Monique Ferreira en Na Beira do Palco, Repórter Cultural, Séries de TV Assistente de Gerência de Produção Executiva • Lynxfilm Produções Audiovisuais - Casablanca produtora 11/10/2016 · 1 min de lectura · +300

NBDP assistiu: Pitch

Ginny Baker é exatamente a personagem de que precisamos. De verdade.

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Publicado originalmente em Na Beira do Palco.

Pitch poderia enganar à primeira vista, aparentando ser apenas mais um programa sobre esportes feito para fãs do gênero. Porém não dá para ignorar o fato deste programa sobre esportes ser protagonizado por uma mulher negra.

Ginny Baker (Kylie Bunbury) é uma jovem jogadora de beisebol que alcança a liga principal (Major League Baseball) ao ser contratada pelo San Diego Padres. Sendo a primeira mulher a conseguir chegar à MLB, Ginny cumpre bem com a sua tarefa de se parecer exatamente como qualquer uma de nós. Ela é uma menina, cheia de medos e incertezas, em um universo que a pressiona por todos os ângulos. De um lado, a sensação de inferioridade por estar em uma profissão majoritariamente masculina. Do outro, a exigência constante de ser o exemplo que outras garotas precisam.

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Além do carisma da protagonista e da facilidade de se identificar com o seu drama, as tramas paralelas também são bem trabalhadas, assim como seus personagens: o jogador que começou cedo a sofrer os danos físicos pela dedicação ao esporte, o técnico old school que é machista porque nunca aprendeu a agir de outra forma, a agente que mantém uma pose de forte mas é totalmente quebrada por dentro. Pitch sabe fazer os seus discursos e defender as minorias sem generalizar, tomando cuidado com a análise de casos sem passar a mão na cabeça de ninguém. E a própria Ginny, ainda uma menina de 23 anos, vai aprendendo a lidar com a própria influência, assumindo ideologias e se impondo sem nunca deixar de lado o companheirismo pelo time e o profissionalismo.

Há muitas produções machistas, sim, assim como há um forte movimento contrário que indica como as coisas realmente deveriam ser. Pitch se encaixa no meio do caminho, trazendo toda a ideologia para o mundo real e mostrando como as meninas podem atuar e ter sucesso em um mundo onde elas são as oprimidas. É uma história de esperança, de fazer qualquer uma levantar a cabeça e acreditar que pode ser a próxima.

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Débora Carvalho 11/10/2016 · #2

Quero ver!

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Muito legal @Monique Ferreira! FIquei com muita vontade de ver! O machismo no esporte (e no jornalismo esportivo) é um problema que começa a ser abordado com a seriedade que merece. Tomara que essa tendência vá adiante!

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