Luana Diwie en Trabalho Social - Serviço social, Trabajo social, Professores e Educadores Assistente Social 22/9/2017 · 2 min de lectura · 4,3K

A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA PAULO FREIRE

                                         A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA PAULO FREIRE    Segundo Freire (1996), estamos imerges em um mundo onde existe uma Ética Universal do ser humano que deve ser respeitada. Esta mesma ética que cita no texto prioriza, assim como entre os princípios que norteiam a profissão do Serviço Social, “a defesa intransigente dos direitos humanos e a recusa do arbítrio e do autoritarismo”. A exploração do indivíduo, a discriminação de raça, de gênero ou de classe, as injustiças sociais, o autoritarismo, são atitudes condenadas por esta Ética Universal de que destaca Freire. Não é possível assumir-se como sujeito histórico, transformador do meio social, estando de acordo com um descumprimento ético. Através da prática educativa que temos a possibilidade de construir a historicidade vivida pelos sujeitos, em um mundo onde mulheres e homens são considerados seres histórico-sociais, seres estes capazes de pensar, compreender, criticar, mudar, adaptar-se entre outras opções, considerando possibilidades democráticas de transformação, de respeito à autonomia e à dignidade dos sujeitos. Exemplo destas ações tem-se em outra diretriz do Código de Ética do Assistente Social que trata do “reconhecimento da liberdade como valor ético central e das demandas políticas a ela inerentes - autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos sociais”.

    De acordo com Paulo Freire (1996), os indivíduos possuem o direito e o dever de rebelar-se contra as transgressões éticas de que são vítimas. Transgressões estas realizadas por grupos seletos que se beneficiam da mão-de-obra operária, burgueses que desafiam às regras para o benefício próprio, manipuladores infiltrados no Estado Maior, governo. Acredita ainda que deva se incentivar a luta política dos trabalhadores para uma sociedade mais igualitária, pois para ele na escola não se apreende a lutar contra os dominantes, este aprendizado deve partir de sindicatos, organizações não governamentais, movimentos sociais, na escola se apreende o que deseja a ordem capitalista vigente. A ideologia imposta nas escolas permite-nos pensar na globalização como um mal inevitável, algo necessário para a expansão da economia mundial, livre acesso às fronteiras e ao comércio, iludindo a população através de tecnologias e inovações obscurecendo o enriquecimento dos que detêm o capital e reproduzindo mais desigualdades e pobreza.

    O desemprego vivenciado na atualidade nada mais é do que conforme Freire aponta a falta de uma ética a serviço do ser humano e não do lucro por parte de uma minoria. Seria necessária uma política do desenvolvimento humano que beneficiasse homens e mulheres além do lucro, pois o problema maior que enfrentamos na realidade é a substituição do trabalho humano por máquinas, decorrente disto, muitos trabalhadores vêem-se ociosos em uma situação de pobreza sem terem para onde correr ou a quem recorrer. Mais uma vez reitera-se a questão dos movimentos sociais como essenciais na busca da autonomia e dos direitos socialmente adquiridos, o respeito e a obediência à ética universal devem ser buscados. Cabe nesta luta ao assistente social que possui embasamento teórico-metodológico e ético-político voltado para estas ações intervir no sentido de conscientizar à população de seu papel de protagonistas sociais de direitos, bem como direcionar os sujeitos para que busquem soluções e sejam pioneiros na construção de sua história.

    O profissional de Serviço Social necessita intervir por meio do trabalho sócio educativo, perspectiva de trabalho profissional compreendida como: (...) aquela onde podem ser realizadas ações que favoreçam os sujeitos atendidos na elaboração e reconstrução de seus conhecimentos, em suas perspectivas de vida, de suas alternativas de sobrevivência e na melhoria da situação em que se encontram. (MANINI, 2005, p. 12)

    Isto posto, entendemos que o Assistente Social é um educador social.


THOMAZ, Luana Diwie. A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA PAULO FREIRE. Paper. Apresentado na disciplina de Serviço Social e  Movimentos Sociais do Curso de Serviço Social da Universidade do Sul de Santa Catarina, Palhoça, 2011.



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