geobert matias en Recursos Humanos 28/9/2016 · 1 min de lectura · 1,9K

A seleção do futuro

A seleção do futuroNos achamos os melhores dos selecionadores, mas ainda continuamos a usar os mesmos métodos para recrutar e selecionar candidatos. Para ser mais honesto, algumas empresas, normalmente as de tecnologia e de grande porte (multinacionais) demonstram inovação no processo, já que precisam identificar profissionais que também possuem esta proposta de trabalho. Mas e quanto os 99% restantes das empresas, onde inovam, onde criam seus diferenciais, estão se adaptando a novas gerações ou continuam a se utilizar de novas ferramentas sustentadas no velhos modelos de seleção?

De fato as empresas de quase todos os segmentos, se dizem inovadoras mas continuam a usar o CV, os Testes de avaliação, um grafológico e por ai vai. Outra coisas que parece inovadora mas segue o modelo mental da década de 70 são os apps e as redes sociais que ainda se sustenta um modelo cadastral pedindo informações do passado, histórico, sem considerar que o que esta feito esta feito, o que se espera de candidatos diferenciados é a visão para frente e não para trás. Por isso pense, como seria uma entrevista realizada em uma parque, no meio de um jogo onde se avaliar o grau de comprometimento com o resultado, ou com o time, o nível de agressividade do indivíduo ao dividir um jogada, ou até mesmo, como esta pessoa reage ao erro do outro? Bom parece ser algo impensável, isso por que o modelo mental ainda nos manda fazer a analise do currículo, checagem de antecedentes com cartas de referencia, e até mesmo solicitar contatos dos antigos chefes. alguma vez você já viu ou ouviu um profissional dizer coisas negativas de um profissional que tenha deixado a empresa, ou algo que possa denegrir o candidato, até por que o indivíduo reage a partir de seus valores mas em resposta ao estímulos do ambiente e a sua necessidade momentânea. O que quero dizer com isso, simples, todo o novo colaborador se mostra excelente nos 90 primeiro dias de trabalho e no 91o. começa a apresentar comportamentos que não foram identificados nem na seleção nem nos 90 dias anteriores. Isso porque, a necessidade é estar empregado, ter a pseudo "estabilidade" e mais ter direito aos benefícios oferecidos pela empresa e pelo governo. Você discorda, muito bem faça um levantamento sobre indicadores de desempenho, e verá que 80% dos problemas dos colaboradores são comportamentais e não técnicos. Agora me diga, honestamente, como você avalia um comportamento em 30 a 60 minutos de observação em situações absolutamente controláveis. Por isso as empresas precisam sair da caixa e buscar outra mentalidade, outra forma e constatar os valores e comportamentos dos candidatos, ao invés de se ater ao técnico que cá pra nos, o que é técnico é treinável, e comportamento e valores dificilmente muda na sua essência!

Geobert Matias - Consultor e terapeuta organizacional!


É mais ou menos assim hoje.

0
Breno Barreto 28/9/2016 · #1

Excelente reflexão, @geobert matias! Vou compartilhar.

+1 +1