Franciane Nunes Paciência Torres en Guia do Emprego & Carreira, Recursos Humanos, Desenvolvimento Humano Bebee • Brand Embassador 29/9/2016 · 3 min de lectura · +900

Qual é o seu talento??


Qual é o seu talento??

Eu estava lendo uma matéria que saiu no site da Globo.com que dizia: "Escassez de talentos afeta afeta ocupação de vagas no Brasil." Achei interessante e resolvi compartilhar um pouco com vocês e falar sobre talento. A propósito: Qual é o seu talento??

Bom...de acordo com a quinta edição do Hays Global Skills, em parceria com a Oxford Economics, o mercado de trabalho brasileiro ainda enfrenta problemas para preencher vagas de emprego abertas por causa da escassez de talentos, que não possuem qualificação profissional exigida nas seleções. A dica para os profissionais, segundo Jonathan Sampson, diretor geral da Hays, é agregar valor rapidamente ao perfil profissional, investir em habilidades econômicas e em habilidade emocional. 

Todos nós temos talentos diferentes, mas todos nós gostaríamos de ter iguais oportunidades para desenvolver os nossos talentos. 
John Fitzgerald Kennedy. 

Sobre o talento...

De acordo com o dicionário Aurélio, talento significa, entre outros significados: Aptidão natural ou adquirida; engenho, disposição, habilidade. Já o dicionário do português online, o Léxico, talento significa: Aglomerado de capacidades, inatas ou adquiridas, que influenciam o sucesso de certas atividades; enorme inteligência ou perspicáciaindivíduo que se destaca pela vocação ou inclinação excepcional para desempenhar ou realizar certa atividade.  

Talento, no meu ponto de vista, quer dizer que é fazer uma ou várias atividades naturalmente, quer dizer vocação para uma determinada atividade e muita habilidade em lidar com as "ferramentas" que determinada tarefa dispõe. 

O talento pode ser desenvolvido através de muito treino, persistência e disciplina. 


Todo mundo tem talento, é só uma questão de se mover até você descobrir o seu.
George Lucas. 


Mas no livro "Talento, a verdadeira riqueza das nações", do autor Alfredo Assunção, há 3 perguntas e respostas sobre talento (retirado do artigo: 3 perguntas e respostas sobre talento)

O que é talento?

“É a condição de se fazer necessário para uma determinada função, atividade ou realização de sonhos, próprios ou de terceiros, comprovando feitos memoráveis ou que alteraram para o bem uma condição vigente qualquer”, escreve Assunção. Quem não for necessário a uma empresa está fora. “Simples assim. Um PHD só será talento quando se fizer necessário”, escreve.

Para entender este conceito, deixe de lado os “heróis”. “Falamos de um ser humano normal dotado de vontade, com aptidão e atitude positiva para desenvolver-se usando de tecnicismos necessários para desempenhar de forma acima dos padrões normais uma determinada função”, escreve Assunção.

Como adquiri-lo (e mantê-lo)?

De acordo com o autor, atualizar-se é a regra de ouro quando o assunto é talento. Estar conectado com o que acontece , sobretudo na sua área de atuação, é o primeiro passo. O autor cita também que a atitude de estar para servir é muito importante para se dar bem no mundo corporativo. “Todos temos que nos servir para somar”, escreve Assunção.

Isso porque, explica, é impossível saber de tudo. “A pessoa talentosa conhece profundamente um determinado campo. Então precisa de outras talentosas que conheçam outros campos para que a soma de conhecimento possibilite a empresa criar produtos ou serviços necessários a mercados altamente demandadores por qualidade e preço”, registra.

Por que uma pessoa de talento pode ficar desempregada?

Porque ela se torna obsoleta, segundo Assunção. Hoje, o mundo corporativo quer profissionais que tenha ampla visão de negócio, que assumam a visão de dono do negócio, que estejam dispostos a mudar de cidade, estado ou país. 


A parábola dos talentos - Rubem Alves.

Havia um homem muito rico, possuidor de vastas propriedades, que era apaixonado por jardins. Os jardins ocupavam o seu pensamento o tempo todo e ele repetia sem cessar: O mundo inteiro ainda deverá transformar-se num jardim. O mundo inteiro deverá ser belo, perfumado e pacífico. O mundo inteiro ainda se transformará num lugar de felicidade.

As suas terras eram uma sucessão sem fim de jardins, jardins japoneses, ingleses, italianos, jardins de ervas, franceses. Dava muito trabalho cuidar de todos os jardins. Mas valia a pena pela alegria. O verde das folhas, o colorido das flores, as variadas simetrias das plantas, os pássaros, as borboletas, os insectos, as fontes, as frutas, o perfume… Sozinho ele não daria conta Por isso anunciou que precisava de jardineiros. Muitos se apresentaram e foram empregados.

Aconteceu que ele precisou de fazer uma longa viagem. Iria a uma terra longínqua comprar mais terras para plantar mais jardins. Assim, chamou três dos jardineiros que contratara, e disse-lhes: Vou viajar. Ficarei muito tempo longe. E quero que vocês cuidem de três dos meus jardins. Os outros, já providenciei quem cuide deles. A você, Paulo, eu entrego o cuidado do jardim japonês. Cuide bem das cerejeiras, veja que as carpas estejam sempre bem alimentadas… A você, Hermógenes, entrego o cuidado do jardim inglês, com toda a sua exuberância de flores espalhadas pelas rochas… E a você, Boanerges, entrego o cuidado do jardim mineiro, com romãs, hortelãs e jasmins.

Ditas essas palavras, partiu. Paulo ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim japonês. Hermógenes ficou muito feliz e pôs-se a cuidar do jardim inglês. Mas Boanerges não era jardineiro. Mentira ao oferecer-se para o emprego. Quando ele viu o jardim mineiro disse: Cuidar de jardins não é comigo. É demasiado trabalho…

Trancou então o jardim com um cadeado e abandonou-o. Passados muitos dias voltou o Senhor, ansioso por ver os seus jardins. Paulo, feliz, mostrou-lhe o jardim japonês, que estava muito mais bonito do que quando o recebera. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu. Hermógenes mostrou-lhe o jardim inglês, exuberante de flores e cores. O Senhor dos Jardins ficou muito feliz e sorriu.

E foi a vez de Boanerges… E não havia forma de enganar: Ah! Senhor! Preciso de confessar: não sou jardineiro. Os jardins dão-me medo. Tenho medo das plantas, dos espinhos, das lagartas, das aranhas. As minhas mãos são delicadas. Não são próprias para mexer na terra, essa coisa suja…

Mas o que me assusta mesmo é o facto das plantas estarem sempre a transformar-se: crescem, florescem, perdem as folhas. Cuidar delas é uma trabalheira sem fim.

Se estivesse em meu poder, todas as plantas e flores seriam de plástico. E a terra estaria coberta com cimento, pedras e cerâmica, para evitar a sujeira. As pedras dão-me tranquilidade. Elas não se mexem. Ficam onde são colocadas. Como é fácil lavá-las com esguichos e vassoura! Assim, eu não cuidei do jardim. Mas tranquei-o com um cadeado, para que os traficantes e os vagabundos não o invadissem.

E com estas palavras entregou ao Senhor dos Jardins a chave do cadeado. O Senhor dos Jardins ficou muito triste e disse: Este jardim está perdido. Deverá ser todo refeito. Paulo, Hermógenes: vocês vão ficar encarregados de cuidar deste jardim. Quem já tinha jardins ficará com mais jardins.

E, quanto a você, Boanerges, respeito o seu desejo. Não gosta de jardins. Vai ficar sem jardins. Gosta de pedras. Pois, de hoje em diante, irá partir pedras na minha pedreira…