O NOME DA ROSA (OLHAR PEDAGÓGICO)


EMANDIO BARBOSA SANTOS


BELÉM- PARÁ

2016


(OLHAR PEDAGÓGICO)

TRABALHO APRESENTADO A DISCIPLINA DESENVOLVIMENTO PESSOAL E EMPREGABILIDADE FACULDADE MAURÍCIO DE NASSAU BELÉM (PARÁ)

PROFESOR EDUARDO MARQUES

                                                           BELÉM- PARÁ

        2016

SUMÀRIO

1.REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS                                                                         4

2  INFORMAÇÃO SOBRE O AUTOR                                                                        4

3. DADOS DA OBRA                                                                                                  4

3.1 DADOS DA OBRA                                                                                                5

3.2 DADOS DA OBRA                                                                                                5

4. ABORDAGEM CRÍTICA                                                                                        5

4.1 ABORDAGENS CRÍTICA                                                                                    6

5. CONCLUSÃO                                                                                                        6

5.1 CONCLUSÃO                                                                                                      7

INFORMAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

O filme “o nome da Rosa” baseado no Best sale da obra literária de Umberto Eco, o filme foi lançado em 1986, dirigido, pó Jean-Jacques Annaud, é um romance homônimo e, ocorre na última semana de novembro de 1327 em um mosteiro Franciscano italiano.

DADOS SOBRE O AUTOR

Nascido em Alexandria no dia 5 de janeiro de 1932, Umberto Eco é um dos gigantes da literatura mundial, exímio linguista, especialista em semiótica, filósofo, bibliófilo, filólogo, escritor, ensaísta é um dos mais, completo erudito; considerado um dos analistas mais lúcidos da história contemporânea, ensinou nas melhores universidades do mundo como a Yale em Columbia, Harvard, também, nos Estados unidos e universidade de France em Paris, foi diretor da escola superior de ciências humanas de Bolonha, foi colunista da revista semanal de expresso. Para o Jornal “Corriere della sera” Umberto Eco foi o homem que mudou a cultura da Itália e entre suas frases famosas; ele alude um pouco de sua visão:

“Quem não lê, quando chegar aos 70 anos terá vivido só uma vida. Quem lê terá vivido cinco mil anos” (jornal nacional. 2016).

DADOS SOBRE A OBRA

O filme “o nome da rosa” é um clássico mundial, baseado na obra de um gigante da literatura, Umberto Eco. O filme tem como pano de fundo o século XVII, Idade média; em um mosteiro franciscano italiano, esses locais eram o centro da intelectualidade e sujeita a diversas regras nos quais monges dedicavam suas vidas ao trabalho e a oração. Havia uma organização bem definida dentro desses monastérios como o “ormário” que tinha a função de organizador cultural e espiritual, ficando sob sua custódia a responsabilidade de selecionar e distribuir os livros e as obras que cada membro devia ler e escrever, esse “ornário”, também, mantinha uma lista sempre atualizada e, era da sua ossada a “escriptória”, onde os livros eram copiados, também, os “muléros” tinham a função de distribuir sapatos e roupas para os pobres a fim de mostrar a prática da benquerença, havia os vigias que eram monges mais velhos e, responsáveis pela segurança e observavam o comportamento dos restantes dos religiosos. Esse tipo de vida monástica se dava, porque os monges acreditavam que para atingir Deus, necessitavam estar num ambiente escuro; só, assim, seriam iluminados. O roteiro é rechaçado de temas polêmicos entre outras, faceado de individualismo, hedonismo, utilitarismo, sexualidade como tabu, embate da ciência e fé permeado com o paradoxo da Biblioteca como, também, a dramaticidade de um “Serial Killer” e, um investigador da igreja influenciado pelas ideias do renascentismo, esse, investigador santa inquisição vai averiguar os rumores de “heresias” no meio do colegiado; isto é, muito comum em romances policiais; sem dúvida nenhuma o filme nos arremete ao contexto atual; correlacionando a obscuridade do pensamento; conhecido como o período das trevas. A perspectiva pedagógica será o ponto de referência desta abordagem.

ABORDAGEM CRÍTICA

O contexto socioeducacional do século XXI no Brasil é em parte um monastério da idade média, muitos estão na escuridão do conhecimento vivendo de maneira ociosa, monástica ficando e fazendo-se reféns alienados do saber. O individualismo, hedonismo e utilitarismo estão em relevo em nosso sistema, o núcleo educacional é bem individualista, o individualismo tem suas bases pautadas nos direitos individuas e na autossuficiência e a realização do “Eu”; nas instituições educacionais (colégios, centos técnicos, faculdades e universidades) existem muitos opositores a coletividade, cheios de egocentrismo faceados de hedonismo e utilitarismo, porque, essas, pessoas só procuram a promoção social de si própria, cabe ao pedagogo (a) um preparo contínuo no arcabouço do conhecimento para não haver reservas na escuridão da ignorância, o educador consciente é um educador libertado, porque doutra feita serão pedagogos opressores em vez de pedagogos libertados e cooperadores da liberdade (PAULO FREIRE, 1994, p.64). No mosteiro medieval do filme “O nome da rosa”, havia um opressor (ORMÁRIO) que furtava o direito e o acesso dos monges ao conhecimento universal em detrimento da igreja, assim é o combalido sistema educacional brasileiro, cheio de indivíduos dessa estirpe; na questão de sexualidade o sistema de ensino e sociedade Brasileira, está muito aquém da quebra desse tabu, olhar sistêmico pedagógico, aponta nessa direção que revela facetas inescrupulosas com requinte de preconceitos e maldades, para quebrar, essa selva de pedra é preciso que os educadores (pedagogos e professores) desaprendam para aprender o novo (novas técnicas e métodos de ensino-aprendizagem) e, tenham sempre uma formação continuado, que sejamos como o inquisidor (Wiliam) do filme, inquisidores da promoção social, banindo do nosso meio os “seriais killers” que matam sonhos e fomentam ódio e “apartaid” de segregação racial e gênero, por isso, não fazendo o que eles praticam, mas conscientizando os oprimidos, através do “dialogicismo” para que o homem se torne um homem dialógico (PAULO FREIRE, 1994, p.46) e se descubra com indivíduo pensante no encontro da vida:

(...) Não há diálogo, porém, se não há um profundo amor ao mundo e aos homens. Não é possível a pronuncia do mundo, que é um ato de criação e recriação, se não há, amor que a infunda. (FREIRE, 1994, p. 45).

O Brasil avançou bem pouco na educação, as Bibliotecas são em alguns colégios utópicas, em outros existem, mas não são valorizadas; no filme a Biblioteca era a maior da cristandade, rica em documentos, mas ocultada, assim como alguns monges pagaram com a vida a descoberta desse acervo no Brasil, pessoas estão morrendo, por não ter acesso a bens sociais como esse, que é direito garantido pela constituição federal que é a carta magna do país; Infelizmente a educação não tem sido de todos, mas é para todos.

CONCLUSÃO

Por tudo isso, é possível sonhar com uma educação de qualidade em nosso país (pátria amada), mesmo com tantos problemas e desafios, posso como facilitador do conhecimento e da educação, fortalecer as mãos caídas dos revolucionários que lutam e tomba diariamente contra um sistema combalido e deficitário da educação, através da conscientização o oprimido chegar à liberdade e a autonomia de sujeito é uma troca constante do conhecimento, porque é através dos homens que o mundo é manifesto. A educação deixou de ser para mim, uma meta individualista para ser alvo das grandes massas, daqueles são reduzidos a nada, mas sendo de extrema importância, não posso mais ser um opressor e oprimido e refém da cultura preconceituosa e machista da malquerença popular, somos quem podemos ser, quando entendemos que podemos ser muito mais, posso achar que sou distinto, mas estou junto ao mesmo tempo, posso ser indissolúvel no caráter, mas não sou andrajoso na liberdade dos desfavorecidos, pois, faço parte dela, a consciência de mundo me faz compreender que preciso ser autônomo (...) este é um dos pilares da revolução francesa “Liberté, Igualité, Fraternité” esse, também, deve ser o lema da bandeira hasteada da educação; educação para todos.