Franciane Nunes Paciência Torres en Rock e Pop Rock, beBee em Português Bebee • Brand Embassador 11/10/2016 · 3 min de lectura · 1,4K

Um pouco da trajetória musical de Renato Russo!


Hoje, 11 de Outubro, faz 20 anos que perdemos o grande e talentoso Renato Russo. Conheci Renato Russo ainda na época do colégio (há mais ou menos 14 anos) e, desde então, virei fã, não só da Legião Urbana, como também da pessoa Renato Russo. E, hoje, quero prestar um pequena homenagem a esta pessoa e a este grande músico que ainda inspira vários jovens e adultos, mostrando um pouco da trajetória musical dele. 


Um pouco da trajetória musical de Renato Russo!


Renato ‘Russo’ Manfredini Júnior (27 de março de 1960 / 11 de outubro de 1996) nasceu no Rio de Janeiro. Filho do funcionário público do Banco do Brasil, Renato Manfredini, com a professora de inglês, Maria do Carmo. Viveu dos sete aos dez anos em Nova York (EUA), por conta de uma transferência profissional de seu pai.

Aos 13 anos, de volta à Brasília, Renato estudava e levava uma vida típica dos adolescentes de classe média da Capital Federal. Quando, entre os 15 e 16 anos, enfrentou uma rara doença óssea, a epifisiólise, que o deixou por um período entre a cama e a cadeira de rodas. Já nesta época criava bandas e movimentos imaginários. Começou também a compor letras e músicas compulsivamente em casa. Em seguida formou a banda Aborto Elétrico, em 1979. 

O Aborto elétrico

Um pouco da trajetória musical de Renato Russo!

Aborto Elétrico foi uma banda seminal que deu origem à carreira de Renato Russo como músico, compositor e intérprete. Precedeu a fase de “Trovador Solitário” e surgiu em 1978. Continha traços do punk, massificado no mundo um ano antes, pelos Sex Pistols.

Após se recuperar da doença que o acometia na época, o jovem Renato descobre, incentiva e participa do movimento punk em Brasília. Numa das festinhas organizadas pela galera, Renato conhece André Pretorius, com quem decide formar uma banda. Eram os integrantes Renato nos vocais e no baixo, André na guitarra e Fê Lemos na bateria.

No vai e vem de formações, o Aborto Elétrico contou com participações também do irmão de Fê, Flávio Lemos. Naquela época, várias músicas do repertório da Legião Urbana e do Capital Inicial foram criadas, como “Que País é Este?”, “Veraneio Vascaína” e “Química”. Esta última, aliás, foi o pivô do fim da banda.

A primeira apresentação do Aborto Elétrico foi no dia 11 de Janeiro de 1980, no bar Só Cana, do Centro Comercial Gilberto Salomão, reduto da juventude de Brasília. Fizeram parte da “Turma da Colina”, junto à Plebe Rude e outras bandas. A primeira música composta para o Aborto Elétrico foi "I want to be a junkie", de autoria de Renato Russo (apesar de nunca ter visto drogas realmente pesadas até então). As brigas entre Fê Lemos e Renato Russo aconteciam sempre. Em 14 de dezembro de 1981, o Aborto Elétrico fez um show no Distrito Federal e Renato havia sumido antes do show, por conta da morte de John Lennon. Fê Lemos ficara irritado. Quando Renato errou uma música, o baterista atirou uma baqueta nele, acertando a cabeça. Renato foi em direção a Fê e decretou o fim da banda.

Os irmãos Lemos foram até a casa de Renato e pediram para que eles continuassem, até que Renato topou. Mas quando mostrou a música “Química” para Fê, o parceiro de banda teria dito que a canção era horrível e que Russo perdera a habilidade para fazer músicas. Então, em março de 1982, foi decretado o fim do Aborto Elétrico.

Como numa despedida oficial, Fê chamou Renato para uma última apresentação. Renato foi e o Aborto Elétrico teve a sua derradeira aparição. Seis meses depois do fim da banda, Fê e Flávio Lemos, formam o Capital Inicial. Em 1987, André Pretorius morreu de overdose na Alemanha.

Em 82 abandonou o Aborto Elétrico e passou a fazer trabalhos solos. Neste período ficou conhecido como "O Trovador Solitário".

O Trovador solitário 

Um pouco da trajetória musical de Renato Russo!

Ao abandonar definitivamente o Aborto Elétrico, Renato Russo passou a fazer trabalhos solo. Naquele período ficou conhecido como Trovador Solitário, embora não tivesse desistido totalmente de ter uma banda de rock e fazer sucesso, conforme sonhava na época. Então Renato abria shows das bandas amigas de Brasília. Foi um período de algumas vaias do público punk, mas bem importante para um artista influenciado pelo folk de Bob Dylan e Nick Drake.

Fazendo shows com seu violão de 12 cordas, criou músicas como “Faroeste Caboclo”, “Eduardo e Mônica”, “Música Urbana 2”, entre outras. Já cansado de tocar sozinho, no mesmo ano foi em busca de novos parceiros para um trabalho em grupo.

A Legião Urbana 

Um pouco da trajetória musical de Renato Russo!

A Legião Urbana surgiu quando Renato se juntou a Marcelo Bonfá, Eduardo Paraná (Hoje conhecido como Kadu Lambach) e Paulo ‘Paulista’ Guimarães, ainda em 1982. Ico-Ouro Preto também tocou guitarra em poucos shows do início da banda. No ano seguinte, Paulista e Paraná deixam a formação original e Dado Villa-Lobos assume a guitarra.

Uma gravação demonstrativa chegava às mãos de executivos da EMI-Odeon, no Rio de Janeiro. Nesta fase, a banda contou com o importante apoio de Herbert Viana, do Paralamas do Sucesso, que tinha sido contratada pela gravadora e já os conhecia e admirava. Assim, a Legião Urbana foi contratada para lançar seu primeiro álbum, que foi produzido em 1984 e lançado nos primeiros dias de 1985. Momentos antes dessa gravação, o músico Renato Rocha, o “Negrete”, passa a integrar a banda como baixista, posto antes ocupado por Renato Russo. A partir dali nasceriam discos marcantes e grandes sucessos.

A carreira solo

Um pouco da trajetória musical de Renato Russo!

Em 1993 Renato iniciou a carreira solo e lançou The Stonewall Celebration Concert (1994), disco de ‘militante’, cujo nome é referência ao bar nova-iorquino onde, em 1969, gays se rebelaram contra a ação política. O álbum ‘Stonewall’ também é uma homenagem ao seu ex-namorado, então recém-falecido, Scott, e continha músicas de Madonna e Bob Dylan, entre outros.

No ano seguinte lançou Equilíbrio Distante (1995), interpretando canções italianas, cuja sonoridade (combinada à sua descendência), Renato gostava muito. O disco apresenta sucessos como Strani Amori, La Solitudine e La Forza Della Vita. Segundo o próprio Renato, o álbum foi feito em homenagem à sua família.

Renato morreu em 1996 com apenas 36 anos por broncopneumopatia, septicemia e infecção urinária, conseqüências do contágio pelo vírus HIV. Ele descobriu a doença em 1989, mas nunca assumiu publicamente ser portador.



Fonte: Biografia - Renato Russo.


Flávio Rodrigues Vieira 11/10/2016 · #12

@Franciane Nunes Paciência Torres gosto assim, antes adiantado que atrasado, teria que pensar com muito cuidado sobre outros nomes, mamonas assassinas é outra banda que fez história na vida dos brasileiros, vou pesquisar melhor. kk

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#10 Você não é o único agitado aqui, @Flávio Rodrigues Vieira, eu também sou e já estou a fazer uma lista com alguns nomes. Aceito mais sugestões rsrs.

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Flávio Rodrigues Vieira 11/10/2016 · #10

@Franciane Nunes Paciência Torres seria extremamente interessante, toda terça ou uma terça por mês escrever sobre um artista de nosso país, sou um pouco agitado, e já penso no carro muito antes de verificar os bois.. kkk

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#7 Cazuza...uma ótima ideia, acho que vou lançar um série sobre a trajetória da carreira de alguns artistas, assim como fiz com o Renato Russo e outros. Obrigada, @Flávio Rodrigues Vieira, pela intromissão.

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#6 Pois é, Ana Paula, um poeta que nos deixou muito cedo, mas as músicas dele e da Legião continuam aí, sempre atuais.

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@Franciane Nunes Paciência Torres sem dúvidas, vou procurar pode ter certeza e desculpe me intrometer mas, já me entrometendo, vou aguardar um artigo sobre o Cazuza, suas palavras são únicas! ^^

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Ana Paula Mello 11/10/2016 · #6

Um poeta!! Marcou a década de 80..90.. e hj marca os jovens na atualidade!. Música de qualidade. Infelizmente foi ceifado de forma tão triste!!

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#4 De fato, a música "Mais uma vez" é linda e passa uma mensagem motivadora. @Flávio Rodrigues Vieira, postei a música aqui em mais uma homenagem ao Renato Russo.

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