Kamila S. Designer in Tecnologia da Informação - TI, Sistemas de Informação, Informática y Tecnología Design Coordinator • SUP Brandão Jul 23, 2019 · 3 min read · +400

Se sua empresa não utiliza BI (Business Intelligence), ela está perdendo dinheiro.

A Importância do BI para empresas.

Se sua empresa não utiliza BI (Business Intelligence), ela está perdendo dinheiro.

O que BI?

O Business Intelligence, ou simplesmente BI, é traduzido para o português como “inteligência de negócio”. Na verdade, esse conceito confere a possibilidade de saber tudo o que se passa em seu negócio, bem como todo o mercado. Com isso, pode-se conhecer o desempenho de sua equipe em produtividade, gestões internas de materiais e pessoas, além de diversas outras informações que auxiliarão no desenvolvimento de seu negócio.

Com o BI, o gestor não toma decisões por “achismo”. Ele age com base em informações e dados exatos. Ele consegue entender em que região as vendas diminuíram e se os vendedores devem passar por treinamento; qual produto ou serviço que melhor gerou resultados em diferentes períodos de tempo.

Trabalham com BI pessoas em posições consideradas estratégicas dentro das companhias.

O BI pode ser composto inclusive por inteligência artificial, que faz a análise, criando uma perspectiva de cenários de acordo com os dados levantados. Tais dados são analisados rapidamente e, de forma assertiva, facilitando a compreensão do mercado.

Podemos definir o BI com uma bússola: norteia as ações, com base em dados exatos e objetivos.

Uma estratégia bem definida dará direção e objetivo ao seu projeto. A inteligência de negócios sem estratégia pode trazer alguns insights, mas não o levará para onde você quer ir.


Por que as empresas não aproveitam todo o potencial do BI?


Apesar de o conceito de inteligência de mercado não ser novo, ainda há muitas empresas que não aproveitam os dados que estão disponíveis ou que não conseguem extrair deles os melhores insights. Se sua intenção como empreendedor é conhecer melhor o seu cliente e criar estratégias de venda mais acertadas, recomendo que você passe algum tempo considerando e estudando uma área de BI.

O mundo está inundado de dados. Há informações sobre onde as pessoas moram, quanto tempo de seu dia elas passam em deslocamento, quais suas preferências de consumo, os locais que frequentam. Pense na última compra que você fez na internet. A empresa vendedora provavelmente consegue saber por qual caminho você chegou ao site, quantos produtos visualizou e quantos minutos demorou para fechar a compra. Isso se você não preencheu um formulário de cadastro aceitando receber novidades da empresa, fornecendo dados como nome, idade e email.

No entanto, de nada servem esses dados se não forem organizados. O fato de eles simplesmente existirem não é trunfo algum para a empresa. O excesso de informação gera desinformação. No caso dos negócios, é preciso filtrar o que realmente interessa para que os dados sirvam como ferramenta para melhorar a produtividade.

A curiosidade é imprescindível em um profissional de Business Intelligence. Habilidade que o levará a fazer as perguntas certas para encontrar as melhores respostas.

Se souber fazer cruzamento de informações seja com planilha, com um banco de dados ou com uma ferramenta de visualização, é essencial ser capaz de entender do comportamento do consumidor nos canais físicos e digitais e saber extrair as informações que permitam ter uma visão da jornada do consumidor com a sua marca.

Entendendo como ocorre essa interação e por quais meios, maior será a chance de gerar insights acionáveis e colaborar com o processo decisório da empresa.


Utilizando BI com segurança

Apesar de o BI trazer benefícios importantes para a maioria das empresas, dificuldades como lentidão, segurança e inconfiabilidade nos dados têm limitado os benefícios para algumas delas.

Para evitar os problemas relacionados ao roubo ou à perda dos dados, é preciso investir em ferramentas e tecnologias adequadas para tal. Parte das corporações ainda são mantidas com programas, equipamentos e procedimentos ultrapassados, fato que as deixarão mais vulneráveis aos ataques, invasões ou panes, por exemplo.

Independentemente da configuração de segurança utilizada para proteger as informações sigilosas de sua empresa, é muito importante garantir que elas permaneçam constantemente atualizadas.

Um erro que muitas empresas cometem é não ser o não estabelecimento de políticas de segurança. Nesse sentido, é necessário determinar (e documentar) qual é o conjunto de ações, práticas e técnicas relacionadas ao uso seguro dos dados.

As informações sigilosas do negócio podem ser mantidas em segurança com o uso de soluções como o datacenter, backup na nuvem e controle de acesso. Para tanto, é fundamental apostar em soluções de empresas experientes e ficar sempre atento às atualizações de segurança. Com isso, dá para garantir que as informações permaneçam protegidas e relevantes para a empresa.

Extremamente relevante para todo e qualquer tipo de entidade organizacional, o controle de acesso às informações é imprescindível para que os dados mais sensíveis não caiam nas mãos de pessoas erradas. A empresa deve estabelecer um controle de acesso às informações. Dessa maneira, se porventura alguém ultrapassar os limites de permissão, você saberá quem foi: é possível saber de que computador veio a ação, qual foi o dia e a hora.


Quando o alto escalão ferra a estratégia do negócio?


É claro que as decisões norteadas por análise de dados e contexto são feitas por pessoas em cargos gerenciais de alto escalão — normalmente são executivos, diretores, gerentes etc.

Mas a verdade é que a visualização das informações coletadas pelo sistema podem ser do proveito de uma equipe mais operacional, como vendas, por exemplo.

Qualquer ajuda que resulte em aumento de entregas e resultados é bem-vinda, não acha?

Todos os níveis hierárquicos podem ser beneficiados pelo BI. Claro, cada um deles terão um conjunto de ferramentas e informações específicas do departamento/setor.

O fato é que a cultura empresarial pode sim ferrar com toda estratégia se for não alinhada com aquilo que é projetado para o futuro.

De que adianta colocar como meta a fidelização de clientes se a empresa não consegue nem fidelizar seus próprios colaboradores? Pra que falar em estreitar a comunicação se a cultura empresarial é baseada no “manda quem pode, obedece quem tem juízo”?

É um grande engano pensar que a cultura não influencia nos resultados finais de uma organização ou ainda que ela é vinda “de cima”. A cultura de uma empresa é construída pouco a pouco por todas as pessoas que por ela passam, mesmo as que já não fazem mais parte da organização.

Ao analisar como as pessoas se tratam e como conduzem os processos dos quais são responsáveis, fica mais fácil perceber esses pontos, para então se fazer um alinhamento entre o que se espera e o que se faz, reduzindo assim os riscos que o planejamento meticulosamente arquitetado empaque em algum lugar.

Pensar somente em resultados sem considerar as pessoas que farão isso acontecer, corre-se o risco de reforçar pontos comportamentais negativos. 



Aos poucos, o BI se torna essencial para as empresas. Ainda é possível sobreviver sem ele? Sim. Mas se o seu concorrente começar a usar e fizer bom uso, a sua empresa provavelmente vai perder clientes, pois o concorrente sempre vai chegar a eles antes de você. Se hoje nenhuma empresa consegue sobreviver sem internet, daqui a pouco ninguém vai viver sem BI.