Patrícia Guollo en Estudantes, Universitários, Escritores Editora e Escritora • Entre Cabelos e Barba 17/10/2016 · 2 min de lectura · +700

Saudades do amor que ainda não vivi

Gostaria de ter experimentado mais que essa amostra grátis que recebi do teu amor. Queria ter ido além, só para não ficar presa nas inúmeras possibilidades de nós dois.

Eu poderia te contar mais sobre os acontecimentos comuns da minha vida. Ter te levado para passear na casa de praia dos meus avós, apresentado minha família nada certa e mais tarde caminhar com você à beira mar.

Talvez teríamos conhecido os medos um do outro e tentado superá-los juntos. Poderia ter mostrado que posso ser mais teimosa do que pareço. E que você tinha toda razão quanto ao meu espirito aventureiro e loucura por viajar.

Poderia oferecer meu ombro para te acolher sempre que precisasse, e também gostaria de ter o seu colo para os dias não tão bons. Te prepararia um café quente nas preguiçosas manhãs de Domingo, e sorriria apenas por lembrar de você.

Queria ter ido além, ter te apresentado para os meus amigos loucos, ter pego a estrada para o litoral e ter admirado um pôr do sol do teu lado.

Gostaria de dançar com você a nossa música, como se ninguém estivesse olhando. O mundo seria nosso, sei que sim... É possível que não nesses moldes. Apenas seríamos bons o suficiente para fugir de qualquer padrão de relacionamento. Ou tornar qualquer tipo de clichê bobo e romântico em algo único, só nosso.

Mas isso são apenas devaneios meus. São meus pensamentos de saudade do amor que não vivi. São as possibilidades inúmeras. São as poucas lembranças que me fazem sorrir ao lembrar de nós.

Essa saudade me invade de vez em quando

Essa saudade me invade de vez em quando. O que não quer dizer que desejo a todo momento que você esteja aqui. Só não quero esquecer das coisas boas que vivemos juntos. Dos beijos, dos dias e noites, e das nossas risadas infinitas.

Nossa lembrança permanece comigo nas coisas simples do dia a dia. É uma memória boa e gostosa. Algo que me deixa feliz ao invés de me aprisionar na saudade e na esperança de poder nos reviver.

Saudades do amor que ainda não vivi

A gente se deu bem não é? E talvez seja por isso que eu queria tanto ter ido além. Você mexeu com algumas coisas que ainda não consigo explicar. De uma maneira leve o suficiente para eu sorrir ao lembrar de nós, ao invés de chorar na esperança falida de que algo, algum dia pudesse acontecer.

Meu bem, não quero que você entenda que eu te desejo a todo momento, ou que estou deixando de me relacionar com outras pessoas porque espero por você ou algo assim.

É que foi bom demais para arquivar em um lugar que eu não tenha mais acesso. E logo eu, que vivo intensamente todos os momentos, para não me arrepender do que não fiz. Estou aqui me perguntando: “E se?”

Mesmo distante você está presente

Seu rosto está fotografado na minha memória com o seu melhor sorriso. Assim como a lembrança das nossas noites de amor até exaustão.

Você está presente nos pequenos detalhes que vez ou outra me fazem sorrir. Nos nossos poucos amigos em comum, nos perfumes que lembram o teu cheiro, nos rostos que lembram o seu.

Tudo aquilo que a gente viveu e deixou de viver, andam comigo por aí. Uma mistura de “e se ele tivesse ficado na cidade?”, “e se a gente tivesse se conhecido antes?”, “e se...”, “e se...”. Inúmeras possibilidades e nenhuma resposta.

O que poderia fazer parte de um monte de expectativas sobre um futuro do teu lado, se resume em um “e se...?”, talvez em vários. Mas na verdade somos apenas boas lembranças, algumas conversas espaçadas e a saudade de todo o resto que ainda não vivi.

Originalmente publicado em: http://entrecabelosebarba.com.br/saudades-do-amor-que-ainda-nao-vivi/