Reginaldo Afonso Bobato in Comunicação e Jornalismo, Desenvolvimento Humano, Jornalistas Escritor político-filosófico-poético • Eu mesmo no Face book Aug 25, 2019 · 3 min read · 1.1K

Do desterro à hipocrisia

Do desterro à hipocrisia

Na época dos reinados do Dom Pedro I e Dom Pedro II devo crer que todos achavam bonito um cigarro nas mãos indo em direção à boca, prova disso é a antiga bandeira brasileira que tem um ramo de fumo num lado e do café de outro quase circundando o símbolo da coroa, sem contar que a escravidão era absolutamente legal, eu não sei se o trafico negreiro, quem fazia a longa viagem até a África e como os negros eram aprisionados sem reserva alguma e praticamente sem resistência ao mar aberto e praticamente sem fronteiras.

As grotescas diferenças sociais na época diziam que índios e negros não tinham alma, e por isso eram tratados pior do que animais domesticados, pois se não obedeciam ao senhor do engenho eram colocados num pau de sebo e chibatados a mostra de todos, e tocos eram concentrados em casas mal feitas chamadas senzalas, e quando a princesa Isabel assinou a chamada lei áurea que dava liberdade aos negros, eles saíram da escravidão e formaram então favelas e cortiços, e por muito tempo suas culturas foram chamadas e tachadas de vadiagem pele política local e central.

Houve revoltas negras antes da lei áurea, uma delas foi a do Quilombo ou Zumbi dos Palmares. Liderada por Ganga Zumba e resistiu por aproximadamente um ano, de acordo com dados do Winkipédia.

Eu não sei que tipo de governo existia na África naquela época, mas tenho razões para acreditar que os negros eram negociados até em leilão, ludibriados ou caçados vivos a força, tamanha era a crueldade que existia tudo com a conivência do mais alto clero.

Hoje em dia uma minoria tem bons empregos e a maioria vive em morros sem saneamento básico, numa segregação invisível, como resposta a um passado de reinados errantes, bárbaros e insensíveis, e que querem voltar ao poder como se nós nos esquecemos deste passado sórdido, medíocre e insano.

Nos Estados Unidos da América também houve escravidão, mas para tentar reparar um pouco os erros históricos, o governo americano ao longo do tempo vem construindo apartamentos para os afros descendentes, mas ninguém ira apagar as seqüelas e os traumas vividos por estes povos.

Não podemos nos esquecer também da morte de Joaquim da Silva Xavier, que foi morto e enforcado, e ainda fora denominado como “personagem símbolo da conspiração que o reinado denominou de conspiração mineira, e somente com o advento da proclamação da república (de acordo com o Wikipédia), ou seja, em 15 de novembro de 1889, ele foi denominado como herói e mártir.

Desde então, o dia de sua execução, dia 21 de Abril é feriado nacional, longos anos então demorados para se fazer justiça a que seu nome merecia.

Disseram em tom aberto que os tais reinados deram certo, só poderia dar certo, escravizando, matando e induzindo a mediocridade do fumo.

Um dos provérbios criados por mim:

Não mate teu inimigo, deixe que ele sofra vendo tua vitória. Por Reginaldo  Afonso Bobato

Do desterro à hipocrisia

Do desterro à hipocrisia

Na época dos reinados do Dom Pedro I e Dom Pedro II devo crer que todos achavam bonito um cigarro nas mãos indo em direção à boca, prova disso é a antiga bandeira brasileira que tem um ramo de fumo num lado e do café de outro quase circundando o símbolo da coroa, sem contar que a escravidão era absolutamente legal, eu não sei se o trafico negreiro, quem fazia a longa viagem até a África e como os negros eram aprisionados sem reserva alguma e praticamente sem resistência ao mar aberto e praticamente sem fronteiras.

As grotescas diferenças sociais na época diziam que índios e negros não tinham alma, e por isso eram tratados pior do que animais domesticados, pois se não obedeciam ao senhor do engenho eram colocados num pau de sebo e chibatados a mostra de todos, e tocos eram concentrados em casas mal feitas chamadas senzalas, e quando a princesa Isabel assinou a chamada lei áurea que dava liberdade aos negros, eles saíram da escravidão e formaram então favelas e cortiços, e por muito tempo suas culturas foram chamadas e tachadas de vadiagem pele política local e central.

Houve revoltas negras antes da lei áurea, uma delas foi a do Quilombo ou Zumbi dos Palmares. Liderada por Ganga Zumba e resistiu por aproximadamente um ano, de acordo com dados do Winkipédia.

Eu não sei que tipo de governo existia na África naquela época, mas tenho razões para acreditar que os negros eram negociados até em leilão, ludibriados ou caçados vivos a força, tamanha era a crueldade que existia tudo com a conivência do mais alto clero.

Hoje em dia uma minoria tem bons empregos e a maioria vive em morros sem saneamento básico, numa segregação invisível, como resposta a um passado de reinados errantes, bárbaros e insensíveis, e que querem voltar ao poder como se nós nos esquecemos deste passado sórdido, medíocre e insano.

Nos Estados Unidos da América também houve escravidão, mas para tentar reparar um pouco os erros históricos, o governo americano ao longo do tempo vem construindo apartamentos para os afros descendentes, mas ninguém ira apagar as seqüelas e os traumas vividos por estes povos.

Não podemos nos esquecer também da morte de Joaquim da Silva Xavier, que foi morto e enforcado, e ainda fora denominado como “personagem símbolo da conspiração que o reinado denominou de conspiração mineira, e somente com o advento da proclamação da república (de acordo com o Wikipédia), ou seja, em 15 de novembro de 1889, ele foi denominado como herói e mártir.

Desde então, o dia de sua execução, dia 21 de Abril é feriado nacional, longos anos então demorados para se fazer justiça a que seu nome merecia.

Disseram em tom aberto que os tais reinados deram certo, só poderia dar certo, escravizando, matando e induzindo a mediocridade do fumo.

Um dos provérbios criados por mim:

Não mate teu inimigo, deixe que ele sofra vendo tua vitória. Por Reginaldo Afonso Bobato