Denise🐝 Da Vinha Ricieri en Rede Innovares de Conhecimento (Innovares Hive), Universitários, Professores e Educadores Professor e Pesquisador (colaboração técnica) • Universidade Federal do Ceará 12/10/2016 · 5 min de lectura · 1,1K

Aprender-a-aprender para aprender-a-ensinar

Aprender-a-aprender para aprender-a-ensinarMuitos colegas me perguntam como desenvolver planos de ensino que contem com metodologias ágeis e criativas, flexíveis e significadas?

Nessa semana, a Rede Innovares está trabalhando sobre esse assunto, no ensino médio, mostrando os resultados de salas de aula mais dinâmicas, criativas, mas principalmente, mais engajadoras da aprendizagem dos estudantes.

Estou fazendo o mesmo no meu espaço de discussão profissional, mas mostrando o trabalho na Educação Superior. Você, professor, é meu convidado para essa série de textos que se inicia hoje, onde trarei o dia-a-dia da minha sala de aula para ajudá-lo a repensar seu plano de ensino e encontrar seus caminhos, nessa trajetória de inovação criativa.


Vamos ao estudo de caso...


Nesse semestre 2016-2, a turma de Licenciatura em Educação Física da UFC, Fortaleza/CE, tem o desafio de desenvolver o olhar crítico sobre a postura e o equilíbrio em escolares. Nesse desafio tudo conta, além da própria aprendizagem da cinesiologia: do desenvolvimento motor por faixas etárias, até os hábitos culturais de calçados, brincadeiras e regionalismos atuantes sobre a função motora.


1- Montar a disciplina ou desenhar uma trilha de aprendizagem?

Nesse novo contexto da Educação, não pensamos mais em "montar aulas", mas em desenhar trilhas de aprendizagens que contenham uma dinâmica capaz de atender ao coletivo da turma, pelo engajamento criativo e personalizado de cada estudante que a integra.

Aprender-a-aprender para aprender-a-ensinar

É passar do planejamento professor-centrado (focado na turma do curso "X") para o desenho da aprendizagem estudante-centrada (focada no conjunto de estudantes com habilidades "a", "b", "c"). Essa, ao meu ver, é a principal diferença para chegar a resultados de excelência na aprendizagem. E aqui, excelência não se traduz (somente) nas notas, mas no desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes compatíveis com a formação do profissional que se prepara para sustentar-se num mercado de trabalho competitivo, altamente dinâmico e fluido em mudanças e tranformações nas formas estabelecer relações com processos, produtos e serviços.


2- O diagnóstico didático

Aplico metodologias didáticas diagnósticas, em geral, nas duas primeiras aulas de cada semestre. Um momento de aproximação, de contatos, de estabelecimento de regras, mas também, de liberdades!

São dinâmicas de interação e de expressão individual, discussões e inspirações sobre o que seja arquitetura da aprendizagem e engajamento na aprendizagem, compreensão da empatia e do aprender-a-aprender. Essas dinâmicas iniciam laços, estabelecem um novo glossário sobre o qual vamos trabalhar, derruba paredes e tenta construir pontes. É por meio delas que faço a detecção do universo individual de expectativas dos estudantes daquela turma, e isso me dá fundamento para tomar minhas decisões seguintes.


3- O desenho da trilha de aprendizagem, ou o desenho instrucional

Conhecendo cada estudante em particular, sem me descolar do grupo como um todo, é moment