Joao Reganassi en Recursos Humanos, Cidade de São Paulo, Diretores de RH Executivo de Recursos Humanos e Coaching Internacional • JRH consultores associados 19/10/2016 · 1 min de lectura · +700

Ensaio sobre a Ignorância

De acordo com o dicionário ignorância é:

1. estado de quem não está a par da existência ou ocorrência de algo

“i. dos fatos políticos”

2. estado de quem não tem conhecimento, cultura, por falta de estudo, experiência ou prática.

“i. musical”

Ignorante é um adjetivo e substantivo de dois gêneros da língua portuguesa com origem no termo em latim ignorante. Ignorante é uma palavra que caracteriza uma pessoa que ignora, que não tem instrução, que é estupido, tolo, inepto, imbecil e revela falta de saber, desconhecimento e imperícia.

Em alguns casos a palavra ignorante não possui um sentido tão pejorativo, podendo ser também a qualidade de alguém que é inocente e ingênuo. Esta palavra remete também para alguém que não conhece uma coisa por não ter estudado a respeito ou que apresenta comportamentos incivilizados e rudes.

Existe uma diferença entre agir por ignorância e agir na ignorância. Quem age por ignorância age por falta de conhecimento, é forçado, tratando-se de uma ação involuntária. Quem age na ignorância age incivilizadamente de forma voluntária.

O indivíduo ignorante vive ou atua de acordo com a ignorância, muitas vezes baseando a sua vida em preconceitos, superstições, e ideias sem fundamento. Desta forma, ele constrói um mundo falso, com noções errôneas a respeito dele mesmo e do mundo que o envolve. Esta forma de viver e de pensar do indivíduo ignorante o incapacita de ver e aceitar as verdades, e o impedem de adquirir conhecimento.

O influente filosofo grego Aristóteles afirmou: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete. ” Esta afirmação revela que uma das bases da aquisição do conhecimento é ter dúvida. Se existe dúvida, há vontade de estudar, pesquisar, pensar sobre um determinado assunto. Isso é o que faz uma pessoa sábia e sensata. Alguém que pensa que já sabe tudo, não tem motivação para aprender e para evoluir, e revela acima de tudo, uma atitude ignorante. Como diria o sábio filosofo Sócrates: “Só sei que nada sei”. Só que não é ignorante é capaz de fazer uma afirmação dessas.

Berlot Brecht, ilustre poeta, dramaturgo e encenador alemão, disse a respeito da ignorância de um político:

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais. ”

A definição de Brecht nos leva a uma reflexão sobre a nossa atual situação econômica e política e também nos convida a ação. Os resultados das eleições e do processo de impeachment nos mostra que não podemos ignorar a realidade que chegamos e tampouco que somente através dos nossos esforços que grandes mudanças poderão se perpetuar no Brasil. Assim como gentileza gera gentileza, grandes mudanças requerem grandes mudanças. Convido a todos a saírem da inércia e iniciar sua mudança pessoal, que somados farão a diferença que o nosso país necessita. "Ensaio sobre a Ignorância