Patricia Rosa en Motivação e Inspiração, Profissionais Administrativos, Comerciantes e Vendedores ESCRITURARIA • SOBRADINHO 1/10/2016 · 1 min de lectura · 1,1K

A parábola do vestido azul

A parábola do vestido azul

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Ela freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram muito velhas e maltratadas.

O professor ficou penalizado com a situação da menina.

“Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal arrumada?”.

Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade, resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.

Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear seus cabelos, cortar suas unhas.

Quando acabou a semana, o pai falou: “mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e plantar um jardim.”

Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.

Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os melhoramentos que seriam necessários ao bairro.

A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de cidadania.

E tudo começou com um vestido azul.

Não era intenção daquele  professor consertar toda aquela rua, nem criar uma organismo que socorresse o bairro.

Ele fez o que podia, deu a sua parte, fez o primeiro movimento que acabou fazendo com que outras pessoas se motivassem a lutar por melhorias.

Será que cada um de nós esta fazendo a sua parte no lugar em que vivem?

Por acaso somos daqueles que somente apontamos  os buracos da rua, as crianças a solta sem escola e a violência do transito?

Se somos, sigamos o exemplo do professor, e lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas, que é difícil limpar toda a rua.

Mas é fácil varrer nossa calçada.

É difícil reconstruir um bairro.

Mas é possível doar um vestido azul!