Gerenciamento de Risco, tendência de crescimento no organograma funcional. O mercado e a estratégia de prevenção já exigem este modelo de administração formal


Gerenciamento de Risco, tendência de crescimento no organograma funcional. O mercado e a estratégia de prevenção já exigem este modelo de administração formal  Gerenciamento de risco, ou gestão de riscos é a disciplina que busca identificar, avaliar e priorizar os riscos relacionados com as atividades de uma organização, independentemente da natureza ou origem desses riscos, para processá-los metodicamente de forma coordenada e econômica, de modo a reduzir e controlar a probabilidade de os eventos temerados e reduzir o impacto final desses eventos.

Na visão industrial - empresarial, Gerenciamento de Riscos está diretamente ligado, ao conjunto de ações e estratégicas prevencionistas, assim como, as situações corporativas que aportam qualidade das decisões de negócios, e fortalecem a condição do sistema da administração geral, incluindo produção, operação e manutenção de uma empresa. Previne de situações críticas, esta é a realidade, e aumenta o nível de confiança e segurança em todos os sentidos organizacionais. O número de empresas que desenvolveram ainda mais, o seu sistema de gerenciamento de riscos, para além dos requisitos mínimos legais e de supervisão nesta ênfase, aumentaram consideravelmente nos últimos dois anos . Este é o resultado de uma colaboração conjunta entre a visão empresarial sobre os riscos, exigências de bancos financiadores, que pedem relatório desta natureza, principalmente, para fins de seguros e área jurídica da empresa. Portanto, o Gerenciamento de Risco, é visto como uma prática moderna e integra, ao conjunto de boas práticas empresariais, inclusive, correlacionadas à compliance, responsabilidade fiscal, social e ambiental, que sempre trazem alguma correlação com a utilização do Gerenciamento de Risco.

Há um trabalho coordenado por Eduardo Kuzuki, especialista, em gerenciamento de risco, que analisou um conjunto de 35 empresas médias do Brasil com base em 2015. O estudo mostra, que há claramente uma ascensão da cultura da gestão corporativa, emergente de Gerenciamento de Risco, que vem mexendo com as empresas. Por outro lado, o estudo identifica grandes potenciais de melhorias, que devem ser implementadas nos próximos anos, a fim de projetar um sistema mais eficiente e proliferador de Gerenciamento de Riscos que atenda às necessidades atuais das empresas e partes interessadas. Há conclusões interessantes,. pois 20% cento das empresas pesquisadas relatam que seu sistema de gerenciamento de risco é parte integrante da gestão baseada em valores; 9% cento, reagiram, com a introdução de um sistema de gerenciamento de riscos como conseqüência da recente crise, e uma visão prevencionista mais ampla, entendem que a parte de seguro é vital. 

No entanto, a maioria, 64 % das empresas declaram, ter introduzido o sistema de gestão de risco com base em razões legais, regulamentos legais ou requisitos dos auditores, bancos, seguros, clientes ou fornecedores, além de estarem vendo na revista Exame que a Governança Corporativa, pede Gerenciamento de Risco, e as empresas que não tem esta prática, estão ficando atrasadas e distante do mundo dos negócios mais sólidos e confiáveis. Do ponto de vista de dois economistas professores de MBA, da disciplina Gerenciamento de Riscos, e consultores também. Eles entendem, que a gestão de risco, apresenta um desafio atual para as empresas entenderem e explorarem o grande potencial das oportunidades modernas e dos sistemas de gerenciamento de riscos como um importante contributo para o valor dos instrumentos de controle da empresa, valorização, prevenção e boas práticas. Dizem que é investimento estabelecer no organograma: Gestor ou Gerente de Risco. Falamos de crescimento de vanguarda de gestão. Isto transforma em um ativo indireto importantíssimo na empresa. Caso não façam, o concorrente faz, e propaga que está fazendo e adotando práticas modernas de Gerenciamento de Risco, ganhando vantagem competitiva, segurança e confiança de mercado. 36% das empresas entrevistadas indicaram, que o sistema de gerenciamento de riscos em sua empresa é baseado em gerenciamento local. Em 40% das empresas, o gerenciamento de riscos é apresentado como uma tarefa parcial nas áreas de gerenciamento comercial e controle . Um departamento separado, sob a forma de gerenciamento de risco central é mantido em 8% das empresas pesquisadas.

A maioria das empresas, 90% , tem medo dos riscos da concorrência direta e do ambiente de mercado. 88% das empresas pesquisadas, consideram que o risco de uma interrupção na cadeia de valor agregado, fornecimento e logística é ameaça à existência contínua, e pode eliminar o negócio. Em terceiro lugar, a reputação e imagem, ou influência negativa de mídia - redes sociais- aplicativos, e outras forças, foram mencionadas em 87% por cento. O poder da mídia, e redes sociais com a facilidade de qualquer pessoa, usar um simples aparelho de celular e fotografar, ou filmar os ambientes internos das fábricas, mostrando as falhas e não conformidades, até montadas ou mesmo, focando situações de obras provisórias, publicando videos. Provocam um prejuízo devastador na empresa, mesmo sendo improcedentes e falsos.

Os riscos detectados nas empresas foram: Riscos da competição e do ambiente de mercado, Riscos resultantes da interrupção da cadeia de valor agregado, fornecimento e logística, Reputação e imagens, riscos de inadimplência, Riscos de flutuações econômicas, Riscos decorrentes de mudanças nos preços das commodities, Riscos de responsabilidade do produto, Riscos regulatórios, Risco de liquidez, Riscos de mercado, Riscos de violação de conformidade, Riscos da aquisição de capital, Riscos de flutuações cambiais, Riscos de pirataria de produtos e pirataria de patentes, Riscos tributáveis, Riscos Ambientais específicos, Ricos de TI - tecnológico, Risco de Agravamento da Crise da Economia e Política, Risco de paralisação, Risco de Incêndios, Risco de Lucro cessante, Risco hídrico especifico de consumo de água industrial, Riscos de acidentes de natureza diversas, Riscos organizacionais, Riscos operacionais, Riscos de fusões empresariais de grupos concorrentes.

Os resultados do estudo de referência, mostra que as empresas são mais propensas a considerar esses riscos como os mais ameaçadores, o que não pode ser amortecido pelos serviços tradicionais da década passada que não dispunha de filosofia, tecnologia e nem apoio de gerenciamento de risco, ou nem usavam como hoje esta prática que o mercado vem cobrando. Um controle intuitivo dos riscos, já não é suficiente, pois é considerado visão amadora. Os tempos mudaram, e riscos não são mais "achismos e achologias". Estas intuições, não são mais suficientes para proteger ou defender os ativos grandiosos de uma empresa séria, que opera no mercado, e que exige uma política, diretriz e organização de gerenciamento de risco. Um banco, uma seguradora, pede e avalia atualmente, os planos rigorosos de risco, documentação robusta em padrões detalhados e seguros das informações.Tem de dispor de profissionais especialistas, pra este tipo de gestão e trabalho.

A gestão de riscos deve funcionar integralmente no contexto de todos os processos específicos da empresa, de acordo com especialistas, treinados. Hoje se utiliza muito, profissionais de inclinação das disciplinas e vocação para o raciocínio estatístico, auditoria e perícia, formados dentro da empresa em job rotation, em todos os departamentos (rodízio) A análise dos riscos baseia-se principalmente no conhecimento especializado, em identificar, classificar o risco, quanto prioridade de tratamento, planejamento deste tratamento e prevenção, para os riscos locais, afetos as circunvizinhanças ou interface funcional. Recomenda a eficácia (melhores práticas) e cobra rigorosamente, e informa as gerências superiores o status, ou até mesmo , passa a assumir a correção necessária de iniciativas e tratativas. Para assim, monitorar e identificar novos riscos. Atuando com ferramentas de gestão ou métodos de melhoria. O PDCA, vem sendo muito adotado, há também, softwares customizados de Gerenciamento de Riscos, que estão dando bons resultados.

A pesquisa mostra que as empresas essencialmente (90%) dependem de recursos internos para analisar seus riscos. Apenas oito por cento das empresas pesquisadas utilizam consultores externos. A diversidade interna de métodos baseia-se no uso de conhecimentos especializados internos (32%), no uso de listas de verificação (26 %) e na organização de oficinas (17%) e entrevistas (15% por cento). O conhecimento externo econômico é usado apenas de forma limitada. Existem diferentes métodos para analisar os riscos. Mas significativo é o uso de know-how especializado. Apenas cerca de um terço de todas as empresas pesquisadas avaliam seus riscos por meio de procedimentos mais complexos, por exemplo, com base em análises de cenários e funções de distribuição. O resto das empresas atribui as classes de relevância aos riscos, para avaliá-los de acordo com perdas máximas concebíveis ou o valor esperado e, assim, avaliar riscos apenas de forma unidimensional. As informações recolhidas, tornam mais fácil para a gerência determinar a movimentação de tratamento de riscos, que pode ser movida realisticamente para as empresas, dentro de suas possibilidades. Mais de 60% das empresas se limitam a uma única avaliação de risco ou adicionam valores de danos esperados ou máximos. 9% utilizam um modelo de simulação. 26% das empresas não realizam uma avaliação de risco global.

A maioria das empresas avalia os riscos não nos cenários, mas na perspectiva caso a caso. Apenas 30% das empresas realizam uma análise de risco geral. Isso significa que desenvolvimentos complexos, nos quais os parâmetros de risco individuais ou mesmo diversos estão inter-relacionados, não podem ser adequadamente respondidos. Quase metade das empresas não usa software para gerenciamento de riscos , um terço depende de desenvolvimentos proprietários, principalmente em uma base de Excel. Apenas um terço das empresas apresentou soluções especiais de TI, para gerenciamento de riscos. Neste ponto perdem para as empresas da Europa, EUA e Ásia que em média alcança dois terços a mais, Notadamente Canadá, Japão, Coréia, Suécia, França, Suíça e Alemanha.

Concluindo: Mais de dois terços das empresas pesquisadas, planejam expandir e melhorar seus sistemas de gerenciamento de riscos, no futuro próximo, 9% esperam a introdução de um sistema profissional baseado em TI. A conclusão do estudo de referência é que o desenvolvimento de competências e organizações de gerenciamento de risco em empresas de médio porte proporciona um valor agregado mais vistoso e perceptível, porque as habilidades são melhoradas com maior velocidade, evoluindo em várias frentes simultaneamente. O gerenciamento de riscos aumenta a qualidade das decisões de negócios, diante de condições e desenvolvimento incerto do mercado. Cria as condições necessárias para o gerenciamento agregado e direto. Além disso, a identificação de riscos é o pré-requisito básico para o desenvolvimento de novas oportunidades de negócios. Nesta ênfase é um ferramenta, ou mesmo, uma atividade funcional e organizacional, que já surge com representação formal no organograma de muitas empresas, de governança corporativa, visando uma gestão preventiva, cuidando e defendendo os ativos da empresa, e o seu lucro.As empresas e as pessoas que não inovam, estão fadadas ao insucesso, não estão sintonizadas com o século XXI, e serão eliminadas, pelos concorrentes de mercado.Isto se aplica a Administração Geral de qualquer negócio.