Rowan de Araujo en PROFISSIONAIS EM ADMINISTRAÇÃO, Profissionais Administrativos, Recursos Humanos Gerente Interino, Coordenador, Supervisor Geral 26/11/2018 · 5 min de lectura · 2,9K

O Gerente do século XXI está sendo um operador de mudança corajoso para criar, decidir, liderar holisticamente e coletivamente. Preparando as pessoas para o sistema e o sistema para as pessoas, focado na produtividade, competitividade, eficiência e lucro

O Gerente do século XXI está sendo um operador de mudança corajoso para criar, decidir, liderar holisticamente e coletivamente. Preparando as pessoas para o sistema e o sistema para as pessoas, focado na produtividade, competitividade, eficiência e lucro

A Administração ou Gestão é a ciência social que estuda e sistematiza as práticas usadas para administrar. O termo "administração" significa direção, gerência. Ou seja, é o ato de administrar ou gerir negócios, pessoas ou recursos, com o objetivo de alcançar metas definidas. 


Vivemos em uma economia de negócios globais e mutáveis, cheia de riscos. Há mais risco que oportunidades. O câmbio oscila, as estratégias mudam, os projetos são alterados e as leituras dos cenários, nem sempre saem como o imaginado para subsidiar os diretores e gentes para grandes decisões. 

O mercado está sempre nervoso, gerando uma alta carga de estresse exigindo  saúde emocional e física. Os riscos de ontem estão exponenciados hoje. Possuir uma forte Gestão de Risco e Mudança, se torna imperativa para conviver nas turbulências que atingem as empresas do mundo inteiro. Muitas empresas não estão preparadas ou munidas de recursos para enfrentá-las e quebram pela falta de competitividade.   

As empresas vão operar com menos pessoas,  mais sistemas inteligentes, alta tecnologia, robotização, inteligência artificial e automação como uma tendência global de alta produtividade, os que não adotarem esta forma de competir e produzir, vão desaparecer do mercado, não se sustentarão, porque a margem de lucro está ficando cada vez mais comprimida. A saída está em projetos de aumento da produtividade como estes. Isto  provoca a grande mudança no que tange as pessoas, lideranças, comunicação, planejamento, estratégias, educação, treinamento, otimização de processos com o uso e o gerenciamento de tecnologias avançadas. 

Projetos e retrabalho custam caro, os acionistas  autorizam investimentos somente naquilo que der retorno. Os gerentes ficam muitas vezes em posição de decisões sérias, e são vistos como atiradores de elite,  não podem falhar em projetos. Se geram prejuízos é uma situação inaceitável que implica em perdas de dinheiro e  estarão dando o atestado de incompetência; vão ter de deixar a empresa, esta é a pura realidade do mundo corporativo que temos hoje. Não existem metas frouxas, as metas e objetivos são arrojadas e desafiadores. 

O gerente para dominar a gestão do negócio terá de ser mais tecnologista e ao mesmo tempo executar a função de coach, líder,  comunicar com eficácia, tomar  decisões, educar e treinar a sua equipe com projetos de pedagogia empresarial  e  inserção de uma filosofia coletiva de trabalho. As empresas  só vão funcionar e prosperar, se tiverem um gerenciamento holístico, coletivo e com ambientes colaborativos com pessoas altamente qualificadas. Não há outro caminho. 

Uma condição fundamental para o sucesso da empresa é ter um projeto amplo de comunicação forte e estruturada  que abrange inclusive os empregados terceiros, seguida  de um programa gestão de pessoas / capital humano, forte organização e gestão do conhecimento munida de plano de carreira e sucessão substanciado em educação, treinamento, preparo , liderança e manutenção da competência alinhada com os valores da cultura organizacional e corporativa. 

Dependendo do porte da empresa a universidade corporativa é uma ferramenta indicada para organizar o conhecimento e criar um banco desta natureza de uma forma sistematizada para compartilhar o conhecimento de acordo com o seu interesse. O foco desta prática é dentro do possível o conhecimento e produzir novos conhecimentos para assegurar o know how competitivo, domínio tecnológico  e sustentabilidade do negócio. 

O planejamento estratégico: missão, visão, crenças, valores e ética, são elementos de motivação, moral, liderança e condução do orgulho que molda os profissionais e se transforma em energia, produtividade e eficiência. Uma ação inteligente é a utilização de empregados exemplares prestes a se aposentarem capazes de transmitir e multiplicar valores organizacionais, funcionando como coches,  no planejamento,  produção, operação, manutenção , projetos, engenharia, controle, SSMA, sustentabilidade, ecoeficiência e  suprimentos. Eles devem passar por treinamentos de didática para uma maior instrumentalização e capacitação de ensinar. Esta iniciativa funciona como um processo prático de educação e treinamento quotidiano. Vai  economiza em treinamento de fonte externa e mais; com uma grande vantagem; porque é todo centrado em prática maiúscula e teoria minúscula de aplicabilidade no trabalho. Os ganhos serão muito maiores.  

O plano de sucessão consiste em não limitar sua visão ao curto prazo, e sim futuro  e sustentabilidade da marca, negócio, capital operacional e know how competitivo. Um plano de sucessão é multi utilizado para quando um empregado diferenciado resolve sair,   render menos ou perder a motivação, o que torna necessário a mudança por outros profissionais mais habilitados e adequados ao cargo. Quando há plano de sucessão que funciona, minimiza-se os riscos de surpresas e impacto no rendimento da produtividade e na gestão da rotina, devido aos motivos citados. Esta é mais uma justificativa que mostra que é  crucial o desenvolvimento de talentos e uma forma ativa de gerenciar o conhecimento, o capital humano, para te-lo mais forte, competitivo, produtivo e decisivo para o futuro da empresa. 

Os líderes competentes respeitam o passado e estão atentos aos problemas do presente. Jamais deixam de enxergar e delinear o futuro. O capital da liderança é de valor imensurável, o líder é capaz de reverter, situações, criar estratégias, conduzir as pessoas, harmonizar os ambientes e transformá-los em frentes colaborativas e produtivas, elevando o moral das pessoas, confiança, segurança, autoestima, integração e senso coletivo de dono da empresa, alcançando metas, objetivos estratégicos e valorização das pessoas. São vencedores, e todos os dias tomam decisões arrojadas que não são fáceis. As decisões exigem coragem, inteligência, comando, firmeza, poder de convencimento, ciência, memória de números do desempenho, competência e fundamento ético para defender o seu trabalho em equipe como  forma coletiva de trabalho mais rentável e inteligente

A decisão assertiva é o motor da política e da capacidade técnica da empresa, através do conjunto de decisões de naturezas diversas a curto, médio e longo prazo que os lideres se destacam, inclusive em emergências, quando aflora o talento coragem e ambição de realizar. 

São leais e visam a transformação de resultados: estratégico, tático e operacional. Fazendo o crescimento da produtividade e lucro priorizando a segurança das pessoas, SSMA, ética e comprometimento, através de liderança firme educação, treinamento e políticas complementares de RH e crescimento humano, social e profissional uma prática que tem dado certa em muitas empresas com o uso do coaching.


Decisão é na prática o processo de escolha, que visa bom resultado. Toda empresa tem a estratégia, formulada, coerente ou não. Podemos identificar e imaginar as atividades considerando o porte, estrutura física-administrativa-organizacional e operacional ( tamanho do negócio) e complexidade de medir desempenho. O planejamento estratégico é um processo formal de tomada e orientação de decisão (estratégica ) desenvolvido em representação do estado desejado de agora que especifica como implementar esse desejo e a antecipação também. É uma ferramenta da administração que organiza ações por etapas e define a direção estratégica para posição competitiva. 

O planejamento operacional traduz as orientações estratégicas em programas e planos funcionais aplicáveis por todas as unidades. O Gerente experiente e hábil pode lidar com decisão como resultante de orientação baseada em método, raciocínio e argumentos por processo cognitivo que visa selecionar entre diferentes alternativas, informações com diferentes escolhas para manter ou optar por apenas uma. Tomar as melhores decisões pode ser difícil dependendo da situação, riscos e importância em questão. A tomada de decisão corporativa por exemplo é importante durante um projeto, missão ou estratégia e é tarefa inevitável. Pode mexer com toda empresa, principalmente quando precedida de mudanças que afetam a qualidade do trabalho e mexe com status quo das pessoas. Resistências são geradas. 

Mas estamos tendendo para ambientes organizacionais diversificados e formas coletivas de decisões, interação direta e bilateral com clientes internos e externos, melhorando a capacidade potencial de solução de problemas com lealdade e comprometimento mútuo. Independentemente da posição hierárquica ou social do indivíduo da empresa, ele participa de certas decisões e é o que na verdade é o ato mais importante para autoestima e moral. A complexidade da informação e a velocidade da mudança estão aumentando devido à transformação digital e os estilos de vida global. É necessário uma adaptação imediata, inclusive relativa ao modelo mental de forma se equiparem com ferramentas de gestão aptas ao uso de lideres e liderados que permitem tomar as melhores decisões estratégicas, táticas e operacionais. 

Neste ambiente de aprimoramento e de mudança  organizacional e corporativa fortalecemos a nova cultura dos negócios orientada por dados e estratégias de organização de rastrear e processar dados. relevantes e confiáveis, para obter uma visão holística, revelar ameaças ocultas e identificar novas oportunidades (SWOT)

 Investir somente na pura tecnologia, softwares e sistemas caríssimos, achando que são soluções milagrosas não são suficientes,  é um erro grosseiro que as empresas vêm cometendo. Primeiro é preciso preparar as pessoas para o sistema e o sistema para as pessoas, alinhando a qualificação delas, aos novos processos e a tecnologia incorporada. Isto é criar a sintonia, ou sincronismo de capacidade de pessoas, liderança, processo e tecnologia e projeto de rendimento de maneira inteligente, comportamento de base alinhado e adequado. 

As empresas devem entender que a era é do capital humano e do conhecimento, no século XXI. isto é imperativo, pois é necessário focar em uma gestão inteligente para desenvolver e reter talento, o elemento humano e principalmente no que tange à tecnologia. Por exemplo:  analista de dados,  cientista de dados e processos que possibilitarão obter valor agregado do conjunto de informações,  os dados e tecnologias como a aprendizagem, entendimento e desenvolvimento de desempenho  de máquina, sistemas inteligentes (inteligência artificial) para operar e administrar os negócios com menos pessoas, maior produtividade, lucro e mudança. Mas com a habilidade de ensinar, transmitir, compartilhar o conhecimento tecnológico e suas condições de aprendizado munindo a empresa de atualização e força tecnológica como um todo. O coach tecnológico para acelerar o rendimento. 

As empresas já estão mobilizadas por dados de desempenho e forças de decisões baseadas em comunicação, fatos, dados e assertividade. Os líderes, saberão muito mais sobre seus clientes, mercados, equipes e capital humano -operacional ao  confiarem  em sólidas evidências (dados + informações concisas) , que  antecipam melhor e tomada de decisões rápidas e assertivas em eficiência e progresso coletivo. A  capacitação de líderes é  palavra chave e estratégica. Estamos no futuro, onde  benchmarking, market share, produtividade, competitividade, tecnologia,  eficiência, lucro, qualidade do capital humano e novos projetos determinam a sustentabilidade. O tempo é dinâmico e a mudança é constante. Os que não mudam fracassam, esta é a nova realidade dos negócios.