JOÃO CASARRI NETO en Recursos Humanos, Desenvolvimento Humano, Recursos Humanos Coach de Liderança • CasarriNeto Coach 15/11/2016 · 5 min de lectura · 1,1K

A Arte de Limpar Janelas

Charles Hogg apresenta os métodos para ver as especialidades no eu e nos outros

Em toda rua há uma Sra. Julgamento e uma Sra. Honestidade. Um dia a Sra. Honestidade decidiu visitar a Sra. Julgamento. Tão logo a Sra. Honestidade chegou, a Sra. Julgamento começou a reclamar de seus novos vizinhos, uma família de estrangeiros.

“Ela é uma dona de casa terrível”, disse a Sra. Julgamento, “Você deveria ver o quão sujas são as suas crianças... assim como a sua casa! É quase uma desgraça estar vivendo na mesma vizinhança. Apenas dê uma olhada nas roupas que ela pendurou no varal, veja as manchas pretas nos lençóis e toalhas.”

A Sra. Honestidade andou até a janela para ver. “Na realidade as roupas estão bem limpas, minha querida. As manchas estão na sua janela!”, disse.

Assim como a Sra. Julgamento, quão frequentemente sou enganado por minhas próprias janelas sujas ao projetar meus próprios “maus julgamentos” externamente completamente convencido de que eu estou vendo a verdade? A semente original do mau julgamento colore tudo o que vejo, então, cada interação com meus vizinhos reforça minha atitude. Até que uma Sra. Honestidade chegue. Somente então vejo mais de perto as minhas janelas dos olhos. Assim que começo o processo de limpar a sujeira do lado de fora das minhas janelas, percebo algo interessante. Há também sujeira por dentro. A sujeira exterior é o produto de influências, atmosferas, opiniões e atitudes externas. A sujeira interna é de experiências, percepções e suposições passadas inconscientemente colorindo a minha visão.

Apenas pare por um minuto e reflita sobre os sentimentos de julgamento e autorretidão que surgem em você, assim como em todos nós. Estamos conscientes de que esses sentimentos nos deixam mais separados, mais isolados, mais apavorados. Ainda assim, dentro de todos nós, temos a grande voz do crítico ou do juiz. Todos são testados. Quer verbalizemos nossos pensamentos de julgamento, quer os mantenhamos para nosso próprio consumo pessoal, os outros, de fato, sentem seu efeito. Novamente, reflita sobre o oposto. Lembre-se dos sentimentos de perdão ou compreensão. Lembre-se de como você deseja ser tratado quando cometeu um erro. Lembre-se de como você se sentiu quando se desprendeu do passado de alguém e ofereceu-lhe um novo começo. Simplesmente imagine a cura nos relacionamentos se eu tiver a humildade de desprender-me do julgamento.

Minha avó morreu há algum tempo, com 94 anos. Durante toda a sua vida ela só esteve no hospital por um dia – com 92 anos, para retirar uma catarata. Ela teve uma vida saudável feliz e era amada por todos. Durante uma de minhas últimas visitas, percebi que muito do contentamento visível dela vinha de sua habilidade de sempre sintonizar-se com o bem nos outros. Eles respondiam a ela com os mesmos sentimentos. De um modo natural, isso criou uma vida de dar e receber amor. Parece que pagamos um terrível preço pelos olhos do julgamento e criticismo. Perdemos