Frederico José Otaviano Robalinho de Barros comenta sobre o leilão do pré-sal

Na última quarta-feira (6), o mega leilão dos quatro campos de petróleo do pré-sal da Bacia de Santos, promovido pelo governo de Bolsonaro e Guedes, contou com a presença de grandes empresas nacionais como internacionais.

A estimativa de arrecadamento era de R$ 106,5 bilhões de reais – fato que incomodando a muitos investidores, visto que o alto valor estava significativamente acima da média prevista.

Para Frederico José Otaviano Robalinho de Barros, toda esta frustração se deu a partir de uma má estratégia do governo ao ofertar áreas com preços muito altos onde a arrecadação será baixíssima.

Das quatro campos ofertados, apenas dois foram compradas. Sendo a Petrobras a principal empresa responsável pela exploração na região, levou vantagem sobre os outros concorrentes, que logo se mostraram insatisfeitos. A empresa arrematou duas das quatro áreas de exploração no mar do estado do Rio de Janeiro.

O evento do dia de hoje (7), denominado como 6ª rodada de partilha de produção, deixa os compradores receosos dada a incerteza da presença de petróleo ou gás em quantidades a nível comercial nos locais de exploração, isto é, as áreas que irão a leilão são consideradas como áreas de risco.

Por isso, as empresas que fizerem seus investimentos e obtiverem o direito a exploração, devem assumir o risco de não encontrar petróleo suficiente para suprir seus custos.

A 6ª rodada de partilha de produção, diferente da cessão onerosa, que tinha expectativas altas de arrecadação, espera o valor de R$ 7,85 bilhões divididos em cinco pontos de exploração no pré-sal.

Para Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, informou que serão oferecidas as duas áreas da cessão onerosa (Sépia e Atapu) que não foram leiloadas, no ano de 2020. Disse ainda que isso deve valer também para as áreas que não forem arrematadas no dia de hoje (7).

Frederico José Otaviano Robalinho de Barros comenta sobre o leilão do pré-sal