Luis Soares en General Management, CEO, VP, Director, Diretores e Executivos, Recursos Humanos Consultor Sr Gestão de Pessoas • LCSoaes Consultoria Empresarial Ltda 5/6/2018 · 1 min de lectura · +500

Redes sociais e as relações pessoais em desequilíbrio

Recentemente encontrei com alguns amigos, que em tempos passados costumávamos a ter mais encontros pessoais e, com o avançar da tecnologia e a desculpa da falta de tempo, transferimos nossas relações para as redes sociais e apps de mensagens. É verdade que passamos a nos comunicar muito mais que antes, mas e a qualidade dessa interação?

Bem, fato é que nos encontramos pessoalmente após um longo tempo e eu me senti um pouco estranho no grupo. Ao Redes sociais e as relações pessoais em desequilíbriomesmo tempo que os conhecia de longa data e nos últimos anos termos conversado com alguma frequências pelas redes sociais e aplicativos de mensagens pelo celular, parecia que a relação humana e a liberdade do passado que tínhamos uns com os outros não era a mesma. Incomodado com meu próprio sentimento resolvi externar isso para meus amigos e adivinha só? Eu não estava sozinho nesta sensação. Passamos então a falar como nos sentíamos pessoalmente e como a qualidade de nossa amizade havia se deteriorado em termos de ter mais liberdade uns com os outros e até mesmo a falta que sentíamos da interação física.

Sou um amante da tecnologia, adoro redes sociais, as facilidades de e-mails e apps de mensagens, mas por outro lado fico muito mais estimulado e feliz em contatos pessoais. Talvez aflore minha vocação para Gestão em Pessoas que sempre é evidenciada em testes comportamentais.

Neste mesmo grupo de amigos no bar que estávamos, havia boa parte das pessoas (nem todos, é verdade) sentadas na mesma mesa, mas cada um com seu celular na mão trocando mensagens. Imaginem vocês se convidassem um grupo de amigos para sair e eles decidissem que cada um, ou parte deles, iria conversar com outro amigo que encontrara no local! No mínimo pensaríamos que seria falta de educação desse amigo, mas ficar nas redes sociais ou apps de mensagens, na maioria das vezes, não é entendido assim. Por que será?

Como já disse sou a favor da tecnologia, evolução e desenvolvimento, mas será que estamos no caminho certo? Vimos que a busca desenfreada pelo dinheiro e ganhos industriais têm degradado o meio ambiente (derretimento de geleiras no polo sul, poluição de rios, mares e ar, desmatamentos, deteorização da camada de ozônio, etc..). Existem fortes movimentos para o crescimento sustentável e em equilíbrio com a natureza. Será que não é hora de fazermos isso também com as relações pessoais?

Bem, alguns de vocês podem estar pensando: este cara escreve sobre a importância dos relacionamentos pessoais e divulga isso em redes sociais? Qual é? A ideia de fazer esta divulgação nas redes sociais é que, pelo lado bom da tecnologia, consigo fazer chegar a mensagem a um grupo muito maior de pessoas.

Penso que profissionais de todas as áreas e principalmente de Recursos Humanos, poderiam estimular mais encontros pessoais para trocar de ideias, não como networking mas talvez como netfriend.

“You may I am a dreamer, but I not the only one” (Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único, trecho da música Imagine de John Lennon).

Grande abraço.