Sergio Weinfuter en Estudiantes y Universitarios, beBee em Português, beBee en Español Escritor • Escritor freelance 13/9/2018 · 35 min de lectura · 2,2K

A Montanha dos mortos - Parte IV - Mistério, mitos e lendas

 A Montanha dos mortos - Parte IV - Mistério, mitos e lendas

Imagem: https://www.baixaki.com.br/download/kholat-steam.htm


Apesar de toda dedicação das equipes de resgate e posteriormente da equipe forense e legistas que se envolveram nas investigações do incidente que levou a vida de nove jovens esquiadores, nunca se chegou a uma conclusão exata sobre o que causou a morte dos jovens. Com o tempo e a vinda de outros pesquisadores que se debruçaram sobre as evidências do caso e começaram a especular sobre o que poderia ter acontecido na montanha e o que as autoridades soviéticas tentavam esconder, também ficaram sem respostas.


Dessa forma confusa muitas teorias foram sendo formulada com a passagem do tempo e as autoridades soviética no ímpeto de impedirem uma investigação pormenorizada de todos os detalhes encontrados no local onde pereceram os jovens, contribuiu para que mais teorias pudesse se desenvolver e de certa forma comprometer o governo soviético que fazia de tudo para encerrar o caso, o mais depressa possível.


Com a queda da URSS os arquivos relacionados ao caso foram liberados (em partes) para que todos pudessem pesquisar e tentar entender o que aconteceu aos jovens esquiadores e porque morreram. Desde então procura-se o assassino que matou todos eles, mas conforme o tempo passa tudo fica mais difícil e somente fragmentos das provas vão sobrevivendo, ficando cada vez mais difícil para elucidar o caso, que desta forma já está ganhando contorno de lendas.


Todo este tempo as pessoas pesquisam sobre este caso e cada uma delas cria uma teoria para si sobre os eventos que resultaram na morte das nove pessoas que estavam na montanha dos mortos, no distante ano de 1959. "Eu tinha doze anos a época, mas lembro perfeitamente da repercussão pública sobre esse incidente (sic) à despeito das tentativas das autoridades de manter parentes e investigadores em silêncio", disse Yury Kuntsevich, chefe da Fundação Dyatlov, que tenta solucionar o mistério.” (Noite sinistra, 2015)


Apesar de todos os esforços de milhares de pesquisadores espalhados pelo mundo que se interessaram pelo episódio e começaram investigar o caso, até hoje não houve uma resposta satisfatória, fazendo com que o único sobrevivente que pertencia ao grupo de esquiadores exclamasse consternado: “Se eu tivesse a chance de perguntar qualquer coisa a Deus, seria a respeito desse terrível evento. O que aconteceu com os meus amigos naquela noite ainda me atormenta”. Disse Yuri Yudin, o décimo membro da trágica expedição e único sobrevivente.” (Noite sinistra, 2015)


Ele foi o único a sobreviver por uma simples questão: desistiu no início da viagem. Segundo ele declarou para as autoridades e ficou sendo como a versão oficial que “Yudin não acompanhou seus colegas nos últimos dias de viagem, ele não se sentia bem – vítima de um resfriado decidiu retornar antes da noite fatídica. A morte de seus amigos permanece como um doloroso mistério que ele ainda tenta solucionar pessoalmente.” (Noite sinistra, 2015) Morreu sem conseguir saber o que tinha levado a morte seus colegas esquiadores. Alguns acreditam que ele sabia ou desconfiava de algo e retornou, mas nada se conseguiu provar e se ele sabia de algo, este segredo foi para o túmulo com ele.


O fato é que “Ao longo dos anos, muitas pessoas tentaram compreender o que aconteceu naquela noite fatídica de primeiro de fevereiro de 1959, nas encostas do Kholat-Syakhyl. Alguns, como Igor Sobolyov, ficaram fascinados pela tragédia dos jovens esquiadores. “Essas montanhas se tornaram célebres pela tragédia, atraindo curiosos de todos os cantos. É como se as pessoas que morreram lá em cima tivessem deixado um legado, eles travaram uma espécie de batalha contra o Desconhecido". (Noite sinistra, 2015)


Porém todos se perguntam até hoje o que as autoridades quiseram dizer com o desconhecido. As perguntas sem respostas se sucedem: “Mas qual exatamente é a natureza desse "Desconhecido"? Contra o que eles travaram uma batalha? O que fez os estudantes fugirem em desespero, abandonando suas tendas, deixando para trás equipamentos e suprimentos? Como parte do grupo terminou morto e enterrado em um buraco de quatro metros de profundidade?” (Noite sinistra, 2015) Até agora não há respostas, mas as teorias tentam explicar o inexplicável mistério.


TEORIA DO ATAQUE DE TRIBOS NATIVAS


Com a falta de respostas concretas às teorias ganham força e cada pesquisador interpreta o episódio a sua maneira. Uma das primeiras teorias formalizadas pela equipe de busca e posteriormente de investigação foi sobre o ataque das tribos nativas que habitavam a região. A suspeita recaiu sobre a tribo Mansi que vivem não muito distante de onde aconteceu o incidente com os jovens esquiadores.


As suspeitas foram baseadas nos costumes desta tribo nativa e especulou-se que poderiam ser eles porque “A tribo é conhecida por proteger seu território contra invasores, sobretudo locais considerados sagrados.” Essa teoria ainda foi reforçada por quem a defendia alegando que “[...]na década de 1930, o shaman da tribo ordenou a morte de uma equipe de geólogos que escalaram uma montanha proibida.” (Noite sinistra, 2015)


Mas ela não se sustentou por muito tempo pelo simples fato de que “[...] embora a montanha seja citada no folclore Mansi, ela não é considerada sagrada ou um tabu tribal. Uma coincidência desagradável é que Otorten, o destino final da expedição significa "não vá até lá" no idioma Mansi, enquanto Kholat-Syakhyl significa "Montanha dos Mortos", não parece o tipo do lugar onde membros da tribo vagariam à espera de alguém.” (Noite sinistra, 2015)


Outra falha nessa teoria é que “[…] o vilarejo Mansi mais próximo se localiza a aproximadamente 80 Km do local onde os corpos foram encontrados. Os Mansi raramente se afastam tanto de seus povoados, sobretudo durante o inverno quando o clima rigoroso dificulta a caça e pesca.” (Noite sinistra, 2015) Portanto não poderia ter sido alguém desta tribo que tinha atacado e matado os jovens esquiadores. Isso rapidamente ficou evidente para todos.


Para abandonar esta teoria se somente as provas circunstanciais não bastassem, existiam evidências físicas que não deixavam dúvidas, pois na neve as pegadas dos jovens estavam bem nítidas e além delas, nada mais havia. Portanto não poderia algum dos membros da tribo Mansi atacar o acampamento sem deixar uma pegada sequer na neve. Quem os atacou não andou pela neve da montanha. Assim sem sustentação e “Em face das poucas evidências, a teoria de um ataque por parte dos Mansi foi rejeitada, até porque os próprios Mansi ajudaram nas buscas pelos corpos.” (Noite sinistra, 2015)


A confusão reinava para as equipes de investigação, mas para os membros da tribo Mansi tudo estava bem claro, “[…] os garotos foram atacados pelos espíritos das montanhas. Fantasmas, seres etéreos, os verdadeiros donos da região. Eles não aceitam intrusos, protegem todo o ambiente das agressões que os seres humanos fazem contra a natureza.” (Rusmea, 2013) Mesmo não acreditando em fantasmas ou seres de outra dimensão o fato era que havia nove corpos na montanha e ninguém conseguia dizer com certeza o que levou a morte destes jovens.


TEORIA DA AVALANCHE


Não sendo possível que alguém do povo nativo Mansi tivesse atacado os jovens, rapidamente ganhou força outra teoria sobre o que poderia ter matado os jovens esquiadores. A teoria da avalancha foi a próxima a ser explorada pela equipe de busca e salvamento e posteriormente pelos investigadores, em partes também foi comprada pelo governo soviético que estava louco para encontrar o culpado e encerrar o caso o mais rápido possível.


Esta teoria venho com tanta força que quase ganhou contornos de oficial e até hoje ela é defendida por muitas pessoas que investigam o incidente. “Moisei Akselrod, um amigo de Dyatlov, é uma das pessoas que defende essa teoria. Ele acredita que uma avalanche tenha atingido o acampamento no meio da noite. Alguns dos esquiadores se feriram gravemente no deslizamento e os outros tiveram de fugir às pressas para a floresta deixando tudo para trás.” (Noite sinistra, 2015)


Ainda segundo esta crença, os jovens “Retornando depois para o acampamento eles retiraram os feridos e tentaram mantê-los aquecidos, mas estes acabaram sucumbindo. Posteriormente, o frio extremo do inverno acabou matando a todos. Os corpos teriam sido enterrados por homens da tribo Mansi de passagem pela região.” (Noite sinistra, 2015)


Uma boa teoria que poderia explicar o motivo da morte dos nove esquiadores, mas ela também não se sustenta diante das provas materiais (ou falta delas) no local do acidente. Com toda certeza “O tempo havia piorado, dificultando a visibilidade. Eles mesmos escreveram isso em seus diários. A zona da montanha que eles escolheram para acampar era propensa a sofrer avalanches e eles sabiam. Por isso uma das dúvidas que surgiram foi (sic) por quê escolheram esse lugar, já que não era o mais apropriado.” (Rusmea, 2013)


Os investigadores “Chegaram a pensar que devido ao mau tempo, eles erraram o caminho e muito cansados para retroceder, acamparam naquele lugar.” O que poderia ter perfeitamente acontecido em meio ao nevoeiro e mau tempo, mas segundo “Yuri, o único sobrevivente, não opinava o mesmo, conhecia a forma de pensar de Dyatlov e na sua opinião, era certo que o mau tempo os atrasou mais do que o previsto e o acampamento deveria ser a 20 quilômetros mais adiante, mas em lugar de retroceder e perder mais tempo ou avançar sendo mais perigoso, o mais lógico era acampar exatamente onde o fizeram. Era certo que a ladeira produzia avalanches ocasionais, mas nada indicava que fosse ocorrer uma e estavam o suficiente longe para fugirem e se protegerem.” (Rusmea, 2013) Pondera ele.


De fato entre se perderem na nevasca ou acampar em um lugar não muito seguro, a segunda opção parece muito mais sensata diante do grande risco em que estavam expostos. Portanto “Tendo isso em conta, não é estranho pensar que o medo a um desprendimento de neve não estivesse presente entre eles, haviam aceitado correr o risco. A teoria oficial continua indicando que durante a noite, um potente ruído fez com que eles acreditassem que estava acontecendo uma avalanche, por isso sua saída precipitada da barraca e a corrida para se protegerem no bosque.” (Rusmea, 2013)


O risco de uma avalanche nas montanhas era grande todos sabiam. Aliado com a diminuição da visibilidade e o aumento das nevascas, com toda certeza esta possibilidade aumentava muito, mas segundo os investigadores e comprovado pelas últimas fotos tiradas do lugar do acampamento, “Não houve nenhuma avalanche, nem nessa noite nem depois. A neve que cobria a barraca e os corpos era mínima e normal em uma montanha que neva. O equipamento dos jovens estavam cravados, rodeando a barraca, do mesmo jeito que eles deixaram como demonstra as últimas fotos tomadas pela equipe e pelo grupo de resgate. Se houvesse um movimento da neve, estariam cobertos ou deslocados e não assim.” (Rusmea, 2013)


Também comprovou-se que “Não houve desprendimentos, cuja a teoria oficial continua dizendo que o ruído que lhes assustou pôde ter sido de um avião em testes, já que perto há uma base militar e isso explicaria as luzes cor de laranja avistadas pelos excursionistas.” (Rusmea, 2013) Apesar de parecer muito boa esta teoria começou a cair por terra, bem mais rápido do que o governo soviético gostaria. Na época não se manteve por muito tempo, mas até hoje ela ainda causa discussões em quem acredita nela, muitos ainda tentam prová-la.


Quanto ao ruído que se chegou a cogitar que os havia assustado, também não se sustentou por muito tempo, pois existe uma simples explicação para isso: “Um esportista qualificado sabe distinguir o som de um avião e da neve deslizando. Porém, mesmo que fosse assim e a tensão lhes fizessem se afastar da barraca, ao ver que não havia perigo e que estavam congelando, teriam voltado por suas roupas de abrigo, coisa que não fizeram.” (Rusmea, 2013) Lembrando que esta equipe de esquiadores não era fácil de se assustarem, eram jovens, com grande força física e determinação, todos estavam em perfeita forma. Não se assustariam facilmente com qualquer coisa de pouca importância.


Quando o grupo chegou ao local que decidiram acampar ainda era de dia “[...] e no diário do grupo indicam que a temperatura é de -18º a -24º. O sol está a ponto de se pôr às 17:02 horas.” (Rusmea, 2013) Na anotação do diário de Dyatlov mostra o bom senso do líder em relação ao desafio encontrado na montanha:


'Não podemos deixar que qualquer um em nossa situação comece o (sic) acenso às montanhas. Próximo das 16:00, devemos escolher o local do acampamento. Há vento, um pouco de neve. A camada de neve é de 1,22 metros de espessura. Cansados e esgotados, começamos a preparar a plataforma para a barraca. A lenha não é suficiente. Não cavaremos um fosso para o fogo. Cansados demais para isso. Apenas jantamos dentro da barraca. É difícil imaginar um grande consolo em algum lugar da cordilheira, com um vento penetrante, à centenas de quilômetros de distância dos assentamentos humanos.'
Fonte: http://www.rusmea.com/2013/10/passo-dyatlov-montanha-dos-mortos-parte_14.html Acesso em: 31/08/2018
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Portanto ficou claro que não foi uma decisão de loucura momentânea acampar nesta encosta, mas uma forma de minimizar possíveis problemas para a equipe caso decidissem continuar, o que seria muito mais arriscado. O risco de avalanche existia, mas era menor do que continuar caminhando no mau tempo que tendia a piorar. Portanto o cenário não correspondia caso tivesse acontecido uma avalanche e segundo os legistas “Os danos em seus corpos não poderiam ser produzidos por uma avalanche, porque na linha de pegadas se verifica que todos eles saíram por (sic) suas própria pernas. Deveras, as feridas no crânio e tórax lhes imobilizariam por completo e de imediato. Teriam que tirar os seus companheiros da barraca e levá-los, mas não há marcas de arrasto e precisamente os mais feridos foram os últimos a morrer.” (Rusmea, 2013)


Nem uma destas coisas respondiam satisfatoriamente para justificar o que poderia ter acontecido no local e aos corpos, caso tivesse sido uma avalanche que matou os jovens esquiadores. Esta teoria por mais brilhante que fosse começou a perder força diante da falta de provas que a mantivesse. Mesmo com a insistência do governo soviético ela acabou perdendo a força conforme as investigações avançavam.


MISTERIOSAS BOLAS DE FOGO (ORBS)


Se teoria comum utilizando membros de tribo nativas ou desastres naturais não poderiam ser provadas, porque então não apelar para o sobrenatural, bolas de fogo ou OVNIS? Por incrível que parece foi isso que começaram a fazer, já no inicio das investigações. “A ideia veio desta vez do depoimento de um grupo de excursionistas que se encontravam acampados há vários quilômetros ao sul, que afirmaram terem visto na noite das mortes, várias esferas de cor laranja sobrevoando a zona onde se encontravam os esquiadores.” (Rusmea, 2013)


Esta teoria se baseava em inúmeros relatos e “Curiosamente, um dos defensores desta teoria era um militar, que não podia mostrar as provas por estarem classificadas mas afirmava que existiam. Este cavalheiro era Lev Ivanov. Levou muito em conta o depoimento dos excursionistas e nessa direção, dirigiu a sua investigação, mas o obrigaram a fechar o caso e seus arquivos foram classificados.” (Rusmea, 2013) O governo soviético nem quer pensar em algo parecido com isso...


Segundo relatos “A teoria de Ivanov aponta que durante a noite de primeiro de fevereiro, várias esferas de cor laranja, vistas pelos excursionistas que foram testemunhas e vários habitantes de cidades da zona e de procedência alienígena, sobrevoaram o acampamento dos nove esquiadores. O pânico se espalhou e fugiram.” (Rusmea, 2013) Isso explicaria porque abandonaram apressadamente seu acampamento.


Para Ivanov “Talvez não lhes atacassem, mas naqueles anos o medo de luzes no céu estava muito enraizado. Estavam em plena guerra fria… Ou talvez sim lhes atacaram, lhes obrigando a fugir da barraca e a (sic) abandonà-la, se escondendo no bosque. As feridas que quatro dos esquiadores sofreram, segundo Ivanov, poderiam ser da colisão de uma nave e o impacto de algum fragmento.” (Rusmea, 2013)


Na época do incidente “Não encontraram restos de nenhuma nave, mas para Ivanov a resposta está na rápida atuação do exército, que poderia ter levado embora os restos. Os primeiros a encontrarem o acampamento foram os soldados soviéticos a bordo de um avião. Até que chegassem a equipe de resgate do Instituto Politécnico e os civis, havia passado ao menos um dia, porque já haviam se afastado da zona, e desde o início, pensavam em encontrá-los vivos.” (Rusmea, 2013)


Parece uma teoria completamente absurda, mas pode haver alguma verdade nela. O governo ficou tão alucinando com esta teoria que retirou o legista titular do caso e fez de tudo para que Ivanov encerrasse as investigações. Algo o assustava a ponto de não querer que fosse utilizado esta linha de investigação.


Infelizmente para o governo soviético quanto mais ele interferia nas investigações, mais ela se fortalecia e os corpos encontrados contavam uma história que ele não queria ouvir. Segundo o legista “A coloração da pele e cabelos, a radioatividade na roupa e a paralisia dos corpos, indicava a Ivanov que foram objetos de um ataque alienígena. Também parecia que ele levava em conta a ausência da língua de Dubidina, por ser similar as mutilações de gado. (Cattle mutilation) (Rusmea, 2013) Com tantas provas material ficava mais difícil esconder que algo estranho havia acontecido aos jovens que estavam na montanha.


Posteriormente ao fechamento do caso e alguns anos após o incidente os membros da equipe de buscas tiveram a oportunidade de falar sobre o caso e Mikhail Gershtein mencionou as esferas luminosas dizendo o que havia descrito “São observações de pessoal do local que viram objetos não identificados durante a noite da morte dos montanhistas. Eu acho que a ligação é clara.” Sua afirmação se junta ao depoimento de Bill Birnes, J.D.,Ph.D. Que também falou sobre elas dizendo que “É evidente. As esferas em si podem ser formas de vida. As esferas em si podem ser sondas extraterrestres.” (mundogump, 2014)


Com esta teoria eles não estão sozinhos, foram apoiados pelo pesquisador Paul Stonhill que também deixou suas conclusões escritas, dizendo:


Com base na minha pesquisa da História Russa, esferas brilhantes sempre estiveram presentes, inclusive em áreas ermas como essa. Os habitantes sabem que existem, fazem parte da vida deles, não dão muita atenção (sic) à elas e rezam para que as esferas brilhantes não os incomodem porque ao longo das eras a maioria dos contatos foi pacífica, mas de vez em quando, como nesse caso, alguma coisa (sic) da muito errado.”
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Portanto “Apesar do caráter muito vago da conclusão sobre a “COISA” ou Força maior, feita, como vimos, sob forte pressão dos chefes locais do Partido, os juízes de instrução Vladímir Korotáyev e Lev Ivanov acreditavam que na morte dos turistas estavam envolvidas precisamente as tais “bolas de fogo”. (mundogump, 2014) Realmente deveria haver algo estranho encontrado no local do incidente que fazia com que eles acreditassem firmemente em sua teoria, mas não podiam falar e as evidências físicas foram escondidas pelo governo, deixando-os sem provas materiais.


Vladímir Korotáyev e Lev Ivanov não eram pessoas de pouco conhecimento, estavam sempre bem informados e seus cargos não comportava alguma afirmação leviana de sua parte. Infelizmente eles precisavam da liberação do governo soviético para falar, o que claro, foi negado. Todos sabiam que “[...] eles eram pessoas que na época tinham informações mais amplas sobre o trágico episódio. Entre muitos investigadores desse caso, há uma grande desconfiança que os dois sabiam de mais coisas do que poderiam contar abertamente no processo.” (mundogump, 2014) Portanto não fariam qualquer afirmação que não pudessem provar.


Para Vladímir Korotáyev que como sabemos, foi precisamente ele, que no início da investigação começou a reunir provas referentes às “bolas de fogo”, mas foi impedido pelas autoridades, mesmo com a pressão do governo soviético manteve sua palavra e afirmou: “Minha conclusão sobre o perecimento do grupo de Dyátlov é única: foram mortos pela explosão de algum projétil, que caiu do céu (pode-se dizer, bola ou OVNI). Porque, julgando pela natureza dos seus traumas, eles foram elevados para o alto e jogados, golpeados contra o chão…”. (mundogump, 2014) Conclui ele.


Não pode ser mais claro que isso!


Mas essa teoria não ficou restrito somente a declaração de Korotáyev. Fazendo coro com ele estava Lev Ivanov, que conduziu a investigação posterior, encerrou o caso e também declarou:


Em maio, junto com E. P. Máslennikov, inspecionamos as imediações da cena do incidente (na área do barranco e o cedro), constatando que algumas das píceas novas na borda da floresta têm marcas de queimadura, mas tais traços não possuíam forma concêntrica ou outro qualquer sistema, nem tiveram um epicentro. Isso confirmava que teria sido dirigida alguma espécie de raio de calor ou de uma energia forte, mas completamente desconhecida (pelo menos, para nós), atuando seletivamente: a neve não foi fundida, as árvores não foram danificadas. Estava-se formando a impressão de que, quando os turistas, em seus pés, desceram para baixo da montanha, alguém acabou com alguns deles de uma forma intencional… (…) Foi-me proposto, no obkom [comitê partidário regional] para não desenvolver este tema. Tomou nas suas mãos a direção da investigação sobre o meu caso, o segundo secretário do obkom do partido, A. F. Yeshtokin”.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Tudo isso tirava o sono das autoridades soviética e como se não bastasse, havia muito mais testemunhas do que eles gostariam que tivesse. Acompanhando de perto a definição dos investigadores sobre o caso também estavam as famílias das vítimas e para os familiares, nem mesmo a tentativa de repressão por parte das autoridades faria com que eles deixassem de procurar saber a verdade sobre o que causou a morte dos seus entes queridos. Corajosamente Rimma Kolevátova (irmã de Aleksandr Kolevátov) escreveu um comunicado se dirigido ao promotor da Óblast de Sverdlovsk, pedindo explicações:


Eu tive que participar do enterro de cada um dos turistas perecidos. Por que eles tinham as mãos e as faces tão marrons, com uma coloração escura? Como pode ser explicado o fato de que os quatro que estavam perto da fogueira e, segundo todas as versões, permaneceram vivos, não fizeram tentativa alguma de voltar para a tenda? Se eles estavam muito melhor vestidos, se esse foi um desastre natural, é claro que, após terem passado um tempo perto da fogueira, os jovens certamente teriam se arrastado para a tenda. O grupo não poderia perecer na sua totalidade pela tempestade de neve. Por que eles estavam correndo tão freneticamente para fora da tenda?
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Essas eram perguntas que claramente o governo soviético não desejava responder e fazia de tudo para esconder a verdade sobre os fatos. Mas quando o governo conseguia esconder algumas das evidências, apareciam outras que deixavam ele em pânico. Dando crédito às afirmações dos investigadores “Um grupo de turistas da Faculdade de Geografia do Instituto Pedagógico, que se encontrava no monte Tchistóp, a sudeste, segundo suas palavras, avistou naqueles dias, no início de fevereiro, uma certa bola de fogo na área de Otortén. As mesmas bolas de fogo foram também registradas depois. Qual é a sua origem? Não poderiam ser a causa do perecimento dos jovens? Afinal, no grupo estavam reunidas pessoas resistentes e experientes.” (mundogump, 2014)


Com a crescente desconfiança dos familiares de que algo muito irreal aconteceu na montanha que causou as mortes dos jovens esquiadores, o governo soviético precisava dar algum tipo de respostas às famílias. Amigos, vizinhos e conhecidos também queriam uma explicação sobre o ocorrido e o pai de Yuri Krivoníschenko testemunhou no interrogatório de 14 de março de 1959, levantando mais questões polêmicas sobre o assunto, dizendo:


Após o enterro do meu filho, visitaram o meu apartamento (…) os estudantes, participantes das buscas (…) dos companheiros perecidos. Entre eles, também estavam aqueles estudantes que no final de janeiro e início de fevereiro encontravam-se na caminhada do Norte, na área do monte Otortén. Aparentemente, haveria não menos que dois tais grupos, pelo menos, os integrantes de dois grupos relatavam de que tinham observado na noite do 1º de fevereiro de 1959, um fenômeno luminoso, para o norte da localização desses grupos: era uma luminescência extremamente forte de um foguete ou projétil. O brilho foi tão forte, que um dos grupos, estando já na tenda e preparando-se para dormir, foi perturbado por ele e saiu da tenda, chegando a observar este fenômeno (…). Depois de um tempo (…) eles ouviram um efeito sonoro, como um grande trovão de longe (…). Os estudantes (…) observaram o tal fenômeno por duas vezes: no primeiro e no sétimo dia de fevereiro de 1959”.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Mesmo com a proibição do governo soviético que impediu o avanço das investigações sobre a origem das bolas de fogo, já havia sido produzido relatório suficiente para deixar o governo preocupado. Um desses depoimento que aparecem no relatório do incidente é de Gueorgui Atmanaki (jovem engenheiro, membro do grupo de Vladislav Karélin, que também estava em caminhada pelo Ural do Norte, participante das buscas pelo grupo de Dyátlov e relatou seguinte:


Em 17 de fevereiro, eu e Vladímir Shevkunov levantamo-nos às 6:00 da manhã para preparar o café da manhã para o grupo. Acendendo a fogueira e fazendo todo o necessário, começamos a esperar que comida estivesse pronta. O céu estava sombrio, não havia nuvens, mas uma leve névoa, que normalmente é dissipada ao nascer do sol. Sentado com o rosto para o norte e virando casualmente a cabeça para o leste, vi que no céu (…) derramou-se um borrão de cor branca leitosa, de aproximadamente 5 ou 6 diâmetros lunares e composta de uma série de círculos concêntricos. A sua forma lembrava a de um halo que forma-se ao redor da lua durante o tempo claro e gelado.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Também ficou registrado que “Gueorgui Atmanaki fez um comentário ao seu parceiro, no sentido de “Veja como a lua ficou decorada”. Ele pensou por um momento e disse que, primeiro, não havia lua naquele dia e, além disso, ela deveria estar no lado oposto.” (mundogump, 2014) Portanto, o corpo brilhante que apareceu e todos conseguiram observar, não poderia ser a lua, apesar de ser muito parecido com ela. Isso era uma coisa inédita e que chamou a atenção de todos, o governo não poderia simplesmente ignorar.


O caso das bolas de fogo foi visto por tantas testemunhas que até foi notícia em um jornal soviético. Segundo a “Nota do jornal Operário do Taguí, de 18 de fevereiro de 1959. Naqueles dias, a palavra “OVNI” (“Objeto Voador Não Identificado”) ainda era desconhecida dos cidadãos soviéticos, de modo que a nota foi intitulada simplesmente um fenômeno celestial incomum.”(mundogump, 2014) A manchete dizia:


Às 6 horas e 55 minutos de ontem, hora local, no leste-sudeste, a uma altura de 20 graus do horizonte apareceu uma brilhante bola do tamanho do diâmetro aparente da lua, — escreveu A. Kissel, vice-chefe de comunicações da mina Vysokogorsky. A bola estava se movendo na direção nordeste. Cerca das 7 horas, dentro dela, ocorreu um flash, chegando a ser visível o núcleo muito brilhante da bola. Ela própria começou a brilhar mais intensamente, aparecendo perto dela uma nuvem luminosa, curvada na direção do sul. A nuvem estava se expandindo para toda a parte oriental do céu. Logo depois, houve um segundo flash, teve a forma da crescente. Gradualmente, a nuvem aumentava em tamanho; no centro, ficava o ponto luminoso (o brilho era de tamanho variável). A bola estava se movendo em direção leste-nordeste. A maior altura acima do horizonte, 30 graus, foi alcançada em cerca das 7:05. Continuando o movimento, este fenômeno incomum estava se enfraquecendo e desgastando. Pensando que este estaria conectado de alguma forma com o satélite, troquei o receptor, mas não havia recepção dos sinais”.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Por essa o governo não esperava e tratou logo de resolver o problema a sua maneira. Por esta publicação, o editor recebeu uma repreensão, e a nota foi arquivada entre a papelada de um dos processos criminais mais insólitos que já se passou na Rússia. Nele, foram cuidadosamente arquivados também outros relatórios sobre o referido “fenômeno”. (mundogump, 2014)


Não bastasse a reportagem do jornal soviético, Tókareva, técnica em meteorologia, falou sobre o que pode observar do incrível fenômeno que testemunhou. Na sua declaração ao chefe da seção distrital da milícia em Ivdel, ela declarou:


Em 17 de fevereiro, às 6:50, hora local, apareceu no céu um fenômeno incomum: movimento de uma estrela com uma cauda que se assemelhava a cirros densos. Depois, essa estrela livrou-se da cauda, tornando-se mais brilhante que as estrelas e voou, como se começando a se inchar gradualmente, até se formar uma grande bola, envolta em uma névoa. Depois, no interior desta bola, acendeu-se uma estrela, a partir da qual se formou uma crescente, e logo, uma pequena bola, não tão brilhante. A bola grande começou gradualmente a se desvanecer, tornando-se como um borrão. Às 07:05 desapareceu por completo. A estrela estava se movendo do sul para o nordeste”.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Até mesmo soldados que faziam parte do exército soviético foram testemunha de que algo incomum aconteceu na montanha no dia em que ocorreu a fatalidade com os jovens esquiadores. Segundo os soldados de Ivdel’lag, enquanto no serviço, avistaram a mesma coisa. A. Savkin, militar declarou que “Do lado sul apareceu uma bola de cor branca brilhante, às vezes encobrindo-se do nevoeiro; por dentro, havia um brilhante (sic) ponto-estrela. Ia para o norte, foi visível por uns 8-10 minutos”. (mundogump, 2014)


Também outro militar, Anatoli Anísimov, foi interrogado dois meses depois pelo promotor da cidade de Ivdel e fez a seguinte declaração:


Em 17 de fevereiro (…) eu estava no posto. Naquele momento, do lado sul apareceu uma bola de tamanho grande, envolta num grande círculo de nevoeiro branco. Ao se mover pelo céu, a bola ora aumentava, ora diminuía o seu brilho. Ao se reduzir, a bola desaparecia no nevoeiro branco, sendo que, através dessa neblina era visível apenas o seu ponto luminoso. Este ponto, luzindo periodicamente, aumentava o seu brilho, aumentando também de tamanho. Com o aumento no brilho do ponto luminoso, que tomava a forma de uma bola, ele parecia estar empurrando a névoa branca, aumentando, ao mesmo tempo, a densidade desta pelas bordas, e depois, ele mesmo escondia-se na névoa. Formava-se a impressão de que a própria bola estava emitindo essa neblina branca, que havia tomado a forma de um círculo. A bola estava se movendo muito lentamente e em grande altitude. Era visível por cerca de 10 minutos, e depois, desapareceu na direção norte, como se tivesse derretido ao longe”.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Pessoas comum também observaram algo diferente sobre a montanha no mesmo dia em que todos que prestaram depoimento disseram o mesmo. (sic) A dezenas de quilômetros de Ivdel, Gueorgui Skorykh, morador da aldeia Karaúl, do raión (distrito) de Novolyalinsk, foi despertado pelo grito de sua mulher: Olha, uma bola está voando e dando voltas!”. (mundogump, 2014)


Rapidamente Skorykh saltou para a varanda e viu um sol brilhante no nevoeiro”. A referida bola estava se movendo em linha reta, estritamente do sul para o norte, e sua cor mudava de vermelho para verde. A alternação das cores ocorria periodicamente, o objeto não identificado estava envolto em um invólucro branco.” Olhando atentamente o fenômeno Skorykh observou que “A bola estava se afastando rapidamente e em segundos desapareceu no horizonte. Na opinião de Skorykh, a bola estava voando ao longo da Cordilheira dos Urais, a uma distância muito grande.”(mundogump, 2014) Não era algo estático, era um fenômeno com vida própria.


Novamente em 31 de março, o “fenômeno” se repetiu. Na ocasião houve várias testemunhas e os socorristas enviaram um radiograma para Sverdlovsk, dizendo:


Á Prodanov, Vishnevsky.
31.03.59, 9:30, hora local.
Em 31.03, às 4:00, na direção sudeste, o plantonista Meshcheryakov notou um grande anel de fogo, que estava por durante 20 minutos se movendo para a nossa direção, escondendo-se depois por trás da elevação ‘880’. Antes de desaparecer no horizonte, a partir do centro do anel apareceu uma estrela, que foi gradualmente aumentando para o tamanho da lua e começou a cair para baixo, separando-se do anel. O fenômeno incomum foi observado por muitas pessoas, levantadas pelo alarme. Pedimos para explicar esse fenômeno e sobre a sua segurança, pois, nas nossas condições, está gerando uma impressão preocupante. Avenburg, Potápov, Sógrin”.
Oleg Shtrauch, membro efetivo da Sociedade Geográfica da URSS, morador da vila Polunótchnoye, do raión de Ivdel, anotou a sua observação no diário: “31.03.59. Às 4 horas 10 minutos foi observado o seguinte fenômeno: do (sic) sul-oeste para o nordeste, sobre a vila passou com bastante rapidez um luminoso corpo esférico. O disco luminoso, do tamanho de uma lua quase cheia, de cor branca azulada, estava cercado por um grande halo azulado. Às vezes, esse halo acendia-se com brilho, recordando os flashes distantes de um raio. Quando o corpo desapareceu no horizonte, o céu neste lugar ainda estava iluminado pela luz durante alguns minutos.
Um fenômeno similar foi observado pelos moradores de Polunótchnoye em 17.02.59, às 7 horas 10 minutos. Durante a manhã, atrás do rastro luminoso ficava um rastro em forma de fumaça…”.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Com tantas testemunhas em tanto lugares diferentes, não há como negar que algo anormal aconteceu no céu acima da montanha e que possivelmente poderia ser o que vitimou os jovens esquiadores e “Com base nisso, podemos dizer que, no período de 1º de fevereiro de 1959 a 31 de março de 1959, na área do perecimento do grupo de Dyátlov, bem como nas áreas imediatamente adjacentes a esta — sobre as elevações “880” e “1079”, na Cordilheira dos Urais, o Ural Polar, o raión de Ivdel da Óblast de Sverdlovsk, —ocorreram fenômenos, acompanhados por efeitos luminosos e sonoros, que foram observados visualmente pelas testemunhas, em 1º e 17 de fevereiro e 31 de março de 1959.” (mundogump, 2014) Mas o que foram estes fenômenos luminosos e que impacto tiveram na montanha? Foram eles os responsáveis pela morte dos esquiadores? Ninguém soube responder!


Diante de tantas testemunhas e evidencias impossíveis de calar ou esconder “[…] podemos concluir que muitas pessoas tinham razões para conceber esse estranho fenômeno das “bolas de fogo”, como a principal causa do perecimento dos dyátlovtsy.” (mundogump, 2014) Principalmente porque ficou claro que ninguém entendia realmente o que aconteceu na montanha e de onde surgiu tantas bolas luminosas que iluminaram a montanha, mesmo sendo em uma noite escura e sem lua.


Isso ficou sendo um enigma inexplicável para todos, mesmo para os que presenciaram os acontecimentos que se desenrolaram na montanha. “Com a queda da URSS, estes supostos arquivos ovni não apareceram com o resto de arquivos desclassificados.” Mesmo com o fim da URSS o governo russo que foi o herdeiro dos arquivos sobre o caso continuou a proteger o relatório e mesmo liberando partes dele para a pesquisa pública, não foram liberados na totalidade e sabendo disso “Ivanov fazia questão de dizer que precisamente os seus, se encontravam entre os 'não desclassificáveis' (Rusmea, 2013) Irônico!


Com os arquivos principais ainda em posse do governo Russo quem sabe nunca saberemos a verdade sobre o que vitimou os jovens esquiadores na montanha. Ninguém consegue explicar a relação do fenômeno com os jovens e o impacto que tiveram na montanha nos dias em que foram relatados que ocorreram. A busca pela verdade continua e as teorias se multiplicam, mas quem sabe, a verdade não existe e se existe, está muito bem escondida.


TEORIA DE FORÇAS SOBRENATURAIS


Com a intromissão do governo soviético os investigadores e legistas não puderam trabalhar da forma que deveriam e o relatório final simplesmente conclui que a morte dos jovens foi devido a uma força misteriosa, uma força superior, “Mas, se a “Força Insuperável” seria uma das bolas de fogo, onde estariam as provas disso? Será que esta “Força” deixou alguns traços da sua presença e impacto sobre os turistas? Acontece que, de fato, deixou-as. Tanto no local do incidente, como sobre os corpos dos perecidos.” (mundogump, 2014)


Segundo mostra o relatório oficial do boletim meteorológico para o raión de Ivdel:


Na noite de 1º. de fevereiro de 1959, a temperatura do ar caiu quase duas vezes em comparação com a manhã, chegando aos -20, -21º C. Em comparação com os valores da manhã, a umidade do ar foi baixa, de 56%, a visibilidade foi de 8 pontos (em média). As precipitações caíram menos que 0,5 mm. Vento norte-noroeste 1,3 m/seg. Nevascas, furacões ou tempestades não foram observados”.
Nas encostas da Montanha dos Mortos, a temperatura, obviamente, foi muito menor, devido à altura e ao vento. Com alto grau de certeza podemos adicionar aqui de cinco a sete graus, o que significa que a temperatura na tenda dos dyátlovtsy aproximava-se de 30 graus negativos. Nas condições de um frio forte, a umidade é baixa (o valor indicado é de 56 por cento), e a neve, seca e em pó. Não deveria haver gelo de forma alguma.
Fonte: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 31/08/2018
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Se o boletim meteorológico estiver correto era para haver somente neve em forma de pó, porém o que aparece nas fotos da perícia é bem diferente. “Perto da entrada para a tenda, havia uma nódoa de gelo em forma de “costelas” afiadas e paralelas (tais formações geladas são chamadas internacionalmente de sastrúgui, que é o termo de origem russa).” Logo “Os socorristas imediatamente prestaram atenção para esta ilhota de gelo, com um diâmetro de aproximadamente quatro metros. O gelo era muito forte, com nervuras, como se estivesse congelando em forma de ondas; de modo que sobre estas “costelas” afiadas quebravam-se facilmente os blocos de neve lançados pelos socorristas, quando estavam à procura dos corpos perto da tenda.” (mundogump, 2014) Se a temperatura era tão baixa, não poderia haver tais nervuras na neve próxima ao acampamento dos jovens, mas elas estavam lá para todos verem.



Olhando as fotos (acima e abaixo) verifica-se onde aparecem as nervuras (ao que tudo indica), devido a um grande calor “Teria sido derretido ali, justamente perto da entrada da barraca, o que é coerente com todas as especulações deste post.” (mundogump, 2014) Por isso se especula que poderia algum objeto voador estar circulando a área e ter pousado no lugar onde a neve parece ter sido derretida, ficando na forma incomum das tais costelas marcadas na neve, coisa que não se formaria com a neve em pó.



Também estranhamente “Além desta nódoa gelada, a algumas dezenas de metros em torno da tenda, a neve foi coberta com uma dura crosta de gelo. Os estudantes Slobtsov e Sharávin, que encontraram a tenda, não puderam se aproximar dela em esquis!” Se não tivesse acontecido algo anormal, o caminho teria sido percorrido sem dificuldades até a tenda. Segundo relatório “Do vale do Áuspiya, sem dificuldade alguma, passaram com esquis por toda a encosta, mas perto da tenda dos dyátlovtsy tiveram que tirar os esquis e caminhar as últimas dezenas de metros a pé, servindo-se das varetas para se escorar. (mundogump, 2014)


Especula-se que “Para formar essa crosta de gelo, foi necessária também uma fonte de calor para derreter a neve, a qual se congelou posteriormente no forte frio. Mas os próprios dyátlovtsy, no dia 1º de fevereiro, aproximaram-se do lugar para instalação da tenda precisamente nos esquis, quando então, este lugar ainda não tinha sofrido qualquer impacto externo. Na foto da instalação da tenda, vemos uma neve bastante seca e em pó. (mundogump, 2014) Portanto as referidas costelas somente se formaram após a montagem da barraca pelos jovens esquiadores.


Outra coisa que pareceu estranha para os investigadores e para todos que pesquisaram sobre o incidente na montanha dos mortos é que “As coisas pequenas, perdidas pelos turistas e encontradas ao longo de 20 metros da tenda, enquanto fugiam desta, não foram espalhadas pelos ventos durante as quatro semanas; no entanto, o monte Kholat Syakhyl é conhecido pelos seus ventos fortes.” (mundogump, 2014) De alguma forma o local do acampamento acabou ficando protegido e nem mesmo os ventos fortes comum na região foram capazes de mover as coisas que os jovens deixaram pelo caminho. Parece que os objetos ficaram presos em uma neve alterada pelo calor, que em primeiro plano ficou liquefeita e depois voltou a congelar, prendendo os acessórios.


Os investigadores verificaram que “Perto da tenda, a uma distância de meio a um metro, foram atirados chinelos de diferentes pares, chapéus, e outras peças pequenas; a uma distância de 10 a 15 metros da tenda estavam a jaqueta, jaqueta impermeável, chinelos, meias e outras peças.” Os membros da equipe de investigação concluíram que se eles não levaram consigo. Isso somente pôde ter ocorrido porque essas coisas caíram primeiramente na neve molhada que, posteriormente, se congelou, prendendo as peças de roupas. Seria lógico se os turistas pegassem todas essas coisas, como eles estavam muito (sic) mal vestidos. Mas não o fizeram porque, num frio atroz, peças de roupas molhadas são inúteis. (mundogump, 2014)


Com esta conclusão porém fica uma grande dúvida: de onde venho tanto calor para derreter a neve a tal ponto dela virar água? Lembrando que neste dia estava tão frio na montanha que a neve estava em forma de pó. Não poderia ela simplesmente virar líquida de um momento para outro, a não ser que algo extremamente quente a tocasse. Também “As pegadas do grupo, em forma de colunas, que se conservaram por um mês, poderiam se formar apenas a uma temperatura de zero grau ou superior, porque, na ausência de água na sua camada superficial, tais pegadas teriam desaparecido muito rapidamente sob a influência do vento.” (mundogump, 2014) Defendem os que acreditam nesta teoria e as fotos das pegadas solidificadas ajudam a confirmar sua tese.


Para dar mais crédito ainda a esta teoria os defensores apontam que “Como prova disso, pode servir o experimento do grupo de Sergei Semyáshkin, que empreendeu uma corrida pelo caminho dos dyátlovtsy a partir da tenda para o cedro (ainda que calçados) em fevereiro de 2010. Depois deles, não ficou sequer uma pegada.” (mundogump, 2014) Portanto, como as pegadas da equipe de dyátlovtsy ficaram por tanto tempo preservadas na neve?


Outra coisa que chamou atenção era que apesar de terem declarado que a causa de suas mortes foi hipotermia “Os corpos não estavam em posição de congelamento. Além disso, a maioria deles tinha queimaduras de calor. Mas como se queimariam tanto num lugar tão gelado? Queimaduras sobre a face do cadáver de Zina Kolmogórova e sobre a face e as mãos do cadáver de Ígor Dyátlov. (mundogump, 2014) Lembrando que todas as fotos dos corpos foram tiradas antes da autópsia, ainda na montanha, onde foram encontrados.


Nas fotos e depois confirmado pelas autópsias ficou evidente que “Aparentemente, os primeiros cinco turistas receberam queimaduras, pelo menos, de segundo grau, e Krivoníschenko, de quarto, como a perícia observou nele, queimaduras na perna esquerda e braço esquerdo até a carbonização; Doroshenko tinha o cabelo queimado na região da têmpora direita, região temporo-parietal e occipital. Como poderia Krivoníschenko receber tais queimaduras nestes lugares: pernas, pés e mão? Evidentemente, ele não meteu a mão e o pé na fogueira.” (mundogump, 2014)


Segundo a perícia as marcas de queimaduras apareceram nas mesmas partes dos corpos que deveriam estar do lado oposto da árvore que se acredita servia de posto de observação para eles. A parte que estava protegido pelo tronco da árvore não houve queimaduras, mas o resto apresentava fortes queimaduras de diferentes graus. O que se sabe é que Krivoníschenko e Doroshenko tinham que escalar o tronco bastante grosso do cedro. Imagine um homem segurando um grosso tronco com braços e pernas: precisamente o braço esquerdo e a perna esquerda estariam de um mesmo lado do tronco, sobre o qual, provavelmente, teria sido alvo de uma forte irradiação. (mundogump, 2014)


Mas de onde poderia ter partido tamanho grau de radiação, pois em tese eles estavam isolados em uma montanha, coberta de neve, com a temperatura baixíssima, a centenas de quilômetros longe da civilização? Porém na autópsia verificou-se que todas as roupas deles contavam uma história em maior ou menor grau de contaminação por radiação. De onde teria vindo esse elemento que não deveria ser encontrado nas montanhas? Até hoje ninguém conseguiu responder estas perguntas e as pesquisas prosseguem tentando encontrar a verdade. Infelizmente essa verdade pode não existir!


TEORIA DO USO DE SUBSTÂNCIAS TÓXICAS E VICIANTES


Com as principais teorias caindo por terra, algumas não tendo evidências físicas que as mantivessem, outras o governo interferido e escondendo provas que poderiam solucionar o caso ou pelo menos chegar mais perto da verdade, começaram surgir outras teorias do que poderia ter acontecido aos jovens esquiadores que os levou a morte.


Uma dessas teorias especulam que os jovens deveria estar sob efeito de substâncias tóxicas e viciantes. “[...] 'Estariam drogados ou bêbados, ou então as duas coisas.' Claro que um golezinho de Vodka pra entrar no clima não está descartado. Apareceu uma garrafa dentro da barraca, mas não indicam se cheia ou vazia. Também a teoria da comida em mau estado veio a tona no princípio e que houvessem ingerido bagas alucinógenas (Que brotam na neve...) ou substâncias do gênero.” (Rusmea, 2013)


Para os defensores “Isso explicaria, segundo esta teoria, o repentino calor que sentiram, o ataque de pânico, a desorientação, as alucinações...Mas não sabemos se sofreram alucinações ou se estavam vendo algo real.” Porém esta teoria não se sustenta muito bem, pois não parece que estavam todos alucinados com algo que haviam ingerido, “[...] o grupo se organizou bastante bem, se protegendo do perigo que era a barraca. Parece que todos viram a mesma coisa pela sua forma de atuar, se mantiveram juntos todo o tempo e não estavam nada desorientados, porque na escuridão da noite e soprando um vento que arrastava a neve, foram capazes de se encontrarem.” (Rusmea, 2013)


Sendo assim a teoria da desorientação por ingestão de substâncias tóxicas não se sustenta e também na análise da autópsia dos corpos, nada foi encontrado que a sugerisse. Segundo os legistas “Na análise do conteúdo dos estômagos de 5 dos primeiros encontrados e do resto dos (sic) orgãos dos 4 restantes, não citaram a presença de nenhum tipo de substância estranha. Este recurso havia sido muito proveitoso ao encontrar algo e culpar os alucinógenos, ainda mais que se tratava de desportistas e jovens de posição respeitável e as famílias não dariam crédito. Está claro que não eram uns irresponsáveis e se drogar em lugares extremos não é coisa de gente inteligente.” (Rusmea, 2013)


Os jovens estavam longe de não serem inteligentes e sabiam perfeitamente os riscos de se drogarem na montanha, longe de tudo e de todos. Na análise geral do quadro encontrado no local do incidente e depois nas autópsias, esta teoria não se sustenta, mas sempre há alguém tentando prová-la, o que seria muito mais simples para explicar a morte dos jovens esquiadores.


Confirmadamente eles tentaram se abster de todos os tipos de drogas e “Lendo os seus diários se aprende muito sobre eles. Fora a garrafa de aguardente que todo Russo leva nas estepes Siberianas, eles estavam dispostos a não fumar.” Estavam todos determinados a cumprir o que haviam prometido e Kolmogorova escreve no seu diário, demonstrando alguma preocupação no cumprimento da promessa: 'Os garotos juraram solenemente que não fumariam durante toda a viajem. Me pergunto quanto possuem de força de vontade e se podem viver sem cigarros?'. (Rusmea, 2013)


Parece que todos estavam cumprindo o prometido e “O último abastecimento antes de subirem ao trem, que levaria eles através do bosque, foi em Zavchoz no dia 23 de Janeiro. Compraram farinha de aveia, enlatados e carne em conserva. Kolmogorova aponta que se esqueceram do sal.” (Rusmea, 2013) Portanto nada de drogas lícitas ou ilícitas foram compradas para levarem com eles á montanha.


Quem defende esta teoria ainda insiste “Que houvessem ingerido algum produto em mau estado é algo que não se pode descartar, nem o fato de que um ou dois deles houvessem atacado os demais, mas isso não explica o medo nem a morte dos 9.” Portanto é uma remota possibilidade que isso tenha acontecido e causado a morte deles, “A não ser que não tivessem consciência do que estavam tomando...” (Rusmea, 2013) O que também se verificou pouco provável.


Em outra linha de investigação e especulações “Também se fala da 'Neve tóxica', cuja água puderam beber ao derretê-la. A neve tóxica seria o produto de experimentos químicos e biológicos do exército, bombardeios, fugas de centrais de água, que ao subir na atmosfera se transformaria em chuva e forma a neve das montanhas.” (Rusmea, 2013) Mas também isso é somente suposição. Nada foi encontrado de concreto que pudesse apoiar esta teoria que logo caiu por terra.


TEORIA SOBRE O ATAQUE DO ABOMINÁVEL HOMEM DAS NEVES


Uma teoria de pouca credibilidade foi levantada como sendo a possível causa da morte dos jovens esquiadores. Como os últimos corpos estavam terrivelmente machucados, lesões terríveis e contavam uma horripilante história, cogitou-se que eles foram surpreendidos pelo mítico abominável homem das neves. Essa é uma teoria que beira a loucura, pois é preciso acreditar em uma lenda, dar credibilidade a crendices popular e nunca se conseguiu provar que realmente este ser exista, além do imaginário humano.


Mas com tantas teorias sendo levantadas na tentativa de explicar a morte dos esquiadores “O Yeti não podia faltar. Excursionistas mortos nas montanhas sob a neve dos montes urais, onde se dizia que habitava o abominável homem das neves...” (Rusmea, 2013) Pura ficção de mentes delirantes que gostariam de encontrar uma explicação plausível para justificar a morte dos jovens e quem sabe livrar a cara do governo que comprovadamente estava fazendo de tudo para esconder os fatos.


Apesar desta teoria ter sido abandonada rapidamente pelas equipes de investigadores, ainda hoje existem pessoas que tentam comprová-la. “Os que apoiam esta teoria, afirmam que o aterrador rugido do Yeti foi o que assustou os jovens e foi o que impulsionou eles a (sic) sairem correndo. As feridas sofridas por alguns, seriam a consequência do costume que o suposto animal teria, de atirar pedras grandes nas pessoas, unidas com sua força descomunal.” (Rusmea, 2013)


Infelizmente para os defensores da teoria “Não apareceram pedras grandes fora de contexto pela área, nem pegadas de Yeti, mas alegam os 'Yeti-aficionados' que tampouco procuraram por essas evidências.” (Rusmea, 2013) A teimosia não adianta de nada pois se houvesse realmente um ataque de qualquer tipo de animal ele deixaria pegadas na neve, mas conforme já foi relatado, as únicas pegadas na neve que foram encontradas, pertenciam todas aos jovens esquiadores. Portanto esta teoria apesar de interessante, não se sustenta e ela beira a loucura.


TEORIA SOBRE AS GULAG


Também aventou-se a possibilidade de que algum preso tivesse escapado de alguma das prisões russas conhecidas pelo nome de Gulang e tivesse sido surpreendido pelos jovens e para não ser delatado, tivesse matado a todos. Na época do incidente na montanha a União Soviética era uma terra de Gulag e esta teoria poderia ser plausível.


Essas prisões da antiga União Soviética que estava se fortalecendo na guerra fria contra os Estados Unidos da América, eram espalhadas por vários locais do país e comportavam muito presos políticos e alguns presos comuns. “Gulag era um sistema de campos de trabalhos forçados para criminosos, presos políticos ou qualquer cidadão em geral que se opusesse ao regime na União Soviética (todavia, a grande maioria era de presos políticos; no campo Gulag de Kengir, em junho de 1954, existiam 650 presos comuns e 5200 presos políticos). Antes da Revolução, o Gulag chamava-se Katorga, e aplicava exatamente a mesma coisa: pena privativa de liberdade, pena de trabalhos forçados e pena de morte.” (maquinademisterio, 2018) Não era um lugar onde as pessoas gostariam de passar suas vidas. As que eram presas e conseguiam sair com vida, nunca mais pensaram em voltar a tais locais.


Segundo “Um investigador privado, que falou com ex-militares na área, disse que os caminhantes poderiam ter sido mortos depois de terem sido confundidos com prisioneiros fugidos dos campos de prisioneiros locais do Gulag. Ou, alternativamente, que foram mortos em uma "operação de limpeza" após uma série de exercícios militares.” (maquinademisterio, 2018)


Isso porém era pouco provável, pois no lugar onde a equipe se encontrava o frio era atroz, não havia comida e o primeiro acampamento humano era a muitos quilômetros de distância. Seria um grande desafio sobreviver neste clima com todo o equipamento necessários, muito mais desafiador para um fugitivo de uma Gulag que nada possuía. Menos ainda possível serem alvos de uma operação de limpeza do exército. Neste caso poderiam deixar os fugitivos sozinhos em meio a neve que o clima faria o resto pelos militares.


Também nesta época as Gulags já não abrigavam mais os milhares de prisioneiros político (pelo menos até onde se sabe), “Muitos prisioneiros políticos foram libertados em 1953-56, mas os criminosos ainda estavam atrás das grades. Muitos pequenos campos de concentração foram dispersos por toda a região. O mais próximo foi Ivlag situado a poucos quilômetros do local da tragédia.” (maquinademisterio, 2018) Os defensores desta teoria dizem que os fugitivos assassinos dos jovens, poderiam ter fugido deste campo de prisioneiros.


As Gulags eram projetadas para serem seguras, a prova de fugas, mas “Embora seja verdade que não houve fugas em torno do tempo da tragédia, isso não significa que nunca aconteceu antes. A história conhece muitos exemplos, então os prisioneiros escapariam e se esconderam durante anos e até décadas de cada vez.” (maquinademisterio, 2018) Por isso essa teoria parecia plausível, menos quando se pensava onde estavam e no clima da região desolada.


Segundo os defensores desta teoria, acreditam também na possibilidade de que os “Jovens turistas podiam ser levados como testemunhas indesejadas e posteriormente assassinados.” Isso de fato poderia acontecer se os jovens tivessem flagrado fugitivos que não queriam ser encontrados e com medo de voltarem a prisão, assassinaram eles para evitar a delação e se “Se você considerar que muitos dos presos políticos vieram diretamente das frentes da Segunda Guerra Mundial, é plausível que essas pessoas soubessem como matar e estavam abertas à (sic) idéia.” (maquinademisterio, 2018)


Essa possibilidade começou a se levada em consideração quando “[...] Yuri Yudin descobriu um pedaço de roupa que não pertencia a nenhum dos membros do grupo. Este "obmotki" é uma grande peça de roupa que está envolvida em torno de pés ou pernas para mantê-los aquecidos. Eles têm forma distinta e são feitos de um material específico. Eles foram amplamente utilizados entre os soldados nos anos 40 e depois entre os prisioneiros dos campos de concentração de Stalin. Ninguém sabe como chegou aqui e ninguém sabe como desapareceu da sala de evidências. (maquinademisterio, 2018) Isso é mais uma dos grandes segredos deste complicado caso que se tornou um grande quebra cabeças.


Apesar de ser uma bela teoria e algumas provas cruciais terem desaparecidos da sala de evidências, ela não satisfaz quem procura pela verdade. Já ficou comprovado que não houve sinais de pegadas nas imediações do acampamento e os jovens deixaram sua barraca apavorados. Eles faziam parte de um grupo jovem, com grande força muscular, estavam em boa forma física e tinham algumas armas com eles. Não se assustavam fácil e eram considerados durões, inclusive as meninas.


Para conseguir dominá-los e matar a todos teria que ser utilizada uma grande força, caçá-los em silêncio um a um, caso contrários eles viriam em socorro dos que fossem atacados. As lesões também deixam muitas dúvidas, os corpos apresentavam lesões internas, mas nada em sua pele, salvo os últimos corpos encontrados. Portanto esta teoria de ataque de prisioneiros em fuga também não consegue responder todas as perguntas, mas as pesquisas continuam.


TEORIA DA CONSPIRAÇÃO MILITAR


Como nem uma destas teorias consegue satisfazer a todos que procuram responder às perguntas inquietantes que este caso levanta, aventou-se a possibilidade de uma conspiração militar contra o grupo, coisa que na antiga União Soviética não era totalmente descartado e nem a teoria mais absurda.


Essa teoria é bastante forte quando se pensa nos militares comandados por ditadores soviéticos, eles expediram ordens para que o exército cometesse todos os tipos de atrocidades, muitas vezes contra o próprio povo soviético. Essa é “A teoria que quase todo mundo tem em mente. Depois de analisar as outras teorias, muitas pistas apontam para ela. Armas químicas, teste de mísseis, protótipos de aviões sobrevoando a zona...” (rusmea, 2013)


Poderia ter havido um acidente quando os militares estavam testando algumas de suas armas na montanha e terem atingido os jovens sem querer, por desconhecerem que eles estavam na área. Na época “Não era desconhecido para ninguém que aquela foi uma zona de manobras militares. Grande parte da área era militar. Ecaterimburgo estava rodeada de mísseis (sic) anti-aéreos. Naqueles anos, estavam experimentando um protótipo de míssil que falhava mais que espingarda de parque de diversões.” (rusmea, 2013) Mas os jovens poderiam ter se distraído e entrado em uma área que estava sendo utilizada como alvo dos testes militares e morreram ao serem atingidos por um deles.


Ou os jovens presenciaram algo que os militares queriam que continuasse secreto e eles foram eliminados para manter o segredo. Essa teoria ganhou muita força por ser possível e também todos sabiam que “Eliminar testemunhas inoportunas não era um problema para eles. Acredita-se que os militares conheciam a rota que seguiriam os rapazes, mas acidentes acontecem. Perto de Sverdlovsk, existia um grande complexo de experimentação de armas químicas.” (rusmea, 2013)


Durante a guerra e depois no pós-guerra milhares de pessoas foram mortas para manter segredos militares e não seria um grupo de jovens esquiadores que colocaria tudo a perder. Por isso a coisa mais fácil a fazer seria eliminar a todos, esconder o que havia acontecido e deixar para que os investigadores descobrirem o que tinha acontecido ao grupo, se pudessem encontrar as provas. Os militares sabiam que o governo faria de tudo para encobri-los, mesmo que tivesse sido um simples acidente ou uma ordem direta, não fazia diferença.


Acredita-se que “Entre os tipos de armas que poderiam estar experimentando, se fala de algo que explodiu, mesmo que não aparecessem restos, o que explicaria os danos físicos de 4 dos garotos. Algum tipo de spray paralisante, ressonâncias (sic) ultra-sônicas que produzem confusão momentânea, um forte reflexo que pudesse cegá-los, alguma arma química.” (rusmea, 2013)


É o que defende quem acredita nesta teoria e fazem tudo para provar utilizando “Qualquer coisa que justificasse sua fuga e porque não voltaram para a barraca. Poderiam ser testemunhas incômodas, sendo preciso executá-las. Aviões de teste sobrevoando a zona e talvez borrifando algum produto, é algo que não se pode descartar. (rusmea, 2013) Essa teoria é o que chega mais perto de explicar a falta de pegadas dos agressores na neve da montanha.


Essa teoria é tão forte com milhares de defensores em todo o mundo que até Yuri o integrante da equipe que voltou acredita nela. “E o que opinava Yuri? Ele sempre esteve convencido de que os militares tivessem algo a ver. Teve que reconhecer os corpos de seus amigos, que a julgar pelas fotografias dos cadáveres, não deve ter sido nada agradável e ainda explicar que roupa era de quem. (rusmea, 2013)


Yuri logo desconfiou da participação militar na morte de seus amigos depois que “[...] identificou 2 materiais que não pertenciam ao grupo, um pano militar e uns óculos, também militares. Encontraram 3 câmeras dentro da barraca, todas com fotografias similares de distintas perspectivas, mas ele insistiu que eram 4 câmeras, as levadas pelos seus companheiros. Também faltava um dos diários.” (rusmea, 2013)


Desconfiado da omissão do governo e da participação do exército soviético na morte dos jovens esquiadores “Yuri Yudin também menciona que em algum momento da investigação, ele viu uns documentos que indicavam que os militares começaram as indagações 10 dias antes de que começassem a busca oficial pelas pessoas do instituto politécnico. Mas esses documentos também desapareceram.” (rusmea, 2013)


Como se isso não bastasse Yuri “[…] viu como tiravam da sala de necrópsia, recipientes com os órgãos de seus amigos para enviarem a laboratório, que nunca chegaram. E se chegaram, não há informe deles. Apesar de que os informes forenses preliminares são muito detalhados e profissionais.” (rusmea, 2013) Se os militares realmente estão envolvidos jamais o governo soviético e agora o governo russo admitirão esta participação, por isso, os pesquisadores continuam a procurar pelas provas.


Outra coisa que passou pela cabeça dos investigadores e posteriormente pelos pesquisadores foram os fenômenos celestes que todos relataram na ocasião do incidente. Segundo o site máquina de mistérios (2018) Os fenômenos celestes que acompanharam o Incidente quase convenceram a todos de que as vidas dos esquiadores tinham sido tiradas por um foguete. No caso criminal, há uma mensagem radical de interesse particular, enviada para a sede do grupo de busca:


RADIOGRAMA A SULMAN – 3 / 2-59 anos. – 18:30
O principal mistério da tragédia continua a ser a saída de todo o grupo fora da barraca
A razão poderia ser qualquer fenômeno natural extraordinário, como o vôo de um foguete meteorológico, OBSERVADO NO 1º DE FEVEREIRO DE IVDEL e pelo grupo de Karelin
Amanhã continuaremos a pesquisa [fim]
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Mas isso é bastante improvável e corroborando com as pesquisas uma vaga evidência da "versão do foguete" já conseguiu chegar a Vladimir Korotayev, que relatou:


"Muitos anos depois, falei com alguns cientistas do círculo de Korolyov, o escritório do acadêmico Rauschenbach, para ser exato. Foi-me sugerido que, por isso, eles diziam que havia alguns testes feitos. "Todos os pedidos enviados para vários locais de lançamento por pesquisadores, no entanto, não produziram resultados: não houve lançamentos de foguete na União Soviética desde o 1º até 2 de fevereiro. Talvez, as relíquias e estigmas do culto do foguete podem ser encontrados na região da taiga Sverdlovsk? Desde o momento da operação do grupo de busca, houve rumores de um campo de treinamento secreto localizado em algum lugar próximo ao local do acidente. Os locais ainda relacionam lendas de reuniões com patrulhas militares no meio região da taiga, buracos nas encostas seladas com concreto e o som de um trem que vem do chão na floresta.
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Evidentemente nada disso foi comprovado e tudo é negado pelo governo que nunca teve a intenção de colaborar com este caso. A verdade para ele parece não interessar o que sempre levantou suspeitas sobre sua culpa na morte dos jovens esquiadores. Tentando encontrar a verdade sobre os fatos “Uma conferência de 2008 na Universidade Técnica Estadual do Ural, juntamente com a Fundação Memorial do Grupo Dyatlov, decidiu que os testes militares eram culpados. O Serviço Federal de Segurança respondeu que todos os envolvidos no caso haviam morrido há muito tempo.”(máquinademistérios, 2018) A procura da verdade ainda continua!


Mas com o silêncio do governo e sua grande intromissão, com o sumiço de provas, páginas do relatório forense faltando, ameaças aos familiares e amigos, ocultação de informações, fica difícil acreditar que eles não tiveram nada com isso. Seja o governo ou os militares um deles não está completamente livre de culpa, mas talvez nunca conseguiremos saber a verdade, porém a busca por ela continua.


TEORIA DA ESPIONAGEM.


Tirando os militares da jogada (pelo menos a princípio) projetou-se uma nova teoria: a da espionagem “[...] chegaram a afirmar que ao menos um dos membros da equipe era um duplo espião infiltrado. Também há quem opine que todos eram espiões ou estavam trabalhando em algum projeto secreto dentro do instituto politécnico.” (rusmea, 2013)


Essa teoria parece bastante improvável, mas existem muitos que ainda acreditam nela. A suspeita recaiu sobre os estudantes de engenharia, “É certo que 3 eram estudantes de engenharia, mas o resto era de rádio e de economia.” Portanto ao que parece nada sabiam sobre engenharia, além dos estudantes da disciplina é claro. Mesmo sendo três estudantes de engenharia a desconfiança recaiu somente em um deles. “O suspeito é o guia Zolotariov, era mais velho que os demais (37 anos), usava um nome falso (Não se chamava Alexandre, mas sim Cemen) de origem Cossaca e esteve no exército. Era um veterano de guerra de um pelotão que só sobreviveram 3%, tinha 3 medalhas de honra, quando no máximo os veteranos tinham apenas uma e antes da segunda já estavam mortos.” (rusmea, 2013)


Tudo isso levantou inúmeras suspeitas sobre Zolotariov e segundo os defensores desta teoria “Isso explicaria porque havia uma peça de roupa contaminada por radioatividade, ainda que leve. Naquela época, os ocidentais não tinham um acesso fácil para se infiltrar como espiões, assim que contratavam a cidadãos russos.” (rusmea, 2013)


Ainda segundo os defensores desta teoria “Sua missão era localizar os lugares onde poderia se enriquecer urânio, por isso trocavam com o espião em questão, um objeto ou uma peça de roupa impregnada de radioatividade. A central nuclear secreta de Tomsk-7 foi descoberta assim, mediante o intercâmbio do boné de um esquiador contaminado de radiação. Estima-se que Zolotariov seria um espião duplo e lhe contactavam para entregar uma peça contaminada, mas era uma armadilha para que a KGB pegasse o ocidental. (rusmea, 2013)


Com isso culpam Zolotariov de ter colocado todos em perigo. Se foi uma emboscada para pegar o suposto espião os agentes da KGB não foram muito bem e em dado momento a missão fugiu ao controle levando a morte de todos os membros da equipe de esquiadores. Mas se foi isso que realmente aconteceu? Onde estão as marcas da luta? Os agentes não poderiam voar na neve. Onde estão suas pegadas? Nada disso faz sentido e as pesquisas prosseguem.


NOVA TEORIA – TEMPESTADE PERFEITA


Com tantas teorias levantando as mais diversas suposições, a resposta sobre o que causou a mortes dos jovens esquiadores já deveria ter sido encontrada, mas ainda não há respostas. Também não foram encontradas respostas satisfatórias para explicar porque eles abandonam sua barraca, o que provocou tanto medo neles que fizeram com que abandonassem suas coisas que eram essenciais a sua sobrevivência, muito menos foram encontradas respostas para explicar tamanhas lesões sofridas pelos jovens, apesar de todas as pesquisas realizadas até os dias de hoje.


Porém teorias não faltam na tentativa de explicar o que parece ser completamente inexplicável. Todos os dias aparece uma diferente e a mais recente teoria fala sobre a tempestade perfeita que teria surpreendido os jovens que estavam na montanha. “No ano passado, o produtor de cinema e de TV norte-americano Donnie Eichar divulgou uma teoria após cinco anos de pesquisa. De acordo com ele, o grupo estava na hora errada e no lugar errado e se deparou com a chamada “tempestade perfeita”. Ou seja, uma tempestade mortal! (History, 2018)


Esta tempestade incomum “Segundo Eichar, o fenômeno é um (sic) minitornado violento que produz um ruído ensurdecedor, que pode gerar uma grande quantidade de infrassom, capaz de causar vibrações no corpo humano, provocando perda de sono, falta de ar e, acima de tudo, um pânico indescritível e incontrolável. O terror, amplificado pela escuridão da noite e do barulho do tornado, teria levado os jovens à loucura e à morte. (History, 2018)


Com esta teoria Eichar tenta explicar a confusão reinante no acampamento e porque os jovens deixaram sua barraca e fugiram para a floresta próxima. Para ele “Devido à topografia única da Dead Mountain (todas as menções de Dead Mountain, em vez de Mountain of the Dead, referem-se ao livro de Donnie Eichar), que é uma forma de cúpula perfeita, os ventos ferozes que atravessaram o passe poderiam ter sido entortados quando atingiram a contundente superfície.” (maquinademisterio, 2018)


Para o pesquisador “O vento, que soprava em linha reta, seria repartido em uma série de tornados pequenos, mas poderosos que derrubariam os dois lados do passe. Os tornados, girando rápido o suficiente para rasgar os telhados dos prédios, teriam criado um ruído ensurdecedor, mesmo que estivessem perto das tendas, como sugere a teoria de Eichar.” (maquinademisterio, 2018)


Porém o forte vento na montanha não precisava ser um vento destrutivo conforme foi definido primeiramente. Ele poderia ser um fenômeno mais sutil, mas de grande terror para os seres humanos. O pesquisador defende que “[...] em certas circunstâncias, eles também poderiam produzir um fenômeno mais sutil e aterrador conhecido como (sic) infra-som. O oposto do (sic) ultra-som, (sic) infra-som é um tipo de vibração no ar que tem uma (sic) freqüência tão baixa que não pode ser apanhada pela orelha humana. Mas uma sucessão de estudos mostrou que pode ter efeitos marcantes sobre o corpo humano, incluindo perda de sono, falta de ar e pavor extremo. (maquinademisterio, 2018)


Seja como for falta ainda muito para explicar o que aconteceu aos jovens que pereceram na montanha e essa é somente mais uma das inúmeras teorias que tentam provar alguma coisa que consiga desvendar este mistério. Até hoje milhares de pesquisadores dos mais diversos países se debruçam sobre os documentos que sobreviveram em busca da verdade sobre o que levou a morte dos jovens, mas até o momento ninguém conseguiu encontrar a verdade. Talvez ela nem exista...


CONCLUSÃO:


Muitos pesquisadores e cientistas continuam a procura por algo que venha levantar o véu e desvendar o mistério deste incidente que agora se conhece como sendo o incidente do passo Dyatlov. Muito livros foram escritos sobre ele e um filme foi produzido para lembrar do ocorrido, mas este caso continua sem solução, tão obscuro como estava no dia que aconteceu.


O mistério se mantêm ao longo dos anos, muito disso se deve ao governo soviético que no afã de abafar o incidente e evitar propaganda negativa para o regime, tentou fechar as investigações o mais rápido possível. O mesmo foi feito pelo governo russo que acabou herdando os documentos que poderia esclarecer o caso depois do esfacelamento da União Soviética. Mesmo liberando alguns arquivos, outros permanecem sob segredo de estado e com isso dificulta encontrar a verdade.


De concreto sobre o caso há somente especulações de quem procura sobre o culpado das mortes dos jovens esquiadores. “Atualmente, o passo Dyatlov se converteu em lugar de atração turística mórbida. Sete dos falecidos estão enterrados no cemitério de Ecaterimburgo. Por razões desconhecidas, dois dos corpos foram transladados a outro cemitério mais afastado e que tem a entrada proibida.” (rusmea, 2013)


Ainda hoje se pergunta porque desta exclusão de dois corpos que foram enterrados em um cemitério mais afastado e também não há respostas conclusivas, muito menos porque a entrada é proibida, visto que aparentemente é somente um cemitério. Que segredos se escondem neste lugar para que sua entrada seja proibida, ninguém sabe responder. Este caso é um daqueles que parece insolúveis e quanto mais se procura pelas respostas, aparecem mais perguntas e menos respostas.


Parece que este mistério permanecerá por muito tempo ainda, tirando o sono de muitos, desafiando e desapontando a todos que ousam desafiar sua complexidade, procurando pela verdade. Alguém se habilita a responder todas as perguntas? A verdade continua escondida lá fora e parece que ninguém é capaz de decifrá-la. Pelo menos até hoje ninguém conseguiu e não há uma conclusão concreta sobre o que causou a morte dos jovens esquiadores no longínquo ano de 1959. Por tudo isso este caso continua envolto em mistério, mitos e lendas. Alguém se habilita a decifrá-lo?


Meu blog:
http://guerreiro-das-sombras.webnode.com/


Leia também:

https://www.bebee.com/producer/@sergio-weinfuter/a-montanha-dos-mortos-parte-i

https://www.bebee.com/producer/@sergio-weinfuter/a-montanha-dos-mortos-parte-ii-busca-e-relatorio-forense

https://www.bebee.com/producer/@sergio-weinfuter/a-montanha-dos-mortos-parte-iii-a-reconstituicao-do-incidente


Para saber mais:

_______Дятлова – Passo Dyatlov – a montanha dos mortos parte 2. Disponíveis em:

http://www.rusmea.com/2013/10/passo-dyatlov-montanha-dos-mortos-parte_14.html

Acesso em: 29/07/2018

_______Mistério de “força desconhecida” que matou esquiadores completa 56 anos sem explicação. Disponível em: https://seuhistory.com/noticias/misterio-de-forca-desconhecida-que-matou-esquiadores-completa-56-anos-sem-explicacao Acesso em: 30/08/2018

_______OVNIS NA MONTANHA DOS MORTOS? Disponível em: https://www.maquinademisterios.com.br/2018/01/ovnis-na-montanha-dos-mortos.html Acesso em: 31/08/2018

DAVID, PHILIPE KLING. O misterioso incidente de Dyátlov: A aventura mortal. Disponível em: http://www.mundogump.com.br/o-misterioso-incidente-de-dyatlov-aventura-mortal/ Acesso em: 29/07/2018



Sergio Weinfuter 14/9/2018 · #2

#1 While researching I also wondered what had happened. Unfortunately this is a great mystery that no one has been able to unravel even today, even with all the assumptions and theories raised. It seems that this mystery will last for a little while longer.
Thanks for the visit and for your comment. Hug.

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WOW, I really wonder what happened??

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