Mauro Barbosa in Estudantes, beBee em Português, Professores e Educadores Escritor • Chiado Editora Mar 16, 2020 · 1 min read · 4.1K

Pandemia: Onde tudo começa? (Texto revisado)

Pandemia: Onde tudo começa? (Texto revisado)

De tempos em tempos a Humanidade leva sustos. O da vez é o coronavírus ou covid19. Sem falar na SARS e o HIV, tivemos, há pouco mais de 100 anos, a gripe espanhola, bastante parecida com a covid19, e que ceifou milhões de vidas por todo o planeta.

São tempestades que podem causar sentimentos os mais variados. Podemos classifica-los em dois tipos:

- Os primeiros são o pânico, a ambição desenfreada por conta da escassez, o egoísmo, o orgulho, os indiferentes, os revoltados que contaminam outros, a desesperança e as milhares de teorias e informações que não sabemos ser verdadeiras ou não.

- Já como segunda opção, situações extremas podem despertar sentimentos como o equilíbrio, a busca de soluções, a reflexão, a solidariedade, a cidadania, a ética, e saber que grandes tormentas podem levar a novas ideias. A gripe espanhola, por exemplo, que em a época fez do então presidente do Brasil, Rodrigues Alves, uma de suas vítimas fatais, se tornou o embrião do SUS, o Sistema Único de Saúde.

A peste negra, que afetou a Eurásia, dizimou metade da Europa no século XIV. É um dos mais fortes exemplos de que a Humanidade, mesmos com precárias condições de desenvolvimento científico, saneamento inexistente, etc., sobrevive. As sequelas são muitas, mas a vida sempre continua.

Muito já se ouviu que o coronavírus não será o primeiro nem o último problema mundial. Todas estas pandemias em épocas variadas assustaram e assolaram a Humanidade.

Claro que venceremos mais esta batalha, entretanto que lições podemos tirar delas? Quantos flagelos ainda teremos que passar para chegarmos a alguma conclusão que não seja apenas o progresso científico e a cura de mais uma chaga?

Os céticos podem imaginar que pretendo entrar pelo viés da religião. Mas não. A grande questão aqui reside no pensamento. Somos o que pensamos. E pensamento é o criador da vida que levamos. Historicamente, vivemos às turras. É a política da “farinha pouca meu pirão primeiro”, seja qual for o regime de governo, a religião, a ideologia de gênero ou a cor da pele. 

Quando nos deparamos com situações que nos tiram do prumo, somos tomados pelos sentimentos descritos acimas. Sendo assim, qual deles você escolhe? O de melhorar a convivência conosco e com o mundo ao redor, ou apenas torcer para que tudo volte logo ao normal? E o que é normal? A polarização? Eu estou certo e você não? A lei do mais forte? Se for isso, aguardemos os próximos sustos. 

Talvez a Humanidade esteja precisando de mais humanidade.