Rowan de Araujo in PROFISSIONAIS EM ADMINISTRAÇÃO, Profissionais Administrativos, Recursos Humanos Vice Presidente do Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia Assoc.Com. Emp. Minas Jun 30, 2020 · 35 min read · 1.0K

A Mineração Nacional, o compromisso com a sociedade. A Carta do IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração. "O desenvolvimento só pode ser sustentável" (Eliezer Batista). Exemplos de relações comunitárias, capital comunicacional de mineradora e comunidade

A Mineração Nacional, o compromisso com a sociedade. A Carta do IBRAM - Instituto Brasileiro de Mineração. "O desenvolvimento só pode ser sustentável" (Eliezer Batista). Exemplos de  relações comunitárias, capital comunicacional  de mineradora  e comunidade


Carta compromisso do IBRAM perante a sociedade

Estamos comprometidos com uma profunda transformação da indústria da mineração, em nossos processos e técnicas, em nossas relações com as pessoas e com a natureza. Reconhecemos nossa relevância e influência nos contextos em que estamos inseridos, sobretudo nas questões socioeconômicos e ambientais. Assim, sabemos que é preciso intensificar a prática da escuta e do diálogo. Estamos disponíveis, abertos e com desejo genuíno de mudar para evoluir.

Este documento traz as bases do início desta transformação. São compromissos que o setor assume publicamente, em nome dos quais serão organizadas diversas ações, planos e metas, de modo a permitir à sociedade conhecer e acompanhar, com transparência e objetividade, a evolução das atividades empresariais minerárias legalizadas em território brasileiro. Sabemos que, quanto maior a participação social, mais acertada será a nossa tomada de decisão.

Com isso, reconhecemos e assumimos nossas falhas; lamentamos profundamente as perdas de vidas, os impactos sociais, econômicos, ambientais, culturais e psicológicos causados após os recentes rompimentos de barragens de rejeitos. O sofrimento associado a essas perdas e impactos é parte da história, e sempre será um alerta da inarredável necessidade de honrar todos os esforços para a garantia da segurança operacional.

Os rompimentos de barragens colocaram em xeque a essência da atividade minerária, qual seja, a de oferecer à sociedade uma gama de recursos minerais que, transformados em produtos, permitem o incremento da qualidade de vida e do desenvolvimento humano. A mineração pode – e deve – ser um vetor para o desenvolvimento; indutora da transformação tecnológica; contribuinte ativa para um modo de vida equilibrado e inclusivo; protagonista no incentivo à economia circular e agente de cuidado com o meio ambiente. É preciso, ainda, que, antes e fundamentalmente, a mineração seja responsável.

É imprescindível, nesse contexto, apresentarmos respostas às indagações quanto à nossa segurança operacional e, consequentemente, quanto ao custo-benefício de nossa presença nos territórios.

Qual é o futuro da mineração? E, principalmente, qual é a mineração do futuro?

Diante de tudo o que aconteceu, responder a essas perguntas é uma das formas que encontramos de prestar contas à sociedade, aprendendo com as lições do passado e reafirmando a responsabilidade de garantir a segurança das nossas operações.

Não se defende uma mineração a qualquer preço. Cumprir os compromissos estabelecidos neste documento significa aprofundar um processo de transformação estrutural profunda da mineração brasileira ao longo dos próximos anos. Uma transformação interna pelo engajamento de todo o setor em torno de objetivos comuns, um esforço inédito de uma atividade secular em território brasileiro. Sabemos que este é o único caminho para restaurar nossas relações e, consequentemente, restabelecer a credibilidade e a confiança da sociedade de que essa indústria reúne plenas condições de oferecer mais segurança e processos produtivos mais sustentáveis.

O cerne desta carta, portanto é: uma declaração pública de mudança e evolução dos compromissos da indústria minerária.

O Instituto Brasileiro de Mineração espera contar com a adesão voluntária a este documento do maior número possível de mineradoras Brasil afora e, para isso, irá propagar constantemente o andamento das ações relacionadas ao cumprimento dos compromissos expostos a seguir:

SEGURANÇA OPERACIONAL

Para o Instituto Brasileiro de Mineração, a identificação e o controle de perigos e o gerenciamento de riscos são condições essenciais para assegurar que as operações de qualquer atividade econômica se apresentem em níveis de segurança aceitáveis ou superiores aos padrões exigidos.

Ações

Contribuir para um novo arcabouço de normas e leis visando regular a mineração do futuro;

Fomentar a criação de um centro de excelência de segurança operacional e Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) do setor mineral para compartilhar e desenvolver boas práticas;

Criar relatório anual sobre segurança operacional, por meio de fóruns específicos entre empresas do setor mineral, instituições de ensino e órgãos não-governamentais.

BARRAGENS E ESTRUTURAS DE DISPOSIÇÃO DE REJEITOS

O IBRAM envidará seus melhores esforços para que a gestão das barragens e das estruturas de disposição de rejeitos observe melhores padrões mundiais, tornando públicas as informações sobre sua segurança, os impactos gerados em caso de sinistro e as ações a serem tomadas em situações de emergência.

Ações

Dar transparência e ampla visibilidade na gestão e na utilização de barragens;

Desenvolver pesquisas em otimização de processos com a Academia e fornecedores, visando

reduzir a geração de rejeitos e adotar novas práticas para a disposição;

Estimular que as empresas privilegiem uma conduta cautelosa na gestão de risco das barragens, evidenciando ações de mitigação com transparência e visibilidade.

SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAL

O Instituto Brasileiro de Mineração expressa o seu compromisso com a saúde e a segurança de seus trabalhadores, sejam eles diretos ou indiretos, aplicando e ampliando medidas inovadoras e indutoras de boas práticas, que assegurem o cuidado com a saúde e as condições adequadas de trabalho ao desempenho das funções, preservando fundamentalmente a vida e a sua integridade.

Ações

Buscar a implementação de instrumentos que se proponham a zerar as fatalidades e doenças ocupacionais incapacitantes;

Garantir uma gestão de riscos integrada aos demais processos, de forma eficiente, que se torne referência no Brasil.

Promover o investimento em inovações tecnológicas, pesquisas, desenvolvimento e capacitação voltados à promoção da saúde e à adequação do ambiente de trabalho, visando a minimizar a exposição das pessoas aos riscos.

MITIGAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS

Como em qualquer outra atividade produtiva, no âmbito da indústria da mineração os impactos ambientais estão presentes e são precedidos de estudos que visam a prevenção, mitigação, recuperação e/ou compensação destes por meio de controles ambientais. Consciente de sua responsabilidade, o setor mineral brasileiro compromete-se em aprimorar os estudos de impacto ambiental e os controles ambientais existentes, contribuindo, assim, para a preservação dos ecossistemas e da biodiversidade.

Ações

Incorporar e internalizar nos planos de negócio todas as medidas de controle ambiental buscando a melhoria das técnicas no processo de mineração. Otimizar e desenvolver tecnologias que garantam a melhoria nos processos e controle ambiental;

Planejar, implantar e operacionalizar as medidas de fechamento de mina e minimização dos passivos ambientais concomitantes à operação com participação da sociedade;

Incentivar a integração das empresas, que operam na mesma região, à implantação das melhores práticas de controle ambiental, considerando os impactos sinérgicos e cumulativos.

DESENVOLVIMENTO LOCAL E FUTURO DOS TERRITÓRIOS

O Instituto Brasileiro de Mineração incentivará o setor mineral a postura de preservação como um vetor de desenvolvimento coexistindo harmonicamente com outros segmentos econômicos e respeitando as características locais. Nesse sentido, entende-se que as atividades minerárias deverão ser inclusivas e capazes de compartilhar valor para todas as partes interessadas e contribuir de forma efetiva para o futuro dos territórios nos quais têm atuação ou mesmo influência.

Ações

Fomentar governança multisetorial nos territórios mineradores para definir uma agenda positiva e transformadora, compartilhando valor para todas as partes interessadas;

Incentivar as mineradoras a ampliar investimentos em ações de forma voluntária para o desenvolvimento local, além das ações da gestão de impacto;

Estimular a adoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), de modo a estabelecer agendas para o desenvolvimento local, considerando as particularidades e as potencialidades dos territórios;

Incentivar as empresas mineradoras a criarem e a implementarem programas de formação de

lideranças da mineração e de lideranças multiplicadoras nos territórios mineradores com foco na agenda de desenvolvimento de longo prazo.

RELACIONAMENTO COM COMUNIDADES

O Instituto Brasileiro de Mineração defende que o relacionamento com as comunidades nas áreas de atuação do setor deve ser pautado por uma abordagem proativa e respeitosa, por meio de diálogos francos, inclusivos e participativos, considerando as realidades e expectativas locais frente à atividade minerária, zelando para que essas interações promovam ambientes e oportunidades de livre e igualitária expressão.

Ações

Desenvolver programas que vão ao encontro das expectativas da sociedade em relação à saúde, segurança, meio ambiente, relações com a comunidade, diversidade, inclusão, impactos, entre outros, por meio de um processo de diálogo participativo de construção e avaliação contínua;

Promover e ampliar o acesso da sociedade a canais de diálogo com a comunidade e o setor, considerando os interesses da população nas tomadas de decisão;

Preparar os profissionais da mineração e as comunidades para os desafios do futuro, reconhecendo todas as interfaces e pontos de vista;

Construir, com a sociedade, mecanismos de transparência e acompanhamento em torno da aplicação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

COMUNICAÇÃO & REPUTAÇÃO

O IBRAM defende que o relacionamento e a comunicação devem ocorrer em linguagem acessível e compreensível, com rapidez, transparência e autenticidade. O setor reforçará ações que sejam reconhecidas pelas diversas partes interessadas e que tornem perceptíveis as suas práticas de gestão e de operação.

Ações

Apresentar o setor à sociedade, incluindo seus riscos e ações de mitigação com proximidade, agilidade, transparência, clareza, coerência, simplicidade, proatividade e autenticidade;

Fortalecer a presença institucional do setor nas esferas municipal, estadual e federal;

Incentivar a adoção de programas e práticas de compliancen as mineradoras.

DIVERSIDADE & INCLUSÃO

O Instituto Brasileiro de Mineração reconhece que o respeito à diversidade é condição primária para que se estabeleça a inclusão social com garantias ao exercício da cidadania. Ao reconhecer o direito igualitário de todo ser humano, o setor da mineração declara a valorização das singularidades e individualidades e o respeito à heterogeneidade nas suas diferentes formas: classes, gênero, etnia, orientação sexual, deficiências, dentre outras.

Ações

Encorajar as mineradoras a viabilizarem ambientes que valorizem a diversidade e promovam a inclusão, de modo que os profissionais possam desenvolver seu pleno potencial e as empresas possam atrair, reter e desenvolver pessoas;

Incentivar as empresas do setor a tornar o ambiente da mineração mais diverso e inclusivo, com ações afirmativas para valorização de identidades, notadamente no que diz respeito a gênero, etnia, LGBTQI+, PCDs, refugiados e povos tradicionais;

Estimular o setor a preparar o ambiente interno para acolher Diversidade & Inclusão.

INOVAÇÃO

O desenvolvimento e a adoção de novas tecnologias visam elevar a eficiência da indústria da mineração e reduzir os impactos socioambientais oriundos das suas operações. São considerados, pelo Instituto Brasileiro de Mineração, requisitos do próprio negócio. Ao incorporar inovações em seus processos, o setor reforça o seu compromisso em expandir os debates e estudos de soluções junto a centros de pesquisas e desenvolvimento e criar oportunidades empreendedoras para novos projetos.

Medidas

Incentivar o aumento de investimento nos projetos de inovação e tecnologia nas mineradoras focando nos temas prioritários como segurança, água, energia, rejeitos/resíduos e desenvolvimento social;

Expandir a busca de soluções colaborativas via inovação aberta e cooperação entre os vários agentes do ecossistema por meio do Mining Hub, ambiente de inovação aberta do setor mineral.

ÁGUA

O IBRAM se compromete a fomentar e ampliar o uso consciente e racional da água nos processos, incentivando ações que visem à preservação dos mananciais, sejam subterrâneos ou superficiais, assim como iniciativas que ampliem a disponibilidade hídrica dos rios e a qualidade da água.

Ações

Estabelecer metodologia uniforme para definir indicadores de performance do uso e do consumo de água, definindo metas de redução gradativas, publicamente explicitadas;

Tornar públicas e disponíveis as informações de uso, consumo e qualidade das águas e efluentes na indústria da mineração;

Participar efetivamente e apoiar os comitês de bacia hidrográfica, ampliando-se o escopo de atuação para incorporar estudos associados a mudanças climáticas e propor ações estratégicas para o setor e a sociedade em geral.

ENERGIA

Para o Instituto Brasileiro de Mineração, o uso de fontes alternativas de energia é questão primordial quando se discute as mudanças climáticas e o consumo crescente de insumos na sociedade moderna, estando essa discussão incorporada nas agendas das nações e dos setores econômicos. A indústria da mineração brasileira dará inequívoca contribuição ao tema, debatendo a questão energética e apresentando e incorporando proposições, ampliando a eficiência de seus processos, elevando o uso de energia renovável e reduzindo o consumo de insumos naturais, numa demonstração clara de senso de responsabilidade social e zelo pela sustentabilidade de suas operações.

Ações

Fomentar a redução do consumo de insumos naturais energéticos por meio da melhoria da eficiência de equipamentos e dos processos produtivos;

Planejar o aumento do número de fontes de energia renovável na matriz energética das atividades minerais;

Incentivar a promoção de fóruns para troca de experiências e boas práticas/análise de benchmarking intra e intersetorial, bem como elaboração de guias técnicos.

GESTÃO DE RESÍDUOS

A gestão e a reutilização dos resíduos produzidos pela indústria mineral estão, para o Instituto Brasileiro de Mineração, entre os principais desafios do setor, em virtude da representatividade do material gerado em suas operações. Objetivando contribuir com a sua redução e reaproveitamento, a indústria minerária brasileira assume o compromisso de envidar esforços visando a melhor destinação de resíduos, a aplicação de novas tecnologias e inovação nos processos para reduzir a geração e fomentar negócios para que sejam transformados em novos produtos.

Ações

Encorajar o fortalecimento da gestão de resíduos com o foco na redução e envolvimento de partes interessadas;

Promover e desenvolver políticas e estudos de melhores práticas para a gestão de resíduos (rejeitos, estéril e demais) visando a redução de impactos socioambientais;

Fomentar novos negócios, com o foco na economia circular, de forma a transformar resíduos em novos produtos.

Esta carta é fruto da reflexão e do engajamento de 200 profissionais da indústria da mineração e conta com o endosso do corpo de Executivos e Conselheiros das empresas associadas ao IBRAM.

A partir do endosso e da participação ativa das mineradoras associadas em relação aos compromissos aqui dispostos, queremos propor e promover a evolução no nosso modo de exercer a mineração no território brasileiro, correspondendo aos anseios da sociedade e assumindo a transparência e o diálogo como ferramentas que nos ajudarão a construir a mineração do futuro e o futuro da mineração.

Belo Horizonte, 9 de setembro de 2019.

Wilson Nélio Brumer

Presidente do Conselho do IBRAM

Flávio Ottoni Penido

Presidente-executivo do IBRAM

Quase tudo que a humanidade utiliza no seu dia a dia,  tem uma ligação direta ou indireta com a mineração. Os produtos são minerais transformados e a mineração está presente nos carros, aviões, navios, prédios / edifícios, escolas, hospitais, televisão, computadores, celulares, energia, gás e um universo de utilidades.

Hoje, o diesel representa 35% do custo operacional do transporte de carga. Nas empresas  mineradoras e ferrovias de 20 a 24%. É o componente que mais pesa no preço do frete e, portanto, o que tem maior impacto nas cadeias produtivas, atingindo diretamente o controle inflacionário e a vida de todos os brasileiros e das mineradoras e ferrovias também.   Oscilações constantes no custo do diesel inviabilizam a formação de preços justos e seguros para o frete. Essa situação expõe os transportadores a incertezas e a prejuízos insuportáveis. Se perdurar, pode levar à insolvência generalizada no setor. A greve dos caminhoneiros foi um caos. Temos uma malha ferroviária que não absorve por limitações de tamanho, acesso e investimentos a maior parte da carga movimentada do país e com isso a dependência crônica de rodovias  e as variações de preço do diesel e o reflexo imediato na economia do país.  

 Temos a  economia atualmente desaquecida, mas com a atenção permanente na  inflação, embora em baixos patamares. Existe um processo de  insegurança  bem conhecido pelo risco, o chamado CUSTO BRASIL (são custos vigentes na economia brasileira decorrentes de deficiências em diversos fatores relevantes para a competitividade, por exemplo: tributação (carga e burocracia), custo de capital de giro, custos de energia e matérias primas e custo da infraestrutura, etc. 

Temos problemas desde a burocracia da  situação de entrada e lida com de documentos da esfera  municipal, estadual e federal   aos gargalos de grandes dificuldade logística e  físicas do sistema de transporte em geral. Refiro  rodovias, ferrovias, portos e hidrovias. Temos  portos marítimos, fluviais e seco de  cidades que já sofrem com os anéis rodoviários estrangulados e lentos, o que  afeta drasticamente o fluxo das cargas de exportações de uma série de produtos da mineração exportados via containeres,  nunca livres de demurrage e que perdem um tempo muito grande em função da falta  de mobilidade urbana e situações correlatas,  que afetam a produtividade das indústrias e compromissos internacionais das mineradoras também. 

Em uma série de países concorrentes do Brasil, o tempo é mais útil para dedicarmos aos esforços estratégicos e  prioridades, onde faz mais sentido da administração. A logística é  favorável e estruturada. Com isso sobra mais tempo para pensar, raciocinar e criar novas estratégias de negócios. O risco logístico é bem menor,  uma vantagem  competitiva que faz o trabalho render e fluir muito mais, Ficando mais produtivo,  criativo e competitivo. Estamos longe dessa realidade alcançada por outros  países à nossa frente em termos de  ambiente de negócio e  rendimento associado em administração, otimização do tempo e velocidade de conectá-lo às atividades no geral. O concorrente está levando vantagens e continuamos atados. 

A concorrência global em quase todo tipo de negócio comprimiu drasticamente  a margem de lucro das empresas. Os custos fixos subiram e isso vem mudando constantemente os níveis dos riscos e  estratégias nos  últimos anos. Fato este,  que  se soma à outros fatores correlatos no sistema de administração e operação das atividades. O mercado chega a ficar nervoso, surgem incertezas da economia  e uma atmosfera acelerada do risco  se forma no ambiente de decisões tensas  e estressantes. Muitas vezes afetas  de maneira agressiva às estratégias de gestão também das mineradoras no cenário incerto e tenso da economia. Quando há variações brusca do dólar  principalmente e afetam os  financiamentos, dívidas e compromissos com base nessa moeda, dependendo do porte da mineradora, um cenário preocupante que cria mais força no Risco de Negócios (Brasil)   hoje tido como adversário da fluência da economia e aumento do PIB. 

A crise da economia interna Brasil  carrega também a imagem da mineração nacional  que está sendo  duramente atacada  em mídias sociais e em um universo de segmentos adversários de  forma intensa.  Precisamos ficar atentos para o chamado CUSTO BRASIL de forma permanentemente.  Os custos operacionais (opex/custeio)  das empresas estão ‘rebeldes‘ e produzindo alguns riscos, variações e esforços de toda ordem para  domá-los , o que é observado por  analistas e investidores. Volto a referir a nossa   conjuntura de operarmos todo tipo de negócio, sempre esbarrando  no emblemático  CUSTO BRASIL e perdendo vantagens competitivas. A burocracia do governo e outros elementos que trilham na legislação e economia do país  tem sido inimigos das atividades da mineração e o seu ambiente  de operação, expansão, implantação de novos e promissores projetos e a própria   exportação. Sempre vamos deparar e esbarrar em problemas políticos, burocráticos maléficos, ou leis pífias.

 Precisamos de reformas urgente, para deixar o Brasil mais competitivo, leve e com  menos CUSTO BRASIL. Tomara que o governo atual e o Ministério da Economia encontre  cooperação do congresso para uma decisão coletiva e assertiva que visa e  saluta para o progresso da nação. Removendo  as barreiras, entraves, vícios, amarras  e o excesso da burocracia. Fazendo  a economia nacional andar com crescimento do PIB.

A reforma tributária é uma questão imediata e é falada com mais intensidade desde o governo FHC dos anos 90. Passamos os anos 90, caminhamos para 2020 e nada andou. A economia e a competitividade do Brasil está estrangulada por décadas pela  falta de iniciativa do congresso, onde os interesses políticos e a burocracia trava a lógica e a flexibilidade do crescimento  da economia, competitividade, aumento do PIB, geração de emprego e renda. Situações estas que não acompanham  a velocidade dinâmica da economia moderna e global. Competitiva, mutável, flexiva, mas também de riscos derivados e mutantes.

Um país não pode ficar engessado por posições políticas partidárias e decisões lentas, e postergadas que atrapalham o crescimento. Não temos dúvidas, de que o CUSTO BRASIL é um dos fatores de riscos que interfere na percepção dos investidores. Retrai a nossa competitividade. Gerando prejuízo da imagem e má qualidade de  ambiente de negócios. Não podemos deixar de dizer da fama mundial e emblemática da corrupção brasileira, propinodutos elevada burocracia que afeta os  negócios internos e externos do país como um todo. Afugenta investimentos. 

As grandes decisões empresariais de hoje são muitas vezes comparadas às missões de  Atiradores de Elite. As decisões não podem ter erros. O  alvo / target, as estratégias almejadas  visam fortalecer a sustentabilidade, cujo alvo gerencial se baseia em  competitividade, produtividade, eficiência e lucro. 

SER EFICIENTE E ECOEFICIENTE

O campo está minado de dificuldades. Uma falha de decisão errada  reflete em altos  prejuízos financeiros, perda de tempo e espaço para  o concorrente. O  impacto  negativo nos números e indicadores da economia da empresa. Resultados nefastos com relação ao Roi / Ebtida e outros parâmetros que avaliam a saúde da empresa ligada ao desempenho da  governança a leva em consequências imediatas, mudanças, troca de executivos, gerentes, etc. O acionista tem de estar bem remunerado, isso é premissa e compromisso sério com o investidor.

Destaco o CUSTO BRASIL, destruidor do país, junto com seu  filho mais velho. Apresento; o custo logístico, que felizmente encontrou um engenheiro-militar-ministro, Tarciso Freitas no atual governo que é inimigo implacável do CUSTO BRASIL, sendo a sua gestão  diferente de outros governos e ministros,  que pareciam ser amigos íntimos e cativos,  número um do CUSTO BRASIL. Que o trabalho brilhante do ministro Tarciso Freitas, continue crescendo. A infraestrutura logística é a forte aliada das mineradoras.

No Brasil todo existem perto de 10 mil mineradoras. Elas ocupam 0,5%%  do território nacional.  Formam um PIB de 4,0% da economia. Responde por 25% do saldo comercial do país. Garante um volume de 2 bilhões tn/ano. Gera uma receita de 34 bilhões de US$. Exporta 400 milhões tn e gera perto de 2,5 milhões  empregos diretos .  853 cidades de Minas, 480 tem atividade mineral. Juntas geram bilhões na cadeia de suprimento, impostos, etc. A massa salarial das mineradoras movimenta a economia e comércio local. Produz conhecimento, tecnologia, capital humano e operacional. O momento é grave com e impacto na economia de Minas, com déficit de mais de 50 milhões de toneladas de minério de ferro ano. Perda de arrecadação e postos de trabalho. Dado aos problemas do rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho. Lamentamos as quase 300  mortes.

Pesquisas feitas na Praça Sete em BH. Mostram que nem todos mineiros conhecem a mineração. Embora chamemos Minas Gerais, muitos não sabem que a água, o petróleo, de onde se extrai a gasolina. Brita, areia, manganês, nióbio são minerais. Enxergamos Minas, praticamente só pelo minério de ferro e a VALE. Os carros, celulares, aviões, televisão, fertilizantes, remédios, edifícios, e tudo que usamos vêm da mineração em forma de minerais e metais transformados e isso, não é só minério de ferro. A nossa missão é levar as pessoas para a mineração e trazer a mineração para as pessoas, em forma de conhecimento. Tratando esse tema como projeto de treinamento, educação e comunicação para a população de Minas. Educação. é prioridade.

Falta de conhecimento não é atestado de incompetência. As causas estão na limitação financeira, falta de oportunidade de aprender, etc. A educação ambiental no eixo das mineradoras para crianças e adultos passa a ser um instrumento estratégico de multiplicar educação e conhecimento. O conhecimento e informação são os recursos estratégicos para o desenvolvimento de qualquer país. Os portadores desses recursos são as pessoas. A maior parte da população de Minas não sabe o tamanho da nossa economia. O PIB nosso é acima de meio trilhão, caiu com os problemas de Mariana e Brumadinho e agora coronavírus,

A geologia está parada faz anos. Peru e Chile investiram mais nos últimos anos e tiveram novas descobertas de minerais e metais. A burocracia, CUSTO BRASIL, insegurança jurídica, barreiras políticas, afugenta investidores e atrapalham a competitividade. Com o atual governo há mais confiança. A siderurgia enfrenta a severa concorrência global. Assim como na mineração com alto custo para produzir. Os desafios das mineradoras são: custo de energia, carga tributária, tecnologia para gerir teores e solução de rejeitos. Investir em projetos de engenharia para deixar as barragens mais seguras. Desburocratizar os muitos licenciamentos parados. Aprimorar a comunicação e o relacionamento com as comunidades vizinhas 

De positivo; as mineradoras criaram a aliança Mining Hub. (Hub da Mineração) centro de produção de ciências das mineradoras juntas. Avançaram uma década. Trabalho excelente, Parabéns!

O minério de ferro é um dos produtos que ajudam a alavancar esse desempenho. Ele sozinho representa 8,82% do total das exportações brasileiras, atrás apenas da soja .

O QUE A PANDEMIA TIROU DA ECONOMIA 

 https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/05/10/internas_economia,754198/apesar-de-tragedias-mineracao-e-vital-para-a-economia.shtml ) Investimentos previstos de 2018 a 2022 de quase 20 bilhões de US$. Crescimento previsto de pesquisa no território nacional de 25 a 30%. Há perto de 9420 minas em regime de concessão de lavras.  Além das minas, a extração mineral se faz também sob regime de lavra garimpeira (1.820 ativas) e licenciamento para construção civil (13.250 ativos).  Acrescentam-se 830 complexos de águas minerais. Não há dúvidas da pujança da mineração na economia do Brasil. 

Poucos brasileiros tem a noção dessa pujança e força de negócios da nossa economia e o  que o Brasil hoje, dispõe com a mineração.  A nossa  mineração  merece  ser mais divulgada e propagada na sociedade. Talvez estamos falhando aí. O  Petróleo, água e minério de ferro, são os minerais mais famosos no Brasil. A mineração  é a  mãe dos três e não é muito conhecida por grande parte dos brasileiros sobre a condição em que esses minerais são encontrados na natureza, trabalhados, transformados e industrializados  até chegarem ao uso indispensável das populações. Incluo nisso também o tratamento da água potável feito com produtos vindos da mineração. Está aí;  uma mostra de como a mineração está presente na vida da humanidade. 

 Em mineração do mundo inteiro, existem uma gama de  projetos atrasados. Os principais motivos do atraso estão nos problemas com as comunidades, questões econômicas, problemas ambientais e legais,  Há também uma série de  desafios  para as mineradoras, um deles está associado aos teores,  tecnologia, pesquisas e investimentos nesse sentido, de forma elevar a competitividade. Estas componentes são altamente importantes para estratégias de sustentabilidade competitiva do negócio. A sobrevivência das mineradoras está  atrelada nesses projetos.

 A questão de aproveitamento de rejeitos e nanotecnologia, somados a questão de água, resíduos, efluentes industriais, energia, emissões atmosféricas estão   convergidos para  a prática e gestão da ecoeficiência, conexa ao tema  da  Mineração Sustentável, vinculadas às orientações do  Futuro da Mineração e a Mineração do Futuro com a autêntica Política e Diretriz das Mineradoras de  vanguarda, compliance e desenvolvimento moderno.

Incluindo a evolução da gestão das mineradoras nos padrões da mineração sustentável. inclusive trazendo as árduas lições do ocorrido em Mariana e Brumadinho. Refletidas em cobrança acirrada das comunidades, imprensa, mídia  e órgãos oficiais para aprimoramento das operações. Investimento em tecnologia e proteção das comunidades vizinhas. Referimos a segurança delas,  posicionadas ao lado das  atividades  das mineradoras. A CARTA DO IBRAM contempla e reforça  tudo isso, ou seja as boas práticas de sustentabilidade, segurança e paz. 

A CARTA DO IBRAM retrata a nossa pura realidade  em relação a ética, transparência, proteção, segurança e paz  das comunidades vizinhas das mineradoras; e ao mesmo tempo,  mostra o que é necessário fazer, em termos de prioridades,  o mais breve para atende-las e aprimorar  a mineração sob todos os aspectos. 

Acredito firmemente que a iniciativa brilhante do IBRAM, já apresenta  o impacto positivo com  ênfase da Mineração Nacional, uma vez que constamos esse fato.

Custo é um consumidor ferrenho de recursos das mineradoras e demais atividades industriais e precisa a âmbito competitivo de gestão severa e implacável praticadas por  gestores eficientes, aliando  tecnologia,  inovação e  controle para mantê-e-lo em condições competitivas. 

Isso só é obtido de forma eficaz, com experiência / know how, pessoal comprometido, treinado, preparado, habilitado  que entende de mineração em todas suas fases do macroprocesso  e   cadeia produtiva em si. Abrangendo desde  os cuidados  com segurança, meio ambiente,  pessoas, processo e tecnologia às  áreas de produção,  operação, manutenção, engenharia,  projetos, macro logística e suporte operacional - administrativo.

Existe ainda o outro lado estratégico que engloba serviços de comercialização, marketing, assistência técnica, sistemas de melhoria. Operações de  venda e entrega por CIF ou FOB. É necessário o monitoramento do market share e marketing avançado  com  equipes comprometidas, e  em consonância com a missão, visão, crenças, valores, proatividade, senso de dono, urgência, moral elevado, harmonia e melhoria continua. Para funcionar produtivamente.

A  educação e treinamento permanente não só mineradoras, mas na indústria nacional de transformação principalmente,   merecem uma atenção urgente. A nossa produtividade é 1/4 do americano na industria de transformação e a nossa taxa de de crescimento nesse setor é ainda nas marcas  dos anos 40,50 e 60.  Fazem  parte da macro estratégia de gestão empresarial, tanto das mineradoras, quanto demais industria. Identificar os riscos, a composição atualizada de custo e precificação dos produtos. Primando  pela  otimização e prioridades voltadas a redução de custo e  maior competitividade possível do core business. 

Essas iniciativas e a proatividade de gestão.Todas  integradas e embasadas nesses elementos. Fortalecem o avanço no market share e vão ao encontro da sustentabilidade econômica-financeira do negócio da mineração que atrelam ao macro sistema de gestão. Nas  mineradoras isso vai desde a  geologia, pesquisa, até a logística,  entrega do produto ao cliente - consumidor. Funcionam como um sistema.

O mestre visionário Eliezer Batista, responsável pelo crescimento da CVRD-VALE,  pregava que uma  mina sem transporte e logística é cascalho. Ferrovia sem carga é ferro velho. Navio sem frete  de cargas dos portos, é um barco pesqueiro;  

Outro fator muito observado na economia da mineração atualmente são os efeitos diretos, indiretos, ou colaterais relativos à  tudo aquilo que trata da distribuição dos lucros entre as esferas privadas e públicas. A  legislação tributária brasileira é complexa  e diferente dos países que concorrem conosco na  mineração e também outros segmentos. Os outros países levam vantagens competitivas  em relação à nossa atividade  em função do CUSTO BRASIL que tanto mencionamos.

Essa condição merece ainda muita comunicação, discussão, explicação e esclarecimento permanente para munir  as negociações, inclusive internacionais e posicionamento  dos  stakeholders e partes interessadas,   para estimarem, ou fazerem um universo  projeções para buscar um ambiente mais favorável de negócios, como existe nos outros países.

Fazendo   medição transparente dos custos e um robusto planejamento financeiro nessa ênfase. Assim como  avaliar  prazos diversos e  decisões importantes que geralmente atrasam e geram grandes dificuldades para as mineradoras, oque interfere nas tomadas de decisões oriundas do macro ambiente externo e outras atividades à curto, médio e longo prazo. Muitos projetos estão ficando às vezes pelo caminho, inviáveis. A legislação e normas aplicadas formam aspectos  complexos,  lentos em uma série de serviços e despesas  que  desmotivam o setor e seu crescimento. 

A ausência de recursos de uma comunicação bilateral de forma dinâmica e esclarecedora, penaliza o setor da mineração. Em síntese  não temos ainda uma política dinâmica para o setor . 

Devemos ressaltar que a atual ANM vem entendendo os problemas crônicos afetos às mineradoras e trabalham com iniciativas extremamente inovadoras. Isto é positivo; entraves e amarras  burocráticas que tratam das documentações, legislação da mineração, normas e procedimentos, sempre trazem o fator  tempo como  um problema emblemático, ou complicador . Temos situações às vezes com orientações e procedimentos dúbios que variam de estado para estado da união. Existe um grande projeto  de mudanças positivas na ANM , algumas inclusive em curso e outras propostas,  a serem consolidadas no que se refere fiscalização, licenciamento de projetos para instalação, operação, uso de novas tecnologias, etc. O alvo das iniciativas pelo visto, é  reduzir o excesso de   burocracia e simplificar os processos. Reduzindo o tempo e acelerando  o  efetivo funcionamento da operação de projetos das mineradoras, onde a demora das decisões e aprovações penalizam drasticamente o setor da  mineração. 

Por outro lado a crise na economia e a baixa movimentação do setor minerário. Deixou naturalmente  por um longo tempo de produzir cabeças mais experientes por falta de oportunidades de trabalho no setor da mineração e consequentemente a estagnação do  número de profissionais, líderes, técnicos e cientistas da mineração em atividade em função de baixa admissão de profissionais nas mineradoras, ou seja a  não formação de profissionais aptos na prática de trabalho e obtenção de  experiência e especialização das  profissões que servem a mineração, e principalmente as funções mais especializadas e qualificadas em níveis que as empresas precisam de imediato contratar e vão então enfrentar a falta de pessoas qualificadas e  a  competição de mercado juntas. 

Embora temos aí mais de 13 a 14  milhões de desempregados, e estoque da  mão de obra qualificada nos termos almejados pela indústria em geral é facilmente sugado se o aquecimento da economia chegar a 3,0% , afirma alguns economistas. A considerar que em mineração, ferrovia e siderurgia são atividades em que a especialização e aptidão para muitos cargos levam até 5 anos, e o Brasil está parado fazem 6 anos, mais de meia década não produzindo esse tipo de profissional qualificado desses setores. 

Os negócios simplesmente pararam e não geraram oportunidades durante mais de meia década. Nessa  condição  não está houve  reposição imediata dos profissionais que se aposentaram, ou que estão deixando a profissão de vez,  por motivos diversos em relação aos seus níveis de qualificação / experiência. Não produzimos novo capital humano por expansão das mineradoras e os outros segmentos industriais durante seis anos praticamente e caminhamos para sete anos, com um recuperação ainda tímida. A geologia que descobre minerais e metais está parada. 

Está  sendo gerado automaticamente um deficit /delta  de profissionais qualificados, experientes, já  adaptados  para o trabalho imediato. Dessa maneira é formado o  impacto  futuro da falta de qualidade do capital humano desejado, quando o mercado das mineradora e demais setores industriais estiverem  aquecidos  como um todo na economia nacional, considerando esses fatores mencionados.

Chamamos  isso no Brasil de apagão da mão de obra  qualificada. Observo, que tivemos Apagão de Mão de Obra  no aquecimento da economia  no início dos anos 2000. Vimos de perto que ocorreu a  falta de profissionais qualificados,  para preencherem  as milhares de vagas em todos segmentos empresariais / industriais do Brasil, inclusive nas mineradoras e siderúrgicas, exceto as que estavam em projetos e se adaptaram a tal situação; 

Os custos estão agrupados em duas categorias: custos fixos, tais como alocação de recursos, despesas corporativas(44,2°/o do total)e os custos variáveis ou dependentes(55,8% do total. Os insumos do processo e a contribuição para o custo total: diesel principal (20,2%), peças (9,5%), explosivos (7, 1 %), pneumáticos (5%) e energia elétrica (1,9%). Existe é claro, uma certa variação dependendo da tipologia de minério / metais explorado;

 Gestão de custos é essencial para a operação, gerando iniciativas em curso para melhorar a eficiência contínua  do processo. Devemos admitir que vem havendo esforços em treinamento e qualificação das pessoas, visando  melhor rendimento, segurança e novas tecnologias das mineradoras com o tema barragem, principalmente. Considerando,  que após o rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho, as  mineradoras  vem sendo duramente atacada e até por parte de leigos, mídia, segmentos políticos e outras esferas adversárias. Existe hoje a clara necessidade de investir em projetos de comunicação para lidar com esse cenário hostil. O uso de habilidade, segurança e experiência como pilares em comunicação com as  comunidades vizinhas são indispensáveis nesse momento tenso da história da mineração nacional; 

 Investimento em novos projetos, novas tecnologias focadas em segurança e sustentabilidade aumentam a confiança e a segurança do mercado, tanto da governança como dos stakeholders / todas as partes interessadas.  Um  amplo projeto de comunicação e liderança, para lidar adequadamente com as comunidades são iniciativas vitais. Ouvi-las, construindo  um clima de harmonia, sinergia e uma relação comunitária amistosa, através  da comunicação / fornecimento de informações seguras  com  ética, transparência e responsabilidade.  Essa  tem sido a orientação das maiores lideranças do campo da mineração nacional, tendo inclusive como  exemplo a CARTA DO IBRAM  com orientações e  iniciativas em curso desse  âmbito, conforme reitero; 

 Um grande trabalho conduzido com a mais pura ética e transparência abordando a mineração do futuro e o futuro da mineração tem sido muito elogiado sob a liderança, comprometimento, coragem  e orientações contidas na CARTA DO IBRAM. assinada por Wilson Brumer e Flávio Penido, homens de reconhecida dedicação e incansável trabalho competente em prol da mineração nacional; 

 Governança Corporativa será decisiva para nova política de segurança de barragens, dizem especialistas. 

O rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho  é a causa maior dos ataques à mineração nacional com geração de  certa insegurança e  confiança no setor.  Essa situação já esteve pior,  mais crítica e nervosa. Ficou  evidente esse cenário durante um certo tempo. 

Coube no entanto, o bom trabalho das lideranças da mineração nacional, visando reverterem tal situação com ética, transparência, união, comunicação, reconhecimento de falhas, empatia e esforços comuns. Seguindo uma visão coletiva sobre  essa questão  dolorosa, no que tange a mineração  do Brasil, e que levou ao trabalho de  recuperação da imagem global  da atividade, frente ao que  marca eternamente a história com os grandes e imensuráveis prejuízos ocorridos. 

Foram  dois rompimentos das barragens, Mariana e Brumadinho com elevado prejuízo ambiental e sobre tudo,  a lamentável e inesquecível perda de vidas humanas,o  principal. Havendo também, as vidas compreendias na fauna e  a flora,  também muito importantes. Tudo isso foi e está sendo muito divulgado  por um bom tempo nos canais e veículos de comunicação, mídia e redes  sociais. Um celular mais simples  que seja faz imagem, vídeo, arquivos e áudio. Relatam fatos concretos e inegáveis com  grande repercussão. São até prova documentais do que roda no mundo jurídico.

Vivenciamos a dor de  familiares,  comoção, o lamento, sofrimento e trauma das famílias e comunidade com os prejuízos de toda ordem.  No interior as pessoas se conhecem mutuamente (umas às outras) . O número de mortes em Mariana e Brumadinho é bastante  doloroso, reitero;   e sentido na população, porque elas se  conheciam em grande parte. Existia na comunidade um  grau alto de  parentesco  com muitos  casamentos entre primos, comum nos interiores de Minas Gerais. A perda de entes queridos de Mariana e Brumadinho é lamentável,  chocante, e entra para uma parte triste,  da história da mineração nacional. 

 Acredito firmemente que um projeto de educação voltado a aproximar a mineração das pessoas e as pessoas da mineração é fundamental no momento com a participação das crianças. 

 No início dos anos 90  sem Internet, celular. e-learning. Nós  conseguimos aproximar a Estrada de Ferro Carajás da comunidade de Parauapebas e a comunidade de Parauapebas da Estrada de Ferro Carajás. Transformamos a Asfep - Associação dos Ferroviários de Parauapebas, o clube  da  VALE em um centro de atividades múltiplas. Passou a ser não  só o clube de lazer e prática de esportes. A Associação dos Ferroviários de Parauapebas, assumiu o caráter educativo da comunidade, ou seja um veículo, ou instrumento de comunicação e integração com a comunidade. Fui duas vezes presidente da Asfep e fomos reconhecidos  na cidade por esse trabalho inovador e de grande reputação regional em função da reciprocidade com a comunidade local. 

Na sede do clube havia uma série de atividades de educação e treinamento, executada por voluntários. Os temas, focavam:  Educação Ambiental, Campanha de Economia de Energia, curso de matemática financeira e instruções técnicas de cuidados com hortas comunitárias e plantio de árvores. Fui voluntário dessas coisas com todo prazer e dedicação. Fazia parte também da minha função de gerente técnico de administração e apoio logístico da base ferroviária - 8o distrito. Fortalecer permanentemente o diálogo com a comunidade, integração e potencialização do capital de imagem, reputação e marca da CVRD - VALE.  

A participação de empregados líderes e  liderados em  voluntariado na comunidade agrega um grande valor, repito;  no  capital de marca, reputação e imagem das ferrovias e mineradoras. A comunidade passa a ver os  empregados de forma respeitosa. Associando essa postura  e identidade com as  mineradoras e ferrovias em que trabalham. Mostrando que a mineração e a ferrovia no caso, estão presentes. Representadas diretamente no ambiente  pelos seus líderes e liderados. Isso gera um campo de empatia, respeito e convivência amistosa e harmoniosa  com a comunidade / do ambiente externo, onde a empresa sempre é lembrada como  vizinha. 

 O capital comunitário de uma mineradora ou ferrovia encontra sempre uma força de crescimento justamente  em relação com a interação com a comunidade nessa ênfase  de forma simples e objetiva. Muitas empresas pecam em cobrar, pressionar exigir o trabalho voluntário de seus empregados. Não vai funcionar,  ser voluntário é ter motivação intrínseca, é 100% voluntária e não combina com pressão; 

 Em uma cidade principalmente, as menores dos interiores que sediam as mineradoras e ferrovias. Elas são muitas vezes a base não só da economia, como influentes na cultura e capital comunitário. Os empregados são então respeitados pela força da economia e outros fatores que enaltecem essas empresas. 

As crianças querem nesse ambiente imitarem a profissão dos pais, porque carregam o moral elevado e são bem vistos na comunidade. Todos querem trabalhar nessas empresas. As cores do uniforme e da logomarca, são imitadas em uniformes das empresas locais, a  cor de muro do comércio e outras empresas da cidade idem. 

Os carros das empresas com a logomarca delas, circulam / transitam na cidade e elevam a importância dessas empresas e a imagem de eficiência delas. O que o  empregado aprende em seu trabalho, ele multiplica em sua casa, vizinhança e círculo social. 

A empresa é um centro de ensinamento, aprendizado, transmissão de conhecimento e valores. Existe um capital comunicacional elevado nessa relação e as empresas devem saber aproveitá-lo, ampliá-lo e melhorá-lo. A comunicação é a ferramenta e orientação chave. Porque é toda capaz  de formar estrategicamente uma condição avante e bilateral. 

Só a comunicação pode também preparar os  líderes e liderados. Educá-los e treiná-los para se unirem aos  lideres e liderados da comunidade. Assim poderão de forma  orgulhosa participarem de projetos coletivos importantes. Podem tornar embaixadores na empresa e da  comunidade unidos, eliminando ruídos de comunicação, defendendo interesses comuns. Valorizando as empresas pelo cumprimento da compliance e primando por uma convivência ética, transparente de responsabilidade social e ambiental mutuamente na comunidade em que estão inseridas. Jamais poderá faltar coragem nos líderes.

“Coragem é a principal qualidade de liderança, em minha opinião, não importa onde ela é exercida. Normalmente isso implica algum risco - em especial nas novas empresas: coragem para iniciar e para permanecer.” (WALT DISNEY)

A comunicação é o  elemento potencial e  base ao mesmo tempo  que une as pessoas, o capital humano aos projetos de aumento de capital comunicacional unido ao capital comunitário e toda  força de coesão para promover o Desenvolvimento Sustentável, crescimento da economia local nessa direção avante. 

 A comunicação, liderança e empatia fazem  parte do processo que prepara as pessoas para as mudanças, e  as mudanças para as pessoas . A tendência é termos empresas e comunidades mais coletivas e unidas  no século XXI. 

Principalmente  mineradoras em razão dos projetos e objetivos do Futuro da Mineração e Mineração do Futuro e toda preocupação com a segurança e compromisso com as  comunidades de  eixo de operações das  mineradoras. 

Os seres humanos, as crianças, os estudantes, os novatos das empresas,  os filhos e as comunidades em geral, todos  aprendem por imitação. 60 a 70% dos filhos escolhem as profissões de seus pais. Todo projeto que prospera tem pela frente o comando de  líderes exemplares, corajosos, éticos, dedicados e trabalhadores.

 Os liderados imitam os líderes e com isso, os líderes alcançam seus objetivos pela força da união de esforços, talento, trabalho e cooperação mútua. Uma comunidade, uma empresa, uma família  só desenvolve, cresce e prospera com  lideres de exemplaridade, humana, social e profissional. Aliando o seu  poder de comunicação, empatia, honestidade, ética, valores e moral.

 É importante que o líderes das mineradoras e das comunidades criem alianças, para diversificarem as economias locais, não deixando-as atreladas somente a dependência da Economia de Royalties / CEFEM. Devemos ser claros, éticos e transparentes na comunidade, através de uma comunicação séria e responsável estrategicamente por feedback a fim da  mobilidade delas. 

Na economia global e mutável corremos  o risco de vermos as mineradoras anoitecerem operando e amanhecerem fechadas. Eliminado os empregos da cidade e renda preponderante. Levando a economia local ao caos com  problemas sociais e financeiros  de toda ordem, inclusive a falência municipal. O comércio entra em colapso e a inadimplência alcança patamares insustentáveis. A massa salarial passa a não circular na economia local e cria um verdadeiro quadro de falência ou golpe duro na economia. 

A Economia de Serviços o e turismo principalmente pode ser a solução ideal. É a saída para diversificação da economia sustentável,  após  estudo creditado de identificação de oportunidades e a vocação de desenvolvimento econômico local.  O minério pode acabar um dia, o serviço não. Esse é um raciocínio balizador  para o que fazer, como fazer, porque fazer, quais os riscos, o valor investimentos, etc. 

Isso é para projetar alternativas econômicas, fortalecimento  e ampliação da economia local. Essa é uma  tarefa cidadã com a participação das mineradoras, suas  lideranças e das comunidades locais unidas com  autoridades locais também. Essa  é a busca do desenvolvimento sustentável que centenas de cidades  já conseguiram  prosperam e que é  para imitá-las e copiá-las. Não é vergonha nenhuma;  imitar, copiar ou importar o que faz sucesso e dá resultado. Essa é na realidade a ação inteligente, produtiva,  assertiva e não tem nada de mal nesse feito, ou seja;  copiar o que é produtivo.

CAPITAL COMUNITÁRIO - PROJETOS COMUNICACIONAIS - OPERAÇÕES SUSTENTÁVEIS - A VALORIZAÇÃO DA CULTURA LOCAL - O POTENCIAL DAS  COMUNIDADES E TODAS AS RELAÇÕES DE INTERESSES COMPARTILHADO - EMPRESA CIDADÃ - COMUNIDADE  E PATRIMÔNIO DE CAPITAL DE RELACIONAMENTO E INTEGRAÇÃO   - O TRABALHO VOLUNTÁRIO DOS LÍDERES

 "As  mineradoras precisam permanentemente de alianças nessa diretriz  competitiva e  produtiva que visa eficiência, atualização de conhecimento e manutenção da competência das pessoas, processo, tecnologia, novos projetos, estratégias  e engenharia de vanguarda." (Eliezer Batista).

Os EUA e Rússia embora diferentes politicamente e inimigos na Guerra Fria. Desenvolveram projetos científicos e  grandes pesquisas espaciais juntos. Obtiveram vários conhecimentos unidos pela ciência.  A concorrência e as diferenças possuem um determinado limite e há  espaço e segurança, para o melhoramento unidos em um universo de projetos de  melhoria. Acredito que no futuro próximo poderemos ter as Alianças de Negócios. As mineradoras, as ferrovias, as siderúrgicas e portos caminham para alianças neste sentido e isso gera uma frente mútua de iniciativa avante. Possibilitando  a divisão de  custos de pesquisas. São iniciativas que também fazem crescer o ambiente de negócio, confiança e respeito mútuo entre os concorrentes, unidos pelo crescimento científico.  A tal espionagem industrial, tão temida no passado, já está fora de moda (Eliezer Batista) 

As empresas no futuro, tendem a ser mais coletivas, sob diversos aspectos, inclusive de alianças estratégicas. É uma maneira inteligente  de crescer. O Intercâmbio e a troca de Informações para aprenderem um com outro de uma forma coletiva  é possível. As  mineradoras no caso, podem ganhar vantagens  estratégicas. Ficando mais  fortes, competitivas e aprendendo cada vez mais compartilhadamente de forma sustentável com um  determinado know how-padrão. Tenho visto muita gente chamar  isso de  operações verdes sustentáveis da mineração, quando referimos ao tema sustentabilidade delas. Isto é fantástico! (Eliezer Batista)

 “A mineração, biodiversidade e outras atividades modernas associadas à nanotecnologia vão crescer juntas . O futuro vai estar nisso. Nós temos grandes cientistas. É fundamental que façamos investimentos em   pesquisas, ciência, inovação e tecnologias dirigidas para fortalecer a ciência da sustentabilidade dos negócios. Acredito no potencial de nossos engenheiros, administradores, economistas e todo tipo de profissionais da mineração, ferrovia, porto, siderurgia  e agronegócio. Muitos precisam de oportunidade para mostrarem o talento. Na VALE formamos grandes equipes, sem equipe, não chegaríamos onde chegamos" (Dr.Eliezer Batista)

"Mudanças geram resistências, mas os lideres e gestores existem para  para administrarem as diferenças. Eles vão em frente,  promovendo essas mudanças com entendimento, comunicação, confiança, experiência, habilidades e segurança. Com entendimento, boa vontade e valoração do coletivo as empresas tendem a crescer.(Eliezer Batista)

"É fundamental que criem universidades corporativas unidas cientificamente  às demais universidades estaduais, federais e particulares. Esse projeto pode funcionar como  uma rede de produção científica, seminários,congressos e treinamentos compartilhados. (Eliezer Batista) 

A produção de conhecimento alcança uma escala notável. Porque o ambiente é de comunicação maciça sobre os temas de uma forma unida pela prática do negócio;  muito direta, no  que se refere a mineração e o ambiente de negócio correlato. Uma mineração, por menor que seja  tem um processo variado e  às vezes meticuloso. Nesse detalhe está a chave de aumentar o conhecimento de gestão, ciência do negócio, tecnologia,   soluções e alternativas. O rejeito e nanotecnologia  entram nesse rol (Eliezer Batista). 

A ênfase é o aprendizado por uma filosofia operacional sustentável da mineração. Os empregados de todos os níveis das mineradoras  que lidam com as operações diversas participando e cooperando com a visão prática de seus processos. O capital  humano , o capital operacional, devem ser ouvidos;  do mais simples operador ao mais graduado engenheiro. Multas ideias e sugestões práticas e inteligentes saem  dessas pessoas. Elas precisam de oportunidades para estarem engajadas e valorizadas com o orgulho. Participarem dos projetos diversos. Existe um amplo campo de pesquisas de rejeito, economia de água, energia e modus operandi. O aprimoramento e know how,  que asseguram a mineração sustentável, competitiva, moderna e lucrativa"."   (Eliezer Batista)

"Hoje o conhecimento é facilmente ultrapassado e o nível de obsolescência  é altíssimo. Na mineração a gestão de rejeito, ecoeficiência correlata ao gasto de água, eficiência energética, energia alternativa exigem projetos sustentáveis e coesos com base em visão sistêmica do core business e os riscos envolvidos.  Redução de Custo, operações verdes,   segurança  das pessoas e uma boa relação com a comunidade são considerações necessárias, juntamente com o respeito bilateral, através de uma comunicação cada vez mais eficaz. A comunicação em várias empresas é uma  questão mandatória. As empresas sem esse pensamento não se sustentam. O desenvolvimento só pode ser sustentável e a harmonia com stakholdres é a base de toda e sinergia empresarial próspera (Eliezer Batista) 

O empresariado têm amadurecido bastante. No Brasil temos uma juventude já bem tecnologista em função do que estamos vivendo. Temos  engenheiros, administradores, economistas e outros profissionais de larga experiência, principalmente na mineração,  ferrovia,  portos, siderurgias, navegação e agronegócio. Tanto na VALE e na Caemi formei grandes equipes de nível internacional. A experiência é fundamental para liderar, transmitir conhecimento e valores. Essa visão da mineração sustentável com transparência e harmonia é fundamental. Muitos  herdaram  o  pensamento holístico e sistêmico que formataram a nossa visão de fazer a  VALE grande e gigante na logística do minério de ferro. Outras empresas também,  assimilaram essa visão, inclusive concorrentes (Eliezer Batista) 

Desde a época de Juracy Magalhães, eu junto com outros engenheiros da Estrada de Ferro Vitória Minas, em um dia de muito sol em Valadares, queimávamos a pestana, estudando metalurgia do trilho. Era um estudo desafiador, porque  cada um, queria formular um conceito, mais sólido que o outro, mas tudo de forma amistosa e coletiva. Finalizada a reunião,  do nada, saíram outros assuntos. Nós enxergamos a VALE de verdade, porque o minério de ferro tem baixo valor, a escala de exportação sim;  compensa, porque o volume é grande, mas só isso não basta. Uma mina sem transporte - logística é cascalho, uma ferrovia sem carga é ferro velho. E depois lá pelos anos 70, vi que um navio sem cargas ou fretes  vindo dos portos; é um barco pesqueiro. Tínhamos de ser altamente  eficientes e competitivos na operação da mina, ferrovia, porto e navegação, a logística como um  todo,  calcada em  pensamento sistêmico, holístico  e macro logístico, para crescermos. Isso ocorreu  pelo alto grau de profissionalismo de nosso pessoal e o trabalho em equipe, que sempre venceu grandes desafios como Carajás e outros (Eliezer Batista)    

Tudo que temos, provém da mineração, que são os minerais transformados. A água é mineral, o petróleo também. A mineração está na saúde, computador, agronegócio, remédios,  carros, aviões, automóveis, informática, celular em tudo há mineração. 

Vejam que vão falar muito, e buscar grandes soluções, vantagens e apoiar na nanotecnologia no século XXI. A mineração é fonte de conhecimento, ciência, tecnologia, pesquisa, solução e inovação” (Dr.Eliezer Batista). 

"Caminhamos para descoberta de meios científicos sustentáveis para aproveitamento do rejeito da mineração, uma coisa que precisa ser trabalhada. Nós passamos pela revolução agrícola, industrial, informática e estamos na ambiental. Acho que as mineradoras unidas em prol da sustentabilidade e otimização vão buscar em breve um intercâmbio cientifico entre escolas corporativas, particulares, federais, grupos de estudos científicos e seus empregados locais. para estudarem  de forma integrada. A Nanotecnologia é uma vanguarda  interessante" (Dr.Eliezer Batista)

Não há outra saída para a indústria da mineração, que não seja integração nas boas práticas que possam ser trabalhadas de forma comum entre as mineradoras. Capacitando-as para enfrentar o que está por vir. Desta forma se fortalecem mutuamente com vantagens múltiplas. Por exemplo: a pulverização dos custos de informações sistematizadas, armazenadas e organizadas por um robusto banco de dados de pesquisas unificadas. Habilitando a produção de novos conhecimentos, entre as mineradoras com viés tecnológico comum. Os custos com determinados tipos de serviços de consultorias podem ser reduzidos entre elas. Podendo anexar ainda a indústria de transformação como parceiras. Os custos divididos viabilizam esta iniciativa. Vira e mexe têm acadêmicos, professores e empresários inteligentíssimos me mostrando temas de pesquisas e novas ideias. Isto é extraordinário!".(Dr.Eliezer Batista)  

"De imediato, plantar árvores é uma medida saudável, para minimizar os efeitos climáticos, e é uma coisa que ando fazendo em meu sítio. As energias renováveis, energia solar, fotovoltaica e outras, são alternativas de grande importância e valor. Os investimentos nesse negócio podem dar muito retorno. Mas isto não vai ter amplitude imediata. A Educação Ambiental, projetos de recuperação de áreas degradadas, reforço da mata ciliar e as cristas dos morros, para conter a erosão e o assoreamento dos rios e nascentes, são medidas simples, de baixo custo, mas de grande avanço e resultados. São projetos que recebem apoio popular, simpatia, mobilização e participação das comunidades unidas. São iniciativas a incentivarmos pelo Brasil afora e as mineradoras não podem ficar de fora dessas iniciativas de forma alguma (Eliezer Batista) 

Sebastião Salgado faz um trabalho de recuperação de nascentes e áreas degradadas em Aimorés-MG, que tiro o chapéu. É um centro de conhecimento científico de recuperação das águas e nascentes que andaram sumidas pela agressão ambiental, e voltaram com o seu trabalho inteligente e sustentável. O que me preocupa é que sem as árvores, não há florestas, e sem florestas não há água. Nós devemos pensar nisso de forma estratégica e competitiva, porque toda indústria de transformação e algumas outras modalidades, que geram emprego e renda, nunca vão funcionar sem água.

O meu pai por exemplo, tinha uma indústria pequenina, uma selaria e precisava de água, para tratar o couro para fazer arreatas das cangalhas. Desde os 6 anos de idade eu vi o carinho que ele tratava a nascente que saia em forma de bica ao lado da cozinha de nossa casa em Nova Era. Cresci herdando essa visão que o  meu pai me educou para o uso, conservação e carinho  com a água. Hoje eu faço o mesmo, em minha propriedade rural.    

A  disponibilidade do insumo-industrial-água é um diferencial competitivo, Nenhuma indústria vai optar pela sua implantação, onde a água é cara e escassa, ou  possuir algum tipo de risco de  interrupção e  indisponibilidade do fator água na indústria. 

Veja que passamos por uma crise hídrica no Brasil  que faltou alimentos, a inflação se aguçou. O preço de energia elétrica foi nas alturas.As escolas, hospitais tiveram sérios problemas de higienização. As indústrias produziram menos, os reservatórios atingiram níveis críticos. Os custos de produção subiram. Foi uma mostra dolorosa do que significa a baixa disponibilidade de água em nossa vida. Sem água tudo fica travado.

O Brasil detém 12% das reservas naturais de água do planeta. Mas somos péssimos gestores das nossas águas, campeões globais em desperdícios, poluição de rios e oceano. Essa situação precisa ser revertida com investimento em um projeto de nação para a  educação ambiental e sustentável. Um projeto amplo com seriedade e disciplina em todos os níveis da população, escolas, indústrias, comunidades e segmentos em geral. Devemos colocar isso em pauta de  uma forma urgente. O governo, a iniciativa privada e as lideranças em geral, unidas e  integradas  devem trabalhar essa questão o mais rápido  (Dr.Eliezer Batista) 

"O desenvolvimento só pode ser sustentável e o negócio da mineração está justamente na capacidade de operar com esta filosofia. Investindo em pesquisas, capital humano e eficiência energética, ação esta que reduz custo e aumenta os ganhos. A competitividade estará cada vez mais acirrada. O pensamento sistêmico e holístico, educação, treinamento e ações criativas são indispensáveis para fazer a diferença, decidir e criar estratégias desenvolvimentistas e modernas para chegarmos no futuro com menos dificuldades nos negócios." (Dr.Eliezer Batista)  

"As mineradores precisam das comunidades e as comunidades precisam das mineradoras, para melhorarem a economia local, gerarem emprego e renda. Isto atrela a melhoria da educação e saúde de muitas crianças do Brasil, que fazem parte deste ecossistema e engrenagem sócio econômica. Os pais das crianças, muitos deles, depende do emprego da mineração e sustentabilidades diversas: ambiental, financeira, econômica, competitiva, tecnológica e regional, para melhorarem o nível sócio econômico. 

O que o empregado aprende de positivo na empresa, ele transmite para vizinhança e grupos sociais que formam a população local. Melhoram o perfil cultural de um lado e aumenta a capital comunitário das mineradoras do outro. Portanto, os líderes são para criar projetos novos e diferentes com entendimento bilateral, harmonia e comunicação. Encorajando as pessoas, melhorando a auto estima local, na realização de algo importante. Criando a cooperação entre as partes. Formando um clima amistoso e de forma que todos cresçam juntos, em uma só atmosfera de valores. Mudanças vindouras e desenvolvimento múltiplo. A comunicação é a força vital destes objetivos, é o elemento unificador" (Dr.Eliezer Batista)

"O mais importante da vida, neste pensionato, que chamamos terra é deixar uma obra, grande ou pequena. Não importa. As pessoas precisam da gente, e temos de ajudá-las" (Eliezer Batista)

“Tudo aquilo que conseguimos realizar foi graças à ajuda de outras pessoas.” (Walt Disney).

"Não há como chegarmos ao sucesso sem o trabalho em equipe¨(Eliezer Batista)

“A felicidade só pode ser alcançada, pela ação conjunta de todos” (Akio Morita – fundador da Sony e amigo particular de Eliezer Batista)

"Akio Morita, foi  amigo particular. Foi para mim, uma das pessoas mais extraordinárias e iluminadas que o mundo já viu. Refiro sua humildade incomum, humor, criatividade, hospitalidade e ao mesmo tempo ter uma paixão de pai, pelas crianças de seu país. Ele tinha um brilho nas palavras, que se misturavam em otimismo, liderança e confiança. Era um homem simples, diferente e de muitas qualidades. A humildade dele cativava as pessoas para o resto da vida. 

Tinha vasta cultura, era um ser humano extraordinário. Como dono, co-fundador da Sony, e seu principal executivo, foi um empresário exemplar. Era um físico auto ditada, formado na marinha de guerra japonesa como excelente aluno. Era inventor, especialista em recursos humanos, marketing e miniaturização de aparelhos eletrônicos . Ainda nos anos 50, defendia a produção de eletrônicos menores (miniaturizados) por consumir menos matéria prima e gerar menos lixo. Uma mentalidade sustentável que muitos ainda não entendem em pleno século XXI , e que ele foi "professor disso" há mais de 60 anos atrás". Ele me dizia que : todos nós humanos, as crianças, os estudantes, os atletas e novatos nas empresas aprendem por imitação. 60 a 70% dos filhos escolhem as profissões  dos pais." 

Entendia que nas empresas os liderados imitam o líder e fazem juntos a transmissão dos valores e cultura da empresa. A   empresa de prosperidade  e evolução exemplar, sempre  esteve com uma relação direta com a qualidade do caráter,  profissionalismo, exemplaridade,  competência e reputação de seus líderes. 

Por isso na Sony, ele sempre quis líderes dentro e fora da empresa. Admirava os que faziam trabalho voluntário e lideravam os projetos corporativos internos  de crescimento humano e profissional"  (Dr.Eliezer Batista) 

" O homem não vive sem os produtos da mineração. Os minerais transformados estão na saúde, Internet, computador, agronegócio, carros, aviões, automóveis, informática, celular, produção de alimentos, remédios, etc. A mineração está presente na vida das pessoas. Vão falar muito daqui para frente e buscarem cada vez mais a nanotecnologia no século XXI. A mineração é também fonte de desenvolvimento, conhecimento, ciência, tecnologia, pesquisa, solução e inovação" (Dr.Eliezer Batista) . 

Em 2018 o Dr.Mendo, engenheiro Presidente do Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia da  ACMminas,  falecido agora em 2019 teve sempre o Dr.Wilson Brumer, vice presidente , ex-presidente da VALE e outras grandes empresas como aliado. Eles se notabilizam pela competência e humildade.  Donos de  um grande trabalho em prol da mineração nacional. Conversei vária vezes com o Dr.Mendo, que não gostava ser chamado de Doutor. Quando ia nos abraçar ao cumprimentá-lo, se  notava que estávamos com  os nossos óculos dependurado no peito. Ele avisava:  "tire o óculos daí, se não vou amassá-lo".  Sempre otimista,  e de energia incrível! Sempre tinha também, uma palavra para mim: "Olha gostei do que escreveu sobre Carajás". 

Assim  em 2018,   um dia na ACMminas, onde  Dr.Mendo chegava sempre mais cedo, me disse entre o nosso café e o pão de queijo espetacular da casa feito pelo Sr.Zezito, ele disse, já bem perto do elevador da Acminas: "foi da mineração subterrânea que surgiu o aprimoramento  elevador. O elevador é uma das maiores invenções da história da humanidade. Por que? Ele deu uma grande contribuição para economia de utilização do espaço horizontal da superfície. Os elevadores são as almas funcionais dos prédios / edifícios do mundo inteiro para acomodar a população do planeta, a civil e de serviços . Somos  de 7,6 bilhões de pessoas hoje. Isto é fantástico, para a vida do homem nas cidades e a valorização da geografia humana. 

Se não fossem os prédios / edifícios a ocupação da superfície seria muitas e muitas vezes maiores;  e com muito mais problemas. Os elevadores são minerais transformados (metais) os prédios, edifícios são construídos com ferragem, brita (mineração) o vidro veio da areia.   Em 1500 a.C, os egípcios já utilizavam rudimentares elevadores para elevar as águas do rio Nilo, através de tração animal e humana. A partir daí, com a Revolução Industrial, principalmente, essas formas de tração foram sendo substituídas pela energia do vapor e logo após, pela eletricidade.   Portanto, mais um exemplo de que a mineração contribui com a humanidade." (Dr. José Mendo)  

Aqui tem um problema muito sério com relação à educação. O problema principal da educação é você mudar a cabeça das pessoas. Por exemplo, em Harvard, no MIT (Massachusetts Institute of Technology), há uma cadeira que eles chamam de ‘mind set’, quer dizer, a cabeça da pessoa. Você muda essa cabeça desde criança, porque o raciocínio do homem moderno não é mais o raciocínio do homem de 30 anos atrás. Não é mais Descartes [René Descartes, filósofo francês]. É geometria fractal, Teoria do Caos. É botar ordem na desordem. A cabeça é diferente. Se você não muda a cabeça das crianças desde cedo elas continuam pensando como antigamente.

 O conhecimento científico precisa ser difundido. A gente tentou muito difundir isso como conhecimento, mas a floresta, aqui entre nós, ainda tem uma coisa da cultura ibérica. Alguém disse, na cultura espanhola, que em uma certa época era possível ir dos Pirineus até Gibraltar, se fosse um macaco, de galho em galho. Hoje, um terço da Espanha é praticamente deserto, com um processo célere de desertificação. (Eliezer Batista)

Com as dicas de Dr.Eliezer criei um Projeto de Universidade ou Centro de Educação e Treinamento Corporativo, anexando o crescimento humano, social e profissional sempre com base no inicio de sua carreira na Estrada de Ferro Vitória Minas ainda nos anos 40 e adaptando ao que temos hoje. 

De minha parte associei as experiências que tive como gestor na Estrada de Ferro Carajás e principalmente na missão me dada como gestor de   aproximar a Ferrovia Carajás da comunidade de Parauapebas e a Comunidade de Parauapebas com a Estrada de Ferro Carajás.

Acredito que ele simpatizou com isso, porque fazia em parte,  reviver o início de sua carreira, ou seja a fase que passou à campo na Estrada de Ferro Vitória Minas e lutou para dar educação, melhor qualidade de vida aos ferroviários e as suas famílias. Ele funcionou na época como  Engenheiro Chefe de Via Permanente-Mestre-Líder-Educador nos anos 40. 

"O futuro das organizações - e nações - dependerá cada vez mais de sua capacidade de aprender coletivamente. Organizações aprendem apenas através de indivíduos que aprendem."  Se o gerente de linha não for inovador, a inovação não irá ocorrer." Peter Senge

As experiências de instrutor de treinamento multiplicador da Qualidade  Total e literatura de Edward Deming da Juse foi o conhecimento que adquiri e me moveu para a vida de pesquisador e instrutor de treinamento, hoje essa palavra virou coach, e  está muito marginalizada, banalizada  e depreciada no mercado do Brasil, em função dos maus profissionais, ou seja;  a grande banda podre. Mas o coach e coaching é uma profissão nobre e crescente nos países desenvolvidos pelo profissionalismo, ética e principalmente,  de como os  os governos sérios e de países evoluídos organizaram e  regulamentaram a profissão. No Brasil faz anos que prometem que vão regulamentar. Mas nunca regulamentam.

O Made in Japan de Akio Morita, que ganhei do Dr.Eliezer, mostra que quando existe educação nos líderes exponenciais e trabalhadores, a exemplo do Japão Existem famílias, empresas e nações trabalhadoras e exponenciais, porque os liderados imitam os líderes pelos exemplos. Nessas relações humanas crescemos e melhoramos continuamente, é a filosofia Kaizen do povo japonês. Retrata, união pelo comprometimento, alianças e determinação das pessoas. Exemplaridade, união entre líderes e liderados é o caminho da prosperidade. “Todos aprendemos imitando, como crianças, como estudantes, como novatos no mundo dos negócios. E então crescemos e aprendemos a misturar nossas habilidades inatas com as regras ou princípios que aprendemos.” (Akio Morita).

 A nossa crença maior, é de que o lucro não pode ser a qualquer custo. É mandatório respeitar a segurança das pessoas, ouvi-las, cuidar do meio ambiente com coragem e transparência, às luzes das melhores e mais seguras práticas operacionais. Corretas, sustentáveis e responsáveis. Não aceitar a ocultação de riscos. Reprovando tudo aquilo que vai contra a consonância desses valores. O nosso capital ético é tudo. O meu compromisso e da minha esposa, parte dessa condição e personalidade. No dia em que não pudermos mais exercer essa conduta de valores e determinação das nossas empresas e do nosso instituto, nós saímos do mercado.