a pedida. Situado na Rua Mateus Leme, 67, ele é um local simples com ótima música e muita animação.

No entorno de todos esses bares ainda se encontram outros monumentos e muita história. Se sobrar tempo a dica é se aventurar pelo Memorial de Curitiba (ao lado do Bar do Alemão), Casa Romário Martins (poucos metros abaixo do Alemão), Catedral de Curitiba e se sobrar fôlego ainda o Solar do Barão, que fica no lado oposto da Catedral, mas que abriga importantes e tradicionais centros artísticos: Museu da Gravura Cidade de Curitiba, Museu da Fotografia Cidade de Curitiba, Centro de Documentação e Pesquisa Guido Viaro, Gibiteca, Sala SCABI, Loja da Gravura, entre outras opções.

Sobre a Associação do Centro Histórico de Curitiba:

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