Rowan de Araujo en PROFISSIONAIS EM ADMINISTRAÇÃO, Profissionais Administrativos, Recursos Humanos Gerente Interino, Coordenador, Supervisor Geral 27/10/2018 · 3 min de lectura · 3,5K

O Brasil poderia estar muito forte no Mercado Transoceânico e Logística, se adotasse a ideia do Dr.Eliezer Batista em 1996. Mas a burocracia, miopia e incompetência dos governos sobre prioridades reais. Prejudicaram o Brasil

O Brasil poderia estar muito forte no Mercado Transoceânico e Logística, se adotasse a ideia do Dr.Eliezer Batista em 1996. Mas a burocracia, miopia e incompetência dos governos sobre prioridades reais. Prejudicaram o Brasil

Perdemos dinheiro - Projeto Merconorte lado Atlântico - Mercosul lado Pacífico - Eliezer Batista, o Visionário, Estrategista de Desenvolvimento e Mega Projetos

MERCONORTE: SAÍDA INTELIGENTE PARA ECONOMIA – NORDESTE, NORTE E BRASIL A INTEGRAÇÃO LOGÍSTICA – FERROVIAS – RODOVIAS E PORTOS –-Dr. Eliezer Batista defendia o Merconorte desde 1996, assim como outros alertas de uma nova realidade, que viria com a ampliação do canal de Panamá. A obra durou 6 anos e otimiza a navegação-logística para competitividade global. Isto foi concluído em 2016. Vejam que em mais de 20 anos atrás, ele tecia este cenário, ou alertava os governos para entrarem com investimentos na infraestrutura do norte e nordeste, para a adequação logística e acompanhar o incremento do canal do Panamá. 

Mas nada de peso aconteceu, na realidade, ou seja  pouca coisa andou. O Panamá, está ali, ao lado, agora movimentadíssimo e o Brasil, a ver os navios. O governo teve mostra desta realidade de desenvolvimento desde 1996. Poderíamos estar muito mais sintonizados com a realidade logística global. A ideia do Dr.Eliezer, era ver do lado Atlântico, o "Forte Merconorte" e do lado do Pacífico, o "Forte Mercosul", atraindo negócios, que poderiam inserir outros. Uma zona econômica delivre comércio no Norte e no Nordeste seria muitas vezes mais lucrativa do que o Mercosul daria musculatura na economia do norte e nordeste. Ele sugeriu um plano que vamos divulgar ainda, da logística para Ásia, incrementando as estratégias da proposta do Merconorte. Os seus projetos sempre estiveram  frente de seu tempo.

É uma questão ampla de posição avante global e lucrativa da logística competitiva. Ainda, sobre o Merconorte, a população total sob influência deste Cinturão é, hoje, de 110 milhões de pessoas e o PIB de US$ 240 bilhões. Segundo o estudo, a existência de assentamentos humanos quase totalmente desenvolvidos ao longo de toda a costa de Cartagena até Salvador e uma completa ordem de ainda desconhecidas e inexploradas complementariedades econômicas faria deste Cinturão do Norte uma zona com o maior potencial para crescimento da América do Sul nas próximas duas ou três décadas. 

Este Cinturão Norte-Nordeste, se espalha, tendo como suporte logístico central o sistema de navegação pela costa marítima da Colômbia à Bahia, conforme mostra o mapa verde. Não investir em infraestrutura logística é miopia governamental, o grande problema é a dependência dos políticos, sem técnicos de decisão e prioridades. O poder político é absoluto, não pensam estrategicamente e não decidem sistemicamente. Impera as manobras de investimentos sempre cíclicos e puramente políticos e nunca aqueles que atendem os interesses reais, progressistas e coletivo da nação. Não  investem corretamente em infraestrutura logística do brasileiro, para compensá-lo com geração do emprego e renda. Não falta dinheiro. 

Eu particularmente acho  que falta estadista, decisões assertivas, corajosas e guiadas por pessoas de visão, capazes de trabalharem para o interesse coletivo da nação. Não temos mais gente corajosa, talentosa e forte de pensamento sistêmico. Grandes Engenheiros Corajosos como o próprio Dr.Eliezer que se foi em 2018.

Perguntaram ao Gal. João Batista Figueiredo: por que Eliezer Batista, engenheiro civil no comando da VALE pela 2a vez, e Cesar Cals, engenheiro elétrico no comando do Ministério das Minas e Energia? Figueiredo responde aos jornalistas: "vocês já viram a complexidade destas áreas e o que elas significam,  em termos de petróleo, tamanho da Petrobras, VALE e ainda     com a implantação do Projeto Carajás?  O comando destas áreas e o compromisso, não é coisa para qualquer um, porque  só andam bem com gente técnica e de forte conhecimento de engenharia, economia e administração com base na lógica e pensamento sistêmico.  Político em uma área desta pode tomar decisões desastrosas  e  levar tudo para o buraco. Ministérios e comando de estatais são para técnicos, e bons."  

Reiterando; falta estadista, decisões corajosas. Uma, população que não sabe votar, sem informação, que não lê o que agrega valor, de baixa educação, cultura e alto número de analfabetos, inclusive digital em pleno século XXI, sempre escolhe mal os governantes. Estamos na era do capital humano e o Brasil está mal. As escolas estão fracas e a educação precisa de reforma ampla, e grandes mudanças.

 A falta de pensamento coletivo e sistêmico em um país com a ampla geografia como o Brasil traz um retrocesso econômico, movido por bairrismos e conveniências.   

 “Para ter um negócio de sucesso, alguém, algum dia, teve que tomar uma atitude de coragem.”( Peter Drucker) 

Segundo Dr.Eliezer Batista: "Há 4 pilares para crescer: Infraestrutura e logística moderna, que significa tudo para dar certo que se gasta para se retirar a matéria-prima e levá-la na forma de produto acabado até o consumidor final. É necessário ser eficiente e competitivo nisso; Telemática, ou seja a tecnologia da informação; A energia, em suas diferentes modalidades; Educação com ênfase em física e matemática. Precisamos aproveitar o que já temos de bom para construir o que ainda não temos. Hoje os recursos naturais não são determinantes para o desenvolvimento. O capital define o que pode prosperar. 

Se o Brasil não investir em educação, ciência, pesquisa, tecnologia, comunicação, inovação, logística e sustentabilidade. Vamos estar fora da civilização moderna. Outra iniciativa é repensar nas Politicas Estratégicas e indústria, que cresce ainda como nos anos 40,50 e 60. Nós  temos 1 / 4 da produtividade dos EUA. Exportamos basicamente minério, café, aço, soja, carne, suco de laranja e milho, Há baixo valor agregado. Estamos sendo uma África colônia do séc. XVI. Não há no mundo país que desenvolve só exportando commodities, baixa produtividade, educação fraca e sem Projeto Eficiente de Governo. (Eliezer BATISTA) 

Na educação, estamos ficando para trás: