Celular é inimigo da produtividade e da segurança no trânsito

Administração: Celular no trabalho atrapalha a produtividade. São 234 milhões de celulares no Brasil

O Celular  é inimigo da produtividade e da segurança no trânsito


Celular já lidera lista do que mais atrapalha a produtividade no trabalho. As mensagens, e internet também estão no ranking dos 'matadores' e o Facebbok entra também no rol, junto com o WhatsApp 

Diante disso o uso do celular com mensagens são os que mais atrapalham a produtividade no trabalho, mostrou pesquisa do CareerBuilder, site de carreiras norte-americano. Mais de 55% dos patrões acreditam que o smartphone é o maior culpado pela falta de produtividade.

Colegas sem noção - só conversa e não trabalha . Cerca de 83% dos trabalhadores têm smartphone e 82% ficam de olho no aparelho durante o trabalho. Apenas 10% das pessoas com smartphone dizem que ele está diminuindo sua produtividade no trabalho, e 2 em cada 3 (66%) dizem que o utilizam várias vezes ao dia, mesmo enquanto trabalha.

"Nós precisamos ficar conectados para trabalhar, mas também estamos a um clique de distrações sedutoras da nossa vida pessoal, como mídias sociais e outros aplicativos", afirma Rosemary Haefner, diretora de recursos humanos do CareerBuilder.

"A conectividade não é necessariamente ruim, mas ela precisa ser gerenciada. Ter um diálogo aberto com os empregados sobre distrações tecnológicas, reconhecer sua existência e discutir desafios são algumas soluções para manter a produtividade", completa Rosemary.

Veja abaixo a lista com os 10 "matadores" de produtividade mais comuns:

1) Celulares e mensagem de texto: 55%

2) Internet: 41%

3) Fofoca: 39%

4) Mídias sociais: 37%

5) Colegas de trabalho que passam para conversar: 27%

6) Pausas para fumar: 27%

7) E-mail: 26%

8) Reuniões: 24%

9) Colegas de trabalho barulhentos: 20%

10) Sentar em um cubículo: 9%

Veja como os profissionais usam o celular no horário de trabalho:

1) Mensagem pessoal: 65%

2) Previsão do tempo: 51%

3) Notícias: 44%

4) Jogos: 24%

5) Compras: 24%

6) Trânsito: 12%

7) Fofoca: 7%

8) Vendas: 6%

9) Conteúdo adulto: 4%

10) Namoro: 3%

Custos da não produtividade

Três em cada quatro empregadores (75%) disseram que duas ou mais horas do dia são perdidas porque os trabalhadores estão distraídos; 43% disseram que pelo menos três horas do dia são perdidas. Entre as principais consequências da falta de produtividade estão: comprometimento da qualidade do trabalho (48%), baixa moral porque outros funcionários precisam fazer o trabalho que não foi feito (38%), impacto negativo na relação patrão/empregado (28%), prazos não cumpridos (27%), perda de receita (26%) e impacto negativo na relação com o cliente (20%).

Cerca de 76% dos empregadores tomaram atitudes para acabar com os problemas de produtividade, como bloqueio de determinados sites da internet (32%), proibir chamadas pessoais ou uso do celular (26%), horário de almoço e lanche controlados (24%), monitoramento de e-mails e uso da internet (19%), entre outros. A pesquisa foi feita nos Estados Unidos, entre 10 de fevereiro e 17 de março de 2016 , com 2.186 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos em todos os setores e portes de empresas e 3.031 trabalhadores com idade a partir de 18 anos.


No Brasil a situação é bastante grave

Brasil – 51,8% dos motoristas brasileiros usam celular no trânsito, diz pesquisa. Ocorrem vários acidentes e atropelamentos. Os celulares estão envolvidos em 25% dos acidentes de trânsito, diz estudo. Smartphone consome de 2 a 3 horas por dia dos profissionais durante o trabalho. Uma pesquisa realizada pela Universidade Metodista de São Paulo apontou que um em cada cinco profissionais perde até 15 minutos a cada hora no celular durante o horário de trabalho, 25% do tempo. Isso resulta em um desperdício de 2 horas por dia, considerando uma jornada de trabalho de 8 horas diárias. Para calcular o custo para sua empresa com esse tempo perdido, pode ser usada essa ferramenta de cálculo de desperdício de tempo, que permite informar o número de colaboradores e o custo por profissional. Queda e grandes perdas na produtividade e até acidentes podem ser provocados pela utilização excessiva desses aparelhos. Para conter abusos, especialistas sugerem a criação de regras internas e a conscientização constante dos trabalhadores.  Os números do Brasil, são talvez mais graves que os dos EUA. Um supervisor de planta de beneficiamento de minério do MT. Conta que um de seus subordinados estava andando e falando ao celular, ao mesmo tempo, após o serviço. Ele tropeçou, caiu e trincou o maxilar e ficou 43 dias em recuperação.


O Brasil conta 234 milhões de celulares. Nesse contexto, especialmente os jovens fazem uso constante dos smarthphones: aparelhos que oferecem recursos de computador e acesso à internet. “Estar online é um hábito para esse público. Eles dispõem de aplicativos como Facebook, Whatsapp, Viber, Twitter e trocam mensagens por SMS. Essa é uma nova geração de trabalhadores e as empresas terão que achar um modo de lidar com isso”, observa Luciano Nadolny, psicólogo e consultor de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) do Sesi.

Ainda não existem leis que regulem o uso de celulares no trabalho, mas, segundo Juliana Bacarin, os sindicatos da indústria e laborais podem estudar o assunto e criar cláusulas restritivas nos contratos de trabalho quanto ao uso do aparelho em horário de expediente. “A própria empresa, por meio de seu regulamento interno, pode estabelecer regras para o uso do celular”, afirma ela.

Divulgar as regras para uso racional do aparelho já no treinamento admissional e manter uma comunicação constante sobre o assunto são também caminhos que podem ser adotados, indica Luciano Nadolny. Em atividades de risco, a proibição do uso de celulares deve ser incluída nos procedimentos de segurança. “Fora disso, é possível regular o uso do aparelho em horários pré-determinados, em pequenas pausas de descanso do trabalho”, sugere. O importante é que os trabalhadores compreendam os motivos por trás das restrições. “Isso pode evitar insatisfações que prejudiquem o clima interno das indústrias”, aponta Juliana.


Professores e diretores das escolas de todos os níveis até as universidades também ressaltam, que os celulares são inimigos do aprendizado e da falta de atenção. Eles desviam a concentração dos alunos. Temos escolas que o número de recuperação e reprovação subiu, justamento naqueles alunos viciados em conversas pelo celular. É um vicio que tem de ser coibido. Prejudica quem usa; e quem está a volta. Com a Lei 4734 de 04/01/2008, que proíbe celular na escola, a situação melhorou muito onde é aplicada. Mas existem algumas situações ainda fora de controle. Como os alunos estudam em suas casas com o telefone ligado? Os trabalhos em grupo fora da escola, por exemplo. Existem atividades em grupo em que todos membro deste grupo estão na rede social ao mesmos tempo, e as vezes conversando entre eles mesmos.