Mauro Barbosa en Trabalho Social - Serviço social, beBee em Português, Psicologia Escritor • Chiado Editora Hace 2 d · 1 min de lectura · 1,5K

Bilhete Verde

Bilhete Verde

Qual o recado das grandes tragédias como a recente queda do avião que levou quase toda delegação do modesto time de Chapecó, clube que se tornou uma espécie de celebridade no poderoso mundo do futebol?

Os seres humanos se debatem nas lutas do poder, fama e dinheiro a qualquer custo. Atropelados e atropelando, a humanidade segue sua sanha desenfreada pelo domínio da situação. Mas eis que de repente ela chega. 

E como aconteceu ao ator Domingos Montagner há pouco mais de dois meses, ficamos perplexos e sem chão quando o inesperado arranca a concepção de que a vida parece estar sob o controle dos homens sapiens. 

E neste contexto aparece Deus, Alá, Ciência, seja lá o nome que se queira dar a Quem Criou tudo isso. Ele chega de vez em quando com um bilhete curto e contundente, relembrando quem manda nesta joça toda, ou seja, o Universo. Esse mistério cheio de estrelas, luas e buracos negros. O incomensurável que abriga a Terra, um grão quase invisível na imensidão das galáxias. E se a gente seguir por esse caminho, nosso orgulho será lançado ao despenhadeiro mais profundo da pequenez humana. Mas não é essa a mensagem Dele. 

Essa sensação de impotência que nos assalta inesperadamente, não deve ser apenas uma consternação que choca, mas uma reflexão que nos alerte que só se leva dessa vida a vida que se leva. morte é apena uma inevitável mudança de rumo, que não avisa a hora que vai chegar. 

Então, como diz o talento saudoso de Renato Russo na canção: é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. Simples e difícil assim. 



JOEL CORDOVA CICLE Hace 2 d · #3

Foi muito simbólico, um dia pisaram as flores por Fidel na embaixada de Cuba em Brasília e ao siguiente dia a tragedia do Chapecó,.
Precisamos amar como se não houvesse amanhã. . . .

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Ótimo texto. Concordo com @Maria Luiza Alves dos Santos. Temos que viver intensamente para que essa não seja nossa música: "Devia ter amado mais. Ter chorado mais. Ter visto o sol nascer. Devia ter arriscado mais e até errado mais. Ter feito o que eu queria fazer..."

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Em momentos como esse é difícil encontrar uma explicação. Adorei a maneira que você encerra o texto, convidando a seus leitores a amar como se não houvesse amanhã, a viver... é exatamente nisso que acredito. Um abraço @Mauro Barbosa.

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