Luizia🐝 Patrício en Arrasta São Paulo, Empreendedores e Empresários, Comunicação e Jornalismo Life Coach Comportamental Pessoal & Interpessoal • Coaching Com Alma 3/11/2016 · 3 min de lectura · 1,3K

A Reforma Tributária é Uma Utopia ?

A Reforma  Tributária  é Uma Utopia ?

A reforma tributária é uma utopia?

Com certeza. Infelizmente, não podemos esperar muito do estado, ainda mais quando nos referimos a algo tão delicado, como uma reforma na legislação tributária. Não podemos, jamais, nos iludir, especialmente com relação a qualquer coisa envolvendo o governo. Evidentemente, nunca será do interesse do governo arrecadar menos, ainda mais se levarmos em consideração o fato de que o estado brasileiro é caríssimo. E a reforma tributária exigiria um nível de transparência, honestidade e organização que o estado simplesmente não tem competência para gerir. Embora inúmeros gestores públicos concordem com o fato de que a iniciativa privada paga muitos impostos, e que a reforma tributária é uma necessidade – que não apenas iria exonerar o empreendedor de gastos enormes, possivelmente implementar uma gestão mais responsável e igualitária na distribuição dos recursos, eliminar inconsistências fiscais, minimizar perdas e padronizar o sistema – a grande maioria simplesmente ignora o assunto, e o estado vai empurrando esta importante questão com a barriga, procrastinando o tema, sempre que ele é trazido à pauta. Por quê? 

Evidentemente, a reforma tributária, caso fosse levada a sério por gestores públicos, legisladores e políticos, possivelmente não viria sozinha. Os benefícios de uma reforma tributária – que, para variar, beneficiariam muito mais o cidadão do que o governo – provavelmente viria atrelado a um prospectivo debate sobre a necessidade da redução do estado. Afinal, uma reestruturação dos métodos de arrecadação de tributos invariavelmente implicaria na reorganização das contas públicas, e de todos os gastos intrínsecos às instituições governamentais no país. Em virtude do seu tamanho, de sua ineficácia, e de seus custos incomensuráveis – que movimentam valores superiores ao PIB de nações de tamanho modesto –, o estado já não pode mais ignorar o fato de que ele representa um enorme peso financeiro na vida do cidadão brasileiro. Desta maneira, a reforma tributária e a redução do estado não apenas trariam uma significativa economia para os cofres públicos, como representariam muito mais dinheiro no bolso do cidadão brasileiro, o que aumentaria sobremaneira o seu poder de compra, e sua capacidade de consumo. Mais capital na mão do cidadão e menos dinheiro nas contas do governo. Tudo aquilo que o estado não quer.

A reorganização do estado dessa maneira, se levada a cabo, representaria uma tarefa colossal, sem dúvida nenhuma. Não obstante, é algo aparentemente impossível, no excessivamente corrupto Brasil contemporâneo. Atualm