Rowan de Araujo in PROFISSIONAIS EM ADMINISTRAÇÃO, Profissionais Administrativos, Recursos Humanos Vice Presidente do Conselho Empresarial de Mineração e Siderurgia Assoc.Com. Emp. Minas Jan 8, 2020 · 4 min read · 4.9K

O PREÇO DE DIESEL NÃO PARA DE SUBIR. ISSO ESTÁ MUDANDO A VISÃO DO MICRO- AGRONEGÓCIO, PARA TRAÇÃO ANIMAL . NÃO É SOLUÇÃO PARA OS GRANDES, MAS PARA OS PEQUENOS SITIANTES SIM! NA EUROPA, RÚSSIA SOBRAM EXEMPLOS. O PREÇO DE DIESEL PENALIZA OS GRANDES E OS PEQUENOS

O PREÇO DE DIESEL NÃO PARA DE SUBIR. ISSO ESTÁ MUDANDO A VISÃO DO MICRO- AGRONEGÓCIO, PARA TRAÇÃO ANIMAL . NÃO É SOLUÇÃO PARA OS GRANDES, MAS PARA OS PEQUENOS SITIANTES SIM! NA EUROPA, RÚSSIA SOBRAM EXEMPLOS. O PREÇO DE DIESEL PENALIZA OS GRANDES E OS PEQUENOS

O diesel pode responder por 24 à  27%  dos custos de operação de  ferrovias. O valor do frete é 50% inferior das rodovias. O Brasil possui perto de 30 mil km de ferrovia ativos. 62% da carga é de minério de ferro. Na mineração o custo de diesel, chega a 23%. No agronegócio, transporte alcança 27%.

No Brasil, podemos adotar como referência o consumo de combustível na Estrada de Ferro Vitória a Minas, uma das ferrovias mais eficientes do Brasil. Administrada pela Vale S.A., o custo do combustível na EFVM é de, aproximadamente, 35% dos custos totais (CABRAL, 2017). 

Cabral (2017), ( DIESEL – O GRANDE VILÃO: Uma análise técnico-operacional do consumo de diesel dos veículos de sistemas rodoviários e ferroviários Abel Possognolo Sergio Aldo Fernando Klein Nunes Angelo Gulin Neto Cláudio Luciano Rigolino Rafael Andrigheto Rebeca Weldt Golin Ricardo A. Magalhães de Abreu - FDC)

Um estudo realizado pelo Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial relata que “especificamente para o transporte ferroviário, a parcela do custo do combustível representa de 20 a 30% do custo total, dependendo da rota, volume movimentado e quantidade de vagões utilizados” (Péra, et al, 2018). Portanto, é notável o impacto do diesel na carteira de custos das operadoras ferroviárias. Tal situação fica muito evidente pela ampla variedade trabalhos acadêmicos sobre redução do consumo de combustíveis em ferrovias.

Com os números apresentados, fica evidente que entre os custos operacionais, o maior e mais relevante é o custo com o insumo combustível. Diante disto, cada vez mais as empresas estão preocupadas em buscar soluções para sua otimização, considerando que outros fatores têm se apresentado irrelevantes para o desenvolvimento sustentável do transporte, principalmente quando políticas governamentais não dão suporte para que os modos de transporte se tornem mais competitivos.



O Opex (custeio - custos operacionais) das empresas que operam nestes segmentos não para de subir. Os gestores de produção, operação, manutenção, custo, economia e controle, já estão preocupados. O diesel está subindo todo dia. Sempre supervisionei a área de combustíveis de grandes minerações e ferrovias. O preço variava menos. As variações ocorriam em função do risco de guerra no oriente médio, o que deixava tensa toda navegação petroleira.

O Diesel movimenta bilhões, e está seguramente entre os maiores contratos em valor das principais mineradoras e ferrovias do mundo. 

Fiz vários estudos; e me especializei nisso, quando trabalhei na área de controle de explosivos e diesel, como supervisor geral de apoio operacional na CVRD-Projeto Carajás, de 1980 a 1993. Depois na Ferrovia Vitória Minas e FCA -Ferrovia Centro Atlântica, hoje VLI, quando era operada pela VALE. 

A minha singela recomendação, é:  atentar (atenção redobrada) na  Eficiência energética que consiste na forma com que desempenhamos um serviço ou atividade utilizando a menor quantidade de energia possível. Consiste na relação entre a quantidade de energia empregada X aquela disponibilizada para sua realização e a produção.

É um indicador de peso ligado ao  desempenho dos gerentes, diretores e Governança Corporativa com os bônus das grandes mineradoras e  ferrovias. 1% de economia nesse item vai representar milhões. Gerentes e Diretores das grandes mineradoras e ferrovias então  focando os esforços de gestão em combustíveis estarão assegurando bom resultados. É o maior contrato de suprimento das mineradoras e ferrovas,  o valor chega à bilhões.

Atuar com experiência, controle e ciência nessa gestão. A área é vital nas mineradoras e ferrovias.(Gerente de Produção) conectem à isto um sistema de gestão forte e atualizado com tecnologia, consultas de recebimento, armazenagem, controle de volume abastecido e medição do estoque físico X contábil diariamente (comportamento de estoque). 

Auditar à cada 90 dias. Atuem nas variações, ou diferenças. Identifiquem as perdas urgente. Se não houver uma gestão ativa e permanente. Diferenças viram bola de neve, se não contidas de forma permanente(Gerente de Suprimento).

Diesel, é o item mais visado nas auditorias, porque pode ser desviado e provocar grandes rombos nos estoques. É um produto de alta liquidez em qualquer lugar do mundo. 

Investir  no controle severo. 1% da economia do grande consumidor é muito dinheiro e paga o investimento. Reitero que 1% de economia de diesel nas grandes mineradoras e ferrovias é muito dinheiro!

O NOSSO PROJETO PARA OS MICROS SITIANTES DO AGRONEGÓCIO E A ECONOMIA COM DIESEL: SE OS PREÇOS DE DIESEL AFETAM  AS GRANDES EMPRESAS DE MINERAÇÃO E FERROVIAS. 

E O PEQUENO SITIANTE DO AGRONEGÓCIO? 

No agronegócio, a tração animal está de volta nos pequenos sitiantes. Queremos usar cruzamentos de raças específicas de tração, o  sangue da raça Percheron, com éguas grandes e comuns. Gerando produtos  para este fim (tração). Economizando diesel, reduzindo o custo de serviço rural. O custo alto de diesel, penaliza e incomoda o micro sitiante produtor. Razão da iniciativa para enfrentar o problema no campo com recursos disponíveis, experiência do passado e confiança em um processo simples e barato. Na Rússia e Europa na agricultura familiar esse tipo de tração deu resultado histórico até hoje, e no Brasil vai dar certo. Não tem nada que impeça essa modalidade em nossas pequenas propriedades  e colônias que fazem parte  do agronegócio.

COMO CONSULTOR DO AGRONEGÓCIO,  COORDENO ESSE PROJETO COM MUITO  PRAZER . O GARANHÃO PERCHERON  DE NOME TUFÃO FOI ADQUIRIDO PARA AS PRIMEIRAS EXPERIÊNCIAS  COM  25 ÉGUAS ESTRUTURADAS  INSEMINADAS EM OUTUBRO DE  DE 2019 E ATÉ OUTUBRO / NOVEMBRO DE  2020 ( 12 MESES). ESTÃO  PREVISTAS AS INSEMINAÇÕES DE  UM TOTAL DE 50 ÉGUAS NOS PADRÕES QUE ADOTAMOS. SERÁ O PROJETO PERCHERON II, PASSANDO DE 25 PARA 50 ÉGUAS INSEMINADAS E É O LIMITE DO NEGÓCIO. 

NESSE PROJETO EXISTE UM VETERINÁRIO E UMA VETERINÁRIA, AMBOS COM MESTRADO. A PARTE CIENTÍFICA É TODA DELES. EU CUIDO SOMENTE DA GESTÃO, ORÇAMENTO, META,  E O MARKETING DO PROJETO, QUE APORTA O  CONDOMÍNIO TUFÃO. SOMOS SÓCIOS DO PROJETO COMO UM TODO.

 Tufão, garanhão de 11 anos, dócil e fértil. Chama atenção pela estatura e força.

 Os filhos de Tufão são dóceis e já foram testados. Trabalham muito bem nas granjas, transporte de esterco, ovos embalados, fertilizantes, transporte de lixo e resíduos. Apoiam nos serviços diversos de manutenção rural e campo.

A UTILIZAÇÃO NA EUROPA

A raça de eqüinos Percheron apresenta uma boa conformação para tração. Em geral, são cavalos compactos, de comprimento médio a grande e ter boa musculatura. Constituição robusta, ossatura forte, de tendões e articulações bem delineadas, musculatura poderosa, pele e pelos lisos.

Tratável e dócil, mas, ao mesmo tempo, ativo e vigoroso. São animais extremamente versáteis, usados para tração de implementos agrícolas, carroças e, antigamente, em tempos de guerras tracionavam a artilharia pesada dos exércitos. O Percheron é usado para transporte. 

Hoje em dia, com o advento da mecanização agrícola, a raça Percheron é usada para esporte em competições de carruagens, paradas de circo, desfiles comemorativos e, por sua docilidade esta sendo cruzado com raças leves para fornecer animais de salto e polo.O desenvolvimento deve ser bom, de acordo com a idade. A altura média do animal adulto é de l,66m., sendo que a mínima permitida é de 1,58 m. e a máxima é de 1,72 m., tanto para machos como para fêmeas. O peso médio é de 900 Kg.

AGRADECEMOS AO PECUARISTA ANTÔNIO CARLOS LUGANO  QUE  TROUXE  TUFÃO DE SÃO PAULO E APOSTOU NO NOSSO  PROJETO, JUNTAMENTE SEUS VIZINHOS DA COLÔNIA SÃO JOSÉ,  UMA VILA RURAL DE PEQUENOS SITIANTES  DE AGRICULTURA FAMILIAR COM ALTA PRODUTIVIDADE E POSSUIDORA DA COOPERATIVA SÃO JOSÉ, QUE VAI INDO MUITO BEM. PARABÉNS AO ANTÔNIO CARLOS E TODO CORPO ADMINISTRATIVO DA COOPERATIVA AGRÍCOLA SÃO JOSÉ.