AUTO ESTIMA

AUTO ESTIMA

               AUTO ESTIMA


Percebo que as pessoas insistem em acreditar que auto estima deve ser um botão escondido em algum lugar de seus corpos e que eu – ou qualquer outra pessoa que lhes pareça mais sabida do que elas mesmas – indique o local para que elas possam simplesmente apertá-lo e, como num passe de mágica, comecem a se sentir bem, felizes, satisfeitas e auto amadas.

Sinto em informar-lhes que não é bem assim que a reconstrução da auto-estima acontece. Não existe botão nenhum. Analise comigo: é verdade que todos os órgãos de nosso corpo deveriam funcionar perfeitamente, dando-nos condições saudáveis de viver, todos os dias, não é? No entanto, algumas vezes, um desses órgãos adoece e funciona de forma insatisfatória.

Quando percebemos isso, seja sentindo alguma dor ou qualquer outra reação incômoda, imediatamente marcamos uma consulta, passamos pelo médico, fazemos exames, tomamos remédio e, se for necessário, até nos submetemos a uma cirurgia.

Assim, o órgão volta a funcionar adequadamente.

Não consigo entender porque muitas pessoas simplesmente se recusam a passar por um processo de recuperação de sua auto-estima quando percebem que, mesmo devendo amar-se naturalmente, esse amor não se tem aflorado.

Parece que quando se trata de sentimentos, a gente fica esperando que tudo se resolva por si só, sem que tenhamos de nos cuidar, repousar, mudar hábitos e até promover uma cirurgia interna subjetiva para que nossa capacidade de nos amar volte a nos provo