Lucila Egydio en Turismo Rural, Hotelaria, Gastronomia e Turismo, Hostelería y Turismo Consultora Autônoma • Raízes Desenvolvimento Sustentável 11/11/2016 · 1 min de lectura · +500

XII. Música

XII.	Música

A música foi uma das principais embaixadoras de Cabo Verde, por meio da voz e do carisma da sempre diva, a “diva dos pés descalços”, Cesária Évora. Lembro de, ainda cursando a faculdade, ter sido apresentada a ela por um amigo querido e, a partir de então, ter sua voz suave a embalar vários momentos de minha vida. E assim a “morna”, um dos ritmos cabo-verdianos mais conhecidos, encantou o mundo. A morna é melodiosa, suave, lenta e, em geral, fala de amor, saudade, ternura e corações partidos e, para uma brasileira como eu, ela tem um quê de melancólica, de triste. Mas, ah, como é bela...

Mas nem só de morna vive a música cabo-verdiana! Dos ritmos mais tradicionais, há que se falar do “funaná” e da “coladeira”. O funaná, pelo que contam alguns, foi realmente um tiro que saiu pela culatra. Os portugueses, que colonizaram o país até 1975, tentaram no final do século XIX introduzir o acordeom e ferrinhos, na tentativa de ensinar os colonizados a tocar música portuguesa. Até então, da música local, somente a morna gozava de prestígio na nobreza. Pois com os novos instrumentos os cabo-verdianos brindaram o mundo com um ritmo dançante e alegre, o funaná, que ganhou esse nome pela maneira como chamavam o acordeom. Adorei essa rebeldia criativa!!! Virei fã do funaná, que hoje já não usa o acordeom e tem instrumentos mais modernos, mas que põe todo mundo pra dançar!!!!

E para fechar a tríade clássica musical do país, há a “coladeira”, uma derivação da morna, mas mais acelerada, que vem evoluindo ao longo das décadas. Ela é super sensual e dançante, impossível ficar parado ao ouvir. É realmente contagiante! Ao longo do tempo foi ganhando influências variadas e um caráter mais comercial. Uma das maiores influências é do zouk, o que dá um remelexo mais sensual e elaborado ainda do que as tradicionais coladeiras. A ginga do pessoal daqui não deixa nada a dever aos brasileiros, não!

Vontade de dançar até o solo raiar...