Helder Diniz en Energia Renovável, Ingenieros, Financieros / Banca Partner President • HDSGROUP 18/11/2016 · 5 min de lectura · +100

Energia Renovável




  • Energia Renovável

    Rua Doutor João Batista n° 15/101

    Centro CEP: 35540.000 Oliveira/MG



    Executamos os seguintes trabalhos:


    . Energia Solar Fotovoltaica (Energia Elétrica Gerada através da Luz e do Calor do Sol),

    . Energia Eólica (Energia Elétrica Derivada dos Ventos),

    . Energia Solar Térmica (Aquecedores Solares),

    . Bombas de água movidas à Energia Solar Fotovoltaica,

    . Sistema de Iluminação (Led e outros),

    . Projeto Elétrico,

    . Consultoria e Treinamento em Serviços Elétricos e de Telecomunicações,

    . Direção e Execução de Obra e Serviço Técnico,

    . Estudo, Planejamento, Projeto e Especificação,

    . Execução de Obras,

    . Geradores de Energia Convencionais,

    . Projeto Arquitetônico, Estrutural e Hidráulico,

    . Projeto de Combate a Incêndios,

    . Projetos e Instalação de Redes de Cabeamento Estruturado,

    . Segurança Eletrônica,

    . Sistema de Proteção Contra Descarga Atmosférica (SPDA),

    . Supervisão, Coordenação e Orientação Técnica,

    . Representação de Materiais e Serviços Associados à Engenharia Elétrica por conta de Terceiros.


    Normativas 482 e 687 para energia renovável

    Geração Distribuída

    Micro e Mini geração Distribuídas

    Desde 17 de abril de 2012, quando entrou em vigor a Resolução Normativa ANEEL nº 482/2012, o consumidor brasileiro pode gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis ou cogeração qualificada e inclusive fornecer o excedente para a rede de distribuição de sua localidade. Trata-se da micro e da minigeração distribuídas de energia elétrica, inovações que podem aliar economia financeira, consciência socioambiental e autos sustentabilidade. Veja aqui quantos consumidores já estão operando como micro e minigeradores no Brasil.

    Os estímulos à geração distribuída se justificam pelos potenciais benefícios que tal modalidade pode proporcionar ao sistema elétrico. Entre eles, está o adiamento de investimentos em expansão dos sistemas de transmissão e distribuição, o baixo impacto ambiental, a redução no carregamento das redes, a minimização das perdas e a diversificação da matriz energética.

    Com o objetivo de reduzir os custos e tempo para a conexão da microgeração e minigeração; compatibilizar o Sistema de Compensação de Energia Elétrica com as Condições Gerais de Fornecimento (
    Resolução Normativa nº 414/2010); aumentar o público alvo; e melhorar as informações na fatura, a ANEEL publicou a Resolução Normativa nº 687/2015 revisando a Resolução Normativa nº 482/2012.

    Principais inovações

    Segundo as novas regras, que começaram a valer em 1º de março de 2016, é permitido o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, denominando-se microgeração distribuída a central geradora com potência instalada até 75 quilowatts (KW) e minigeração distribuída aquela com potência acima de 75 kW e menor ou igual a 5 MW (sendo 3 MW para a fonte hídrica), conectadas na rede de distribuição por meio de instalações de unidades consumidoras.

    Quando a quantidade de energia gerada em determinado mês for superior à energia consumida naquele período, o consumidor fica com créditos que podem ser utilizados para diminuir a fatura dos meses seguintes. De acordo com as novas regras, o prazo de validade dos créditos passou de 36 para 60 meses, sendo que eles podem também ser usados para abater o consumo de unidades consumidoras do mesmo titular situadas em outro local, desde que na área de atendimento de uma mesma distribuidora. Esse tipo de utilização dos créditos foi denominado “autoconsumo remoto”.
    Outra inovação da norma diz respeito à possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios (empreendimentos de múltiplas unidades consumidoras). Nessa configuração, a energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em porcentagens definidas pelos próprios consumidores.

    A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

    Com relação aos procedimentos necessários para se conectar a micro ou minigeração distribuída à rede da distribuidora, a ANEEL estabeleceu regras que simplificam o processo: foram instituídos formulários padrão para realização da solicitação de acesso pelo consumidor e o prazo total para a distribuidora conectar usinas de até 75 kW, que era de 82 dias, foi reduzido para 34 dias. Adicionalmente, a partir de janeiro de 2017, os consumidores poderão fazer a solicitação e acompanhar o andamento de seu pedido junto à distribuidora pela internet.

    Crédito de energia 

    Caso a energia injetada na rede seja superior à consumida, cria-se um “crédito de energia” que não pode ser revertido em dinheiro, mas pode ser utilizado para abater o consumo da unidade consumidora nos meses subsequentes ou em outras unidades de mesma titularidade (desde que todas as unidades estejam na mesma área de concessão), com validade de 60 meses.

    Um exemplo é o da microgeração por fonte solar fotovoltaica: de dia, a “sobra” da energia gerada pela central é passada para a rede; à noite, a rede devolve a energia para a unidade consumidora e supre necessidades adicionais. Portanto, a rede funciona como uma bateria, armazenando o excedente até o momento em que a unidade consumidora necessite de energia proveniente da distribuidora.



    Condições para a adesão

    Compete ao consumidor a iniciativa de instalação de micro ou minigeração distribuída – a ANEEL não estabelece o custo dos geradores e tampouco eventuais condições de financiamento. Portanto, o consumidor deve analisar a relação custo/benefício para instalação dos geradores, com base em diversas variáveis: tipo da fonte de energia (painéis solares, turbinas eólicas, geradores a biomassa, etc.), tecnologia dos equipamentos, porte da unidade consumidora e da central geradora, localização (rural ou urbana), valor da tarifa à qual a unidade consumidora está submetida, condições de pagamento/financiamento do projeto e existência de outras unidades consumidoras que possam usufruir dos créditos do sistema de compensação de energia elétrica.
    Por fim, é importante ressaltar que, para unidades consumidoras conectadas em baixa tensão (grupo B), ainda que a energia injetada na rede seja superior ao consumo, será devido o pagamento referente ao custo de disponibilidade – valor em reais equivalente a 30 kWh (monofásico), 50 kWh (bifásico) ou 100 kWh (trifásico). Já  para os consumidores conectados em alta tensão (grupo A), a parcela de energia da fatura poderá ser zerada (caso a quantidade de energia injetada ao longo do mês seja maior ou igual à quantidade de energia consumida), sendo que a parcela da fatura correspondente à demanda contratada será faturada normalmente. 
     
    Mais informações. 

    Dimensionamento do Sistema Grid Tie (interligado à rede da concessionária de Energia – vale ressaltar que a norma 482 de 17.04.2012 foi substituída pela norma 687 de 25.11.2015. É importante saber esta norma 687 e suas consequências).

    Neste objetivo vamos seguir os seguintes passos:

    1° - verificar o índice de solarimetria do local da instalação do sistema interligado à rede:

    Verifique os dados no site www.google.com.br/maps

    Com o botão direito verifique “o que há aqui”. Em nosso caso teremos a Concessionária de Energia Energisa, Sistema residencial Trifásico, apresentando uma média dos últimos 12 meses de 193kwh.

    Endereço Rua Doutor Werneck, CEP: 79060300.

    Vila Albuquerque – Campo Grande / MS

    Coordenadas. – 20.499688; - 54.601920

    2° - De posse destas coordenadas vamos acessar o website do Cresesb – Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio Brito.

    www.cresesb.cepel.br/sundata/index.php#sundata

    Copie e cole a latitude e longitude na maneira que aparece no website www.google.com.br/maps no Cresesb.

    3° - Interpretação dos resultados primários

    A primeira parte teremos o índice solarimétrico das localidades mais próximas, possíveis, do local procurado.

    O índice solarímetrico significa a quantidade de watts que incidem em uma área de 1 m² durante um dia. Este resultado representa uma estimativa média anual do índice solarimétrico local.

    Encontramos as médias:

    A -. Campo Grande/MS – 4,93 kwh/m².dia,

    B – Aquidauana/MS – 4,99 kWh/m². dia,

    C – Ivinhema/MS – 5,06 kWh/m². dia.

    Iremos assumir sempre os valores menores entre as 3 opções. A pior média será 4,93 kWh/m². dia correspondente a Campo Grande/MS.

    Obs.1 - conforme o gráfico, que este índice serve como parâmetro em que os painéis forem instalados em plano inclinado igual a 0°.

    4° - Interpretação dos resultados secundários

    Continuando o estudo desta página, veremos depois o índice solarimétrico das 3 cidades conforme o plano de inclinação dos painéis.

    Estamos trabalhando com a cidade de Campo Grande/MS.

    Qual das opções a escolher?

    Escolha o índice solarimétrico que apresenta a maior média anual. Será 5,13 kWh/mês.dia com um ângulo de 19°N (dezenove graus de inclinação, voltados para a face norte geográfico do planeta).

    Obs.2 – o norte geográfico não é o norte geográfico da bússola!

    Telhado em módulos lado a lado é necessário 9 m² para cada KWp de módulos.

    Em instalações maiores em solo ou terraço com espaçamento entre mesas de módulos a área necessária pode aumentar para cerca de 15 m²/KWp.

    Exemplo – Sistema fotovoltaico em telhado de 3KWp necessita de aproximadamente 27 m² enquanto um de 6 KWp necessita de 54 m².

    Para projetos off-grid, devemos escolher a linha com número mínimo mensal, neste caso não trabalharíamos com a média anual, mas sim com o valor do pior mês desta linha, ou seja, seria atribuído como índice solarimétrico para dimensionamento do projeto o valor de 5,04 kWh/m²/dia.

    5° - Calcular o consumo médio de um ano, conforme conta da Concessionária Energisa, para o consumo médio de um dia. Para tanto vamos dividir a grandeza por 30.

    193 KWh/mês dividido por 30 = 6,43 kWh/dia.

    Se em um dia teremos um consumo de 6,43 kWh/dia, quantas placas serão necessárias para gerar esta potência, em um local de índice solarimétrico igual a 5,13 kWh/m².dia.

    Potência de placas necessárias: 6,43KWh/dia/5,13 kWh/m².dia = 1,2534kW

    Considerando a eficiência de 70% = 1,2534kW/0,70 = 1,790kW

    6° - Para o cálculo da quantidade de placas levamos em conta a potência de cada módulo igual a 0,25Kw (250Wp):.

    2kwp /0,25Kw= 8 Painéis de 250W

    7° - Área requerida do sistema de 2kWp será de 18m².

    8° - Recálculo deste sistema:

    A – potência gerada diariamente: 1,79kw x 5,13 kwh/m².dia = 9182,7 wh/dia

    B – eficiência de 70%: 0,7x9182,7=6427,89 wh/dia

    C – em 30 dias teremos 6427,89 x 30 = 192836,7 wh/mês ou 194 wh/mês

    Para este caso definimos considerar a geração de aproximadamente 238,55kWh/mês.

    Sugerimos, então, a seguinte configuração preliminar para a central:

    • 1- Potência dos inversores – 2,5kW
    • 2 - Potência dos módulos fotovoltáicos – 2,0kWp
    • 3 -  Número de módulos fotovoltáicos – 8pçs
    • 4 - Área necessária total aproximada – 18m²
    • 5 - Energia mensal produzida aproximada em Campo Grande – Ms (irradiação solar média de 5,13kWh/m²/dia): 238,55kWh/mês
    • 6 - Investimento estimado – R$ 20.000,00

    Levando-se em conta um custo de aproximadamente R$ 0,47/kWh deixaria de pagar à concessionária R$ 112,12/mês (238,55kWh/mês X R$ 0,47).Retorno do investimento em aproximadamente 14 anos.




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