Luana Diwie en beBee em Português, Biologia, Ciencia e Investigación, Negócios e Empresas Terapeuta Holística • Autônoma 10/4/2018 · 4 min de lectura · +600

Você irá Reagir?

                               O que nos difere dos animais? 

Você irá Reagir?


O ser humano de fato se sente superior ao ponto de sacrificá-los em benefício próprio. 

Pensar desta forma é egoísmo, afinal cada ser vivo possui suas especificidades e funcionalidades. Os golfinhos vêm logo após os seres humanos no grau de inteligência, possuem até capacidade de “aprendizado vocal”, o que foi um avanço nas descobertas científicas. Elefantes têm mais neurônios localizados no cerebelo do que os humanos nessa parte do cérebro, isso demonstra que a formação neurológica desse mamífero é adequada às suas carências, já que no homem a maior concentração de neurônios está no córtex cerebral, justificando as habilidades cognitivas. Tratando de um exemplo clássico, o dos cães que possuem uma visão periférica dez vezes mais sensível que a dos humanos, eles enxergam melhor em locais com menos luminosidade, seu olfato é quase cinquenta vezes melhor e ainda são capazes de sentir o gosto, através dos cheiros. Falando um pouco de audição, os golfinhos superam qualquer audição, seguidos dos morcegos, depois os gatos e em quarto lugar os cães, o homem não possui nem metade da capacidade auditiva do cão.

Este artigo curioso explica algumas diferenças entre as estruturas neurológicas e comportamentais dos animais, fazendo um comparativo com relação aos humanos: http://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-37952429

Após estas descobertas, sobre como se estruturam os organismos no reino animal, a reflexão se faz necessária. Quão racional é o ser humano a fim de testar produtos de consumo e tecnológicos em outras espécies, desrespeitando-as em sua singularidade?

Apesar do avanço na informação com o passar dos anos, que permitiu uma maior conscientização por parte das empresas, como resultado das manifestações civis, principalmente, a falta de investimento em novas ciências, do aprimoramento técnico e os interesses políticos, procrastinam o fim dos testes realizados em animais. É sabido que o organismo humano difere do organismo animal, suas ações e reações são específicas, de acordo com suas necessidades, uma formação particular anatômica que não pode ser ignorada. No entanto, empresas e autoridades estatais insistem em realizar testes utilizando os animais, um atraso intelectivo que visa o capital e despreza o direito a vida, assegurado na Constituição. Uma infinidade de itens experienciados, desde medicamentos até armamentistas, o que é comprovadamente ineficiente, além de ser um ato desumano e cruel.

De acordo com o Projeto Esperança Animal – PEA, Entidade Ambiental Não Governamental, que defende os direitos dos animais no Brasil, testes em animais são realizados para diversos fins, veja alguns exemplos:


  • Teste de Irritação dos Olhos: Para medir a ação dos componentes químicos em produtos de limpeza e cosméticos, são realizados principalmente em coelhos, pelo fato de seus olhos serem maiores e por serem animais de fácil de manejo. Os mesmos são submetidos à dor causada pelas substâncias sem anestesia, por horas ou dias, presos em suportes, sacrificados ao final e examinados internamente para diagnóstico conclusivo dos efeitos no organismo.


  • Teste de Irritação Dermal: Consiste na colocação e retirada de fita adesiva sobre a pele dos animais, até provocar feridas ou exposição de carne, para verificar as reações alérgicas e de lesões, escoriações, entre outras, resultantes dos ingredientes analisados.
  • Teste LD 50: Serve para verificar a quantidade de toxinas existente em produtos como creme dental, hidratante, sabão e amaciante de roupas, entre outros. Ratos, gatos, cachorros, coelhos, cabras, macacos, diversas espécies de animais, são forçados a ingerir, inalar, por meio de injeções, aplicações sobre a pele ou introdução em orifícios, altas doses de componentes tóxicos até o óbito.
  • Teste de Toxidade Alcoólica e Tabaco: Com objetivo de estudar os efeitos anatômicos, após administração de álcool e cigarros, são colocados tubos nasais e orais nos animais, para posterior vivissecção(dissecação de animais vivos).


  • Experimentos de Comportamento e Aprendizado: Os animais são isolados e desprovidos de alimento, hidratação, sono, convívio social etc. Propõe uma observação comportamental e reconhecimento dos aprendizados que se adquirem sobre circunstâncias extremas de sobrevivência. Neste as vítimas são torturadas, recebem choques elétricos, seu cérebro é mutilado para inserção de eletrodos, submetidos a cirurgias para subsequente exame de equilíbrio e de sono.
  • Experimentos Armamentistas: Utilizados em experiências biológicas, balísticas, explosivas, tóxicas, nucleares, de gravidade e gases, rendidos a uma série de provas de velocidade e capacidade dos armamentos. Animais como macacos, cães, porcos, ovelhas e roedores são mártires desses processos.
  • Pesquisa de Programa Espacial: Animais como macacos e cães são arremessados ao espaço em balões, foguetes, cápsulas, mísseis e paraquedas, para diagnóstico de reações fisiológicas, comportamentais e de força gravitacional.
  • Teste de Colisão: Babuínos, fêmeas prenhas, bem como outras espécies, são projetadas contra paredes de concreto, onde falecem fragmentados.
  • Pesquisas Dentárias: Dietas de açúcares, introdução de bactérias na boca, bem como experiências odontológicas são cometidas nos animais, das consequências são apodrecimento dos dentes, arcada dentária e gengivas deslocadas e retraídas consecutivamente. Dentre as cobaias estão os cães, macacos e camundongos.
  • Cirurgias Experimentais e Práticas Médico-Cirúrgicas: Animais dissecados vivos para experiências e aprimoramentos cirúrgicos sem injeção anestésica. Os principais animais utilizados são os cães, gatos, porcos e macacos. Incorrem sobre esses atos amputações, cortes, degolamento, fraturas e suturas. Ensaios feitos em Universidades nos cursos de medicina, veterinária, enfermagem, farmácia, odontologia, psicologia, biologia, química, bioquímica e educação física são realizados para descobertas musculares, neurológicas, cardíacas, respiratórias, anatômicas, inclusive testes psicológicos e farmacológicos. Nesses, além dos animais citados anteriormente, também utilizam rãs, porcos da índia, ratos e camundongos.


http://www.pea.org.br/crueldade/testes/
Projeto Esperança Animal - PEA

Se não bastasse, todas estas práticas nocivas e dissimuladas contra a vida dos animais, a ciência traz a clonagem como alternativa para transplantes de órgãos em humanos, a partir de porcos, com expectativa de rejeição zero. As primeiras experiências serão realizadas nos pacientes que aguardam transplante e autorizem tal procedimento. O coração dos porcos tem o tamanho aproximado do órgão humano, essa é uma das explicações dadas a essa pesquisa. Mas, apesar dos esforços científicos em lucrar milhões com a venda desses órgãos e da defesa quanto à eficácia da operação, não se pode desconsiderar a reação, pois, sabe-se que a estrutura biológica de um porco não é idêntica à humana. Animais estão morrendo e humanos foram a óbito, ainda que efeitos adversos sejam superados, a arbitrariedade da ciência ultrapassa os limites éticos em prol da vida.

A ineficácia dos resultados obtidos através de testes em animais é incontestável, foi comprovado que os efeitos colaterais de medicamentos, vacinas e toda infinidade de produtos disponíveis foi inesperada e inconclusiva no organismo humano, diferente do revelado em animais. Muitas instituições que aplicavam esse tipo de experiência substituíram os métodos obsoletos e inadequados por modernas práticas assertivas, realizadas a partir de amostras de células e tecidos. Técnicas “in vitro” mostraram-se bem sucedidas, aproveitamento de cordões umbilicais, placentas, entre outras eficientes formas de exploração que respeitam e não violam a vida animal, visto que os materiais coletados provêm do próprio organismo humano.

A busca por produtos livres de maus tratos cabe a cada cidadão, não basta deixar de consumir o produto, para reforçar essa luta é importante entrar em contato com a fabricante e informá-la da sua desistência em consumir seus itens, para que a mesma sinta necessidade de modificar seus procedimentos e invista em alternativas inovadoras. No Brasil várias empresas estão se destacando nessa causa, especificamente em Santa Catarina eu indico a Ciclo Cosméticos, que têm se mostrado moderna e atualizada, utilizando fragrâncias semelhantes a conhecidas marcas famosas em seus produtos, tendo como diferencial uma produção criativa, acessível e “livre de testes em animais”.

A Peaple for the Ethical Treatment of Animals - PETA é uma Fundação de natureza Não Governamental responsável pela Fiscalização e Educação a nível Internacional em Defesa dos Animais. O Projeto Esperança Animal - PEA disponibiliza em seu site duas listas, uma de empresas que “Testam” e outra das que “Não Testam” produtos em animais, para que nós consumidores possamos fazer nossa parte dessa batalha em prol do direito a vida animal. Quando uma instituição está a favor dos animais e não realiza testes, ela dispõe um selo na embalagem dos produtos, são símbolos semelhantes aos da figura, fique de olho nos rótulos e evite comprar produtos que não possuam esses selos.

Links úteis:

Peaple for the Ethical Treatment of Animals - PETA: https://www.e-activist.com/ea-campaign/action.handleOptOut.do?ea.question.id.key=6&ea.campaigner.email=RZyZ9jid5erlhwoaiy85LUrGO6tv%2FycOokDxl71XPVY=&ea.broadcast.id=192471&ea.optout.landing.page.id=150

Projeto Esperança Animal - PEA: http://www.pea.org.br/

Empresas Que “Testam”: http://www.pea.org.br/crueldade/testes/testam.htm

Empresas que “Não Testam”: http://www.pea.org.br/crueldade/testes/naotestam.htm


Thomaz, Luana Diwie. Florianópolis, 07 de abril de 2018.