Isac Candido en Advocacia e Jurídico, Direito Penal Advogado Trabalhista 1/7/2016 · 2 min de lectura · +600

Reflexo Sócio Cultural do Crime

Muito se fala em aumento de criminalidade, mas pouco se discute sobre criminologia, o que se torna necessário em razão de sua propagação e o surgimento de reflexos sócio culturais.

Neste sentido cabe abordar que não se deve generalizar ou escolher um grupo social específico para lhe rotularem como criminosos ou pessoas de má índole.

Melhor elucidando o que se diz, basta olharmos os conflitos civis armados que ocorrem rotineiramente nas grandes periferias das metrópoles, seja em confronto com a segurança pública, seja entre facções rivais pelo poder do tráfico de drogas. Contudo se olharmos para o cenário político nacional deparamos com os escândalos públicos envolvendo crimes contra a Administração Pública seja por corrupção, pagamento de propinas, fraudes em processos licitatórios, pedaladas fiscais, etc.

Vejamos bem, num primeiro cenário temos pessoas de classe média à baixa, marginalizados por uma sociedade capitalista, discriminada por suas convicções culturais, filosóficas e em segundo cenário, pessoas bem sucedidas, advindas de empresas, carreiras políticas, escolhidos por um Poder Democrático para serem os representantes públicos do Poder Executivo, que por suas mazelas fazem manobras com finalidade de protelar eventuais processos judiciais.

Juridicamente falando, o texto constitucional de 1988, trata a igualdade entre homens e mulheres, sem distinção de qualquer natureza, garantindo assistência à saúde, trabalho, moradia sendo chamadas de garantias fundamentais e sociais, tidas como cláusulas pétreas, ou seja, inalteráveis, protegidas.

Isto posto, não há necessidade de conhecimento jurídico para reconhecer a inaplicabilidade ou a mácula desses direitos em questões práticas do dia-a-dia.

Exemplificando o que se expõe, vejamos preconceitos rotineiros sob as diversas camadas sociais analisando diferentes situações como gênero musical, programas televisivos e linguagem coloquial.

Para a chamada classe A, como entretenimento pode ser citado às famosas baladas luxuosas, passeios turísticos em outros países, cruzeiros marítimos, canal de TV fechada, convites de partidários políticos.

Aos chamados classe B, existe uma miscelânea quanto suas posições sócio econômicas face aos que estão em ascensão e aos que estão aportando da classe C procurando se interagir com a classe A, não se importando muitas das vezes em gastar seu salário do mês para se entreter junto aos mais abastados. Todavia, sua grande maioria mantem raízes na classe C, quanto a alguns gêneros musicais e formas de entretenimento, gírias, linguagem coloquial.

Agora, analisemos com mais melindre a classe C sendo cada vez mais marginalizada e sufocada pela mídia, e pelas classes B e C.

Pode se afirmar que tal classe é fruto de uma alienação promovida pelos meios de imprensa e programas de canais de televisão aberta, bem como uma alienação extremamente política quando se traz a lume as bolsas de auxílio governamental que veladamente ser