☢ ᗩᒪᕮ᙭ ♛ ᒎᑌᔕƬƗᘉ〇 ☢ en Profissionais Administrativos, beBee em Português, Music in English CEO - CoFundador • Fabrica De Ideias 20/3/2017 · 3 min de lectura · 1,7K

A Dor Dos “Sem Nome” Poetas Da Loucura

A Dor Dos “Sem Nome” Poetas Da Loucura

A dor dos “sem nome” é a dor daquelas pessoas que foram rotuladas e marcadas como perigosas, estranhas, excêntricas, prejudiciais e incompreendidas por pessoas que não se preocupam sequer em conhecê-las. É a dor de quem tem a letra escarlate de um diagnóstico na saúde mental que as condena a uma vida cheia de incompreensão.

Eles são os indivíduos que apontamos na rua: é o louco da cidade, a sua vizinha excêntrica, o senhor esquisito da sua rua. Eles não são considerados pessoas, são um conjunto de desqualificações perpetuadas ao longo dos anos, que roubaram a sua humanidade aos olhos dos outros. Eles não têm um diagnóstico preciso, são pessoas sem identidade.

Talvez você esteja tão acostumado a ouvir estas qualificações que não tenha parado para pensar sobre como se sente a pessoa que as ouve. Você pode até acreditar que ela ri porque acha tudo tão engraçado quanto você. Mas talvez ela ria porque já não tem forças para se mostrar para aquele que a julgou através de um simples olhar e a desqualificou por ser diferente. Como você se sentiria se recebesse esses insultos ou desqualificações com tão pouca empatia?

“Não devemos rotular as coisas como pretas ou brancas, mas fazer um esforço para percebê-los como branco e preto dependendo da situação. Ou, como cinza, vermelho, azul, amarelo … Ter boas ou más características não significa ser uma pessoa boa ou má. Quem tem uma tendência a rotular as pessoas que conhece provavelmente desenvolverá a mania de se avaliar em termos absolutistas”.
– Albert Ellis –

Esperanças perdidas

No início, elas acreditam que se tivessem um diagnóstico preciso, poderiam receber um tratamento adequado e solucionar os seus problemas. Mas, na maioria dos casos, esse maldito rótulo que as vincula a uma doença mental é mais um peso do que uma solução.

É um fardo, porque aos olhos da sociedade se transformam em pessoas perigosas, agressivas, incontroláveis e pouco confiáveis. Já não há trabalho para elas, não há nenhuma esperança de uma vida melhor, porque esse rótulo as condenou ao exílio dos diferentes, dos esquecidos.

Não há mais nada, só a dor dos sem nome, daqueles que perderam os seus sonhos e a esperança. A sociedade exige a sua reintegração. Mas como? Se essa mesma sociedade os julga e não lhes dá a oportunidade de mostrarem o seu valor e tudo o que podem fazer.

“É patético que não possamos conviver com as coisas que